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Zuckerberg perde R$ 39 bi com Coca-Cola e Unilever fora do Facebook

Empresa irá "realizar discussões internas e com parceiros de mídia e organizações de direitos civis para impedir a disseminação do discurso de ódio"

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O Starbucks irá pausar seus anúncios publicitários em todas as plataformas de mídias sociais enquanto tenta da melhor maneira ajudar a impedir a disseminação do discurso de ódio, disse a empresa em comunicado neste domingo (28).

A empresa irá "realizar discussões internas e com parceiros de mídia e organizações de direitos civis para impedir a disseminação do discurso de ódio", afirmou o comunicado.

Uma reportagem da CNBC neste domingo acrescentou que essa pausa nas redes sociais do Starbucks não incluirá o YouTube, de propriedade do Google. E a empresa continuará publicando nas mídias sociais, mas sem posts pagos.

A reportagem também diz que, embora o Starbucks esteja pausando a publicidade, não irá participar da campanha de boicote "Stop Hate For Profit" , que começou no início deste mês.

Mais de 160 empresas, incluindo a Verizon e a Unilever, assinaram a campanha para parar de comprar anúncios no Facebook, a maior plataforma de mídia social do mundo.

R$ 39 bilhões

Após uma série de empresas suspenderem seus anúncios nas redes sociais, as ações do Facebook tiveram uma queda de 8,3% na última sexta-feira (26), uma perda de US$ 56 bilhões (R$ 306,8 bilhões) do valor de mercado da empresa.

Segundo a agência Bloomberg, com essa desvalorização, o presidente da companhia, Mark Zuckerberg, viu sua riqueza pessoal recuar US$ 7,2 bilhões (R$ 39,4 bilhões).

A medida das marcas é um marco importante na escalada de esforços dos anunciantes para que as companhias tecnológicas adotem mudanças em relação ao conteúdo publicado nas redes. A iniciativa quer que sejam feitos mais esforços para impedir o discurso de ódio.

Como resposta à pressão dos anunciantes, o Facebook anunciou também na sexta que começará a marcar postagens com discurso político que violem suas regras e tomará outras medidas para evitar a repressão a eleitores e proteger minorias contra abusos.

O Facebook declarou que não toma decisões políticas por causa da pressão das receitas, e um porta-voz disse que as mudanças são uma decorrência do compromisso feito por Zuckerberg de se preparar para as próximas eleições.

* (com informações da agência Reuters e do jornal Valor Econômico)


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