O goleiro Emerson Conceição viveu momentos de pânico na manhã de terça-feira (7) ao viajar de Londrina, onde mora, para assinar contrato com o Joinville.

Enquanto trafegava pela BR-376, em Palmeira, no Paraná, ele foi surpreendido por uma tentativa de assalto a carros-fortes e ficou no meio da troca de tiros entre os assaltantes e os seguranças. Emerson ainda teve seu carro levado pelos bandidos.

Além do carro, os assaltantes levaram todos os documentos de Emerson, que seriam utilizados para acertar com o Joinville. Ele aguarda em Curitiba que o veículo seja localizado com a documentação para poder definir a situação nos próximos dias. A diretoria do clube catarinense afirmou que vai aguardar para o jogador conseguir se estabelecer e depois assinar o contrato.

 Goleiro Emerson Conceição (Crédito: Fernando Torres/Ascom Paysandu)
Goleiro Emerson Conceição (Crédito: Fernando Torres/Ascom Paysandu)

''Foi um susto gigantesco. Parecia coisa de filme. Escutei um barulho, com se fosse uma explosão, e depois vi um carro-forte tombando na pista contrária. Eu freiei e escutei os tiros. Foi pelo menos meia-hora, mas parecia que não ia acabar nunca. Agradeço muito a Deus por estar vivo e por ter saído ileso'', disse

O jogador relatou ao Globoesporte.com que em meio ao tiroteio e com medo de ser atingido pensou em voltar de ré, mas ficou com medo de provocar um acidente. Então, seguiu até a entrada de uma estrada rural, desceu do carro e se jogou no chão. Logo depois, um dos criminosos veio até onde ele estava, trocou tiros com os seguranças e levou o veículo. – O tiroteio foi intenso. Eu estava no chão, olhei para trás, tinha um bandido atirando e levando tiro. Foi em mim e pediu a chave. Depois pegou o carro, acho que entrou mais um assaltante e foi embora. Aí o tiroteio continuou. Eu e outras pessoas que passavam ali fomos rastejando no caminho da chácara, levantamos e saímos. Depois que chegou a policia - detalhou.

Emerson contou que tinha falado com a esposa um pouco antes, por telefone, em Ponta Grossa, dizendo que logo chegaria em Joinville. Uma hora depois, vivenciou o que descreve como o "pior momento da vida".

''O que passava na minha cabeça era ficar ali e escapar do tiroteio. Depois que vi o bandido ali, eu fiquei mais assustado. Eu ouvia os tiros passando e batendo na parede. Eu pedi misericórdia para Deus'', relatou.

Depois que conseguiu sair do local, Emerson conseguiu falar por telefone com os familiares. Como a esposa está grávida, ele decidiu comunicar primeiro a sogra, que ficou assustada com o que tinha acontecido.

– A minha esposa está grávida e dar essa notícia é muito perigoso. Eu lembrei do telefone da minha sogra, na hora que um amigo me emprestou o telefone. Ainda tinha o tiroteio lá no fundo, ela começou a chorar. Avisei para ficar tranquila, que tudo estava bem, e pedi para falar com minha esposa. Eu dizia: "Estou sem o celular e o carro, mas estou bem" - disse.

Bandidos trocaram tiros com seguranças
Bandidos trocaram tiros com seguranças