Os professores e servidores do Centro Educacional de Tempo Integral Pedro Coelho de Resende, localizado na cidade de Boa Hora, paralisaram as atividades nesta sexta-feira, dia 31 de março.  Os Professores e servidores paralisam para protestar contra os projetos do governo Temer, em especial a reforma da Previdência, e em defesa dos direitos sociais que vêm sendo atacados pelo Congresso Nacional, como a lei da terceirização irrestrita.

Segundo o senador Paulo Paim (PT), se a lei da Terceirização for sancionada, “teremos bancos sem bancários, porque teremos escritório na esquina que vai mandar funcionários para o banco. Pode estar num banco num dia e em outro banco no outro dia ou em uma loja no outro dia. Teremos lojas sem comerciários. Teremos metalúrgicas sem metalúrgicos. Teremos escolas sem professores, porque serão pessoas que um escritório qualquer contrata e manda lá para uma escola assim como ele entender”.

No tocante a reforma da previdência, pelas novas regras apresentadas, o trabalhador precisa atingir a idade mínima de 65 anos e pelo menos 25 anos de contribuição para poder se aposentar. Neste caso, ele receberá 76% do valor da aposentadoria – que corresponderá a 51% da média dos salários de contribuição, acrescidos de um ponto percentual desta média para cada ano de contribuição.

Para a Associação Nacional de Defensores Públicos (Anadep) “a PEC 287/16 adota soluções drásticas e abraça pressupostos os quais a sociedade brasileira não se encontra ajustada ainda, tais como: a igualdade entre homens e mulheres no tocante às regras de fruição de benefícios previdenciários; as condições de trabalho e de contribuição do segurado especial, quais sejam o trabalhador rural que labora em regime de economia familiar, o pescador artesanal e o extrativista e; a inclusão de pessoas com deficiência física ao mercado de trabalho”.

Segundo os professores do CETI Pedro Coelho, se essas medidas forem realmente aprovadas, o futuro profissional de muito jovens estarão comprometidos, pois com a lei da terceirização terão menos segurança jurídica no trabalho, assim como também o futuro de todos os trabalhadores brasileiros que terão que trabalhar muito mais para se aposentar e ganhar bem menos depois da aposentadoria se for aprovada a reforma da previdência.

Por: Lenildo Martins

Com Informações: senado.leg.br e cartacapital.com.br