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Assassino confesso de menina é encontrado morto em penitenciária

Carlos José Moreira, de 50 anos, estava preso sozinho, em cela separada dos outros presos

Assassino confesso de menina é encontrado morto em penitenciária
Corpo da criança foi encontrado em canavial próximo a Uruana, GO | Reprodução
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Carlos José Moreira, de 50 anos, suspeito de ter assassinado Gabrielly Caroline Dias Rocha, de 10 anos, na cidade de Uruana, em 18 de outubro de 2012, foi encontrado morto em uma cela da Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia, na madrugada deste sábado (10).

Carlos, que segundo a polícia, havia confessado ter matado a menina, estava preso no local há nove dias. O corpo do suspeito foi encontrado morto com fios da rede elétrica enrolados ao pescoço dentro da cela onde ele estava isolado.

Depois que o cadáver foi encontrado, o Corpo de Bombeiros, delegados de polícia e o Instituto Médico Legal (IML) foram chamados. O presidente da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep), Edemundo Dias, também esteve no local acompanhando o trabalho da perícia.

?Ele subiu na grade e arrancou uma fiação elétrica e, com essa fiação elétrica, ele se enforcou. Ele estava em uma cela, sozinho, isolado, dentro de uma unidade que também é isolada, apartada dos outros presos, que são presos que cometem crimes sexuais?, declara Edemundo Dias.

Com a morte do acusado, a polícia muda o rumo das investigações sobre a morte de Gabriely em Uruana. ?Uma vez que ele faleceu, se as investigações já estiverem concluídas, serão simplesmente juntada à certidão de óbito e extingue-se a punibilidade?, explica o delegado da Delegacia de Investigação de Homicídios, Kleber Toledo.

Desaparecimento

Gabrielly Caroline Dias Rocha foi vista pela última vez no dia 18, quando saiu para doar um cachorro e não voltou mais para casa. No mesmo dia, Carlos José Moreira, foi detido pela polícia depois que a filha do suspeito, que era colega de escola de Gabrielly, encontrou uma sapatilha que pertencia à vítima perto da sua casa e a devolveu para a família da amiga.

Carlos transferido para a capital porque a população de Uruana ameaçava linchá-lo, depois de, segundo a polícia, ele ter confessado o homicídio.

O corpo de Gabrielly só foi encontrado cinco dias depois, em 23 de outubro, em um canavial. Revoltada, uma multidão invadiu e destruiu a casa do suspeito em Uruana.


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