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Família suspeita que mulher morta pelo marido foi enterrada viva

A informação só pode ser confirmada quando sair o laudo.

Família suspeita que mulher morta pelo marido foi enterrada viva
MORTA | Reprodução
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Isabel Castro Maia, de 19 anos, mãe de duas meninas, foi assassinada e enterrada a 500 metros de casa na manhã de quinta-feira (27/12) na  localidade de Riachinho, zona rural do município de Barreira, no interior do Ceará. O suspeito, que era seu companheiro e pai de suas filhas,  Francisco Antônio Souza de Oliveira, de 27 anos, foi preso em flagrante. A família da jovem desconfia que ela ainda estava viva quando foi colocada na cova rasa. A informação só pode ser confirmada quando sair o laudo cadavérico feito pela Coordenadoria de Medicina Legal (Comel).

Por volta das 10 horas da manhã, Isabel Maia teria sido surpreendida por Francisco com um tiro de uma espingarda. Logo depois, ela foi enterrada, é o que suspeita o irmão da vítima, Bruno Maia.

A Polícia foi acionada pela mãe de Isabel, Maria de Fátima, que foi informada pelo companheiro da filha que ela estava desaparecida. O homem entregou as duas filhas para a sogra cuidar. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), os policiais foram até a residência do casal, onde encontraram o local sujo de sangue e  cabelos da vítima em uma cerca de arame. Uma espingarda tipo socadeira foi achada escondida no telhado da cozinha.

Francisco Antônio foi questionado pelos policiais sobre o material encontrado e justificou dizendo que havia saído para beber com amigos e não sabia o que teria acontecido. Ele foi autuado em flagrante por feminicídio, na Delegacia Regional de Baturité.

Relacionamento

Isabel e Francisco estavam juntos há quase cinco anos. Não casaram, mas tinha uma união estável. Antes da primeira filha, de três anos, nascer os dois saíram da casa da mãe da jovem para uma residência próxima. Antes da última filha, de seis meses, nascer o relacionamento deles passou a ser reprovado pela família, conta Bruno Maia.

De acordo com Bruno, o casal brigava constantemente. Isabel tinha marcas de violência física pelo corpo. A família aconselhava a jovem a largar Francisco, que de acordo com eles, era um homem quieto, mas  agressivo.

Durante o relacionamento deles, Isabel não registrou nenhum Boletim de Ocorrência contra o companheiro. Bruno conta que a irmã estava pensando em terminar com Francisco, mas não o fazia por conta das duas filhas. A renda do casal vinha da fazenda em que moravam.


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