Teve início nesta quarta-feira (27),  na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Teresina,  o julgamento do ex-vereador Djalma Filho, um dos acusados de matar o jornalista Donizetti Adalto, 24 anos após o crime. 

Donizetti foi morto em 19 de setembro de 1998, na capital piauiense.  O juiz Antônio Nolleto comanda o julgamento do caso. O promotor de Justiça, Régis Marinho, representa o Ministério Público do Estado do Piauí 

O julgamento, que está sendo transmitido ao vivo pelo YouTube, já foi adiado três vezes, anteriormente, nos últimos cinco meses. Além do ex-vereador e professor universitário Djalma Filho, são acusados do crime os policiais civis João Evangelista de Meneses, conhecido como 'Pezão' e Ricardo Luís Alvez de Sousa e os  motoristas Fabrício de Jesus Costa Lima e  Sérgio Ricardo do Nascimento Silva.

Recentemente, a pedido da defesa de Djalma Filho,  foram anexados dois laudos da Perícia Criminal do Piauí produzidos em 1998 com análises das armas de fogo que teriam sido utilizadas no crime.

Conforme o laudo, dois projéteis encontrados no corpo de Donizetti Adalto foram disparados por uma das armas analisadas, um revólver calibre 38 da marca Rossi.

Donizetti Adalto foi assassinado em 1998Donizetti Adalto foi assassinado em 1998

O caso

Natural do Pará, o jornalista Donizetti Adalto foi espancado e morto a tiros na madrugada do dia 19 de setembro de 1998, na Avenida Marechal Castelo Branco, no bairro Primavera, na zona Norte de Teresina.

No período, ele era candidato a deputado federal pelo PPS. O ex-vereador Djalma Filho estava no carro com a vítima e, de acordo com a denúncia do Ministério Público, teria sido o mandante do crime.