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"Foi coisa de filme", diz mulher que foi rendida por 20 horas no RS

Após assalto, reféns tiveram de andar pela mata durante a madrugada

"Foi coisa de filme", diz mulher que foi rendida por 20 horas no RS
Cerca de 60 policiais entram na mata em busca de assaltantes em Cotiporã | RBS
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Um dia depois de viver cerca de 20 horas de terror como refém de criminosos, a família Buratti, de Cotiporã, na Serra do Rio Grande do Sul, tenta retomar a rotina. Ademir, a esposa, quatro filhas e um genro estavam entre os nove reféns do grupo que invadiu uma joalheria na cidade na madrugada de domingo (30).

Eles foram levados enquanto os suspeitos fugiam da polícia, após um primeiro confronto que matou três integrantes do bando. Segundo Ademir, a família se preparava para dormir quando os homens invadiram a casa. ?Estourou a porta, entraram e mandaram todo mundo sair. Nos levaram para o mato para se esconder?, disse Auremir.

Acompanhados por dois homens, os reféns foram obrigados a atravessar a pé um morro durante a madrugada. Eles passaram pelo meio de um parreiral e se esconderam no meio da mata fechada.

Com os pés e as pernas machucadas de andar no meio das árvores, Ivone Buratti lembra como foram as vinte horas de sequestro. ?Tínhamos de seguir eles, um na frente, outro atrás e nós no meio. Foi um susto enorme, nunca imaginava que isso fosse acontecer. Coisa de filme. O importante é que a família está toda junto de novo, que não aconteceu nada?.

O drama na pequena cidade de 4 mil habitantes começou às 2h de domingo, quando os assaltantes explodiram uma fábrica de joias. As imagens das câmeras de segurança mostram o momento das detonações e depois os homens recolhendo pacotes espalhados pelos chão. Na fuga, o grupo rendeu cerca de trinta pessoas que estavam num bar, em frente à fábrica, e fugiu levando sete reféns.

No caminho, eles foram surpreendidos pela Brigada Militar. Na troca de tiros, dois policiais ficaram feridos e três criminosos morreram. Entre eles, o homem mais procurado pela polícia do estado: Elisandro Rodrigo Falcão. A suspeita é que ele tenha comandado diversos ataques a bancos com explosivos no estado este ano. Os assaltantes que conseguiram fugir com duas reféns invadiram a casa da família Buratti. A partir daí, foram vinte horas de buscas intensas até que os reféns fossem encontrados.

A polícia segue fazendo buscas na mata onde acredita que pelo menos dois homens estejam escondidos. Até o fim da tarde desta segunda-feira (31), ninguém havia sido capturado.


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