Marcella Ellen Paiva Martins, 31, que matou o noivo com tiro no olho em um motel no Distrito Federal, teve uma crise de pânico no presídio de Barro Alto (GO), para onde foi transferida na semana passada após ser detida pela polícia goiana durante uma tentativa de fuga.

Jordan Guimarães Lombardi foi assassinado pela noiva em motel   Foto: Reprodução-InstagramJordan Guimarães Lombardi foi assassinado pela noiva em motel   Foto: Reprodução-Instagram

Em nota, enviada na manhã desta quarta-feira (16), a direção da Unidade Prisional de Barro Alto desmentiu informações de que a bacharel em Direito teria desmaiado na cadeia, afirmando que ela apenas comunicou aos policiais penais que "não estava bem" e foi encaminhada a uma unidade de saúde municipal para passar por avaliação, em que foi constatada a crise de pânico.

Bacharel em Direito foi presa após matar o noivo de 40 anos dentro de motel  Bacharel em Direito foi presa após matar o noivo de 40 anos dentro de motel  

"A direção reforça que equipes de profissionais da saúde estão à disposição realizando os acompanhamentos médicos necessários", afirma o comunicado, divulgado pela DEAP (Diretoria-Geral de Administração Penitenciária).

O caso da ex-acompanhante de luxo repercutiu pelos detalhes inusitados de sua fuga após a morte do noivo, Jordan Lombardi, 40, na madrugada do último dia 9 de novembro no Motel Park Way, no Setor de Postos e Motéis Sul, no Distrito Federal.

Marcela Ellen foi presa após matar o noivo em motel no DF Foto: Reprodução-Instagram Marcela Ellen foi presa após matar o noivo em motel no DF Foto: Reprodução-Instagram 

Depois de atirar contra o consultor empresarial, ela teria fugido do motel em que os dois estavam, nua, usando o veículo do noivo, um Audi Q7. Como o carro, que pertence à empresa da vítima, é rastreado, ele parou de funcionar pouco mais de seis quilômetros depois, fazendo com que a mulher buscasse "alternativas".

Segundo o advogado de Marcella, Johnny Cleik Rocha da Silva, ela teria abordado duas vans escolares, sem sucesso, antes de "pegar carona" em um caminhão que a conduziu até Girassol (GO), onde o motorista, assustado com o estado da suspeita, afirmou que precisava abastecer, desceu do veículo e fugiu.

Relembre o caso

O corpo de um empresário paulistano foi encontrado por funcionários do Motel Park Way, no Setor de Postos e Motéis Sul, no Distrito Federal, na madrugada do dia 9. 

Jordan Lombardi, 40, foi morto a tiros pela noiva, Marcella Ellen, 31, que, fugiu do local no carro da vítima, derrubando o portão do estabelecimento. Horas depois, ela se entregou à polícia e confessou a autoria do crime. Segundo a defesa da mulher, que confirmou a identidade de ambos, ela teria reagido a dois tapas e disparou "sem pensar".

Segundo a polícia, o empresário, sócio de uma empresa de consultoria empresarial norte-americana com atuação em São Paulo, tinha hematomas no rosto e uma perfuração de bala no olho. Agentes do Corpo de Bombeiros, chamados para atender a ocorrência, registraram que o corpo da vítima tinha algumas manchas esbranquiçadas e já apresentava estado inicial de rigidez cadavérica.

O casal chegou ao motel por volta das 16h30 da segunda-feira (7). Testemunhas disseram à polícia ter visto outro homem chegando ao local, em um carro de aplicativo, e entrado no quarto do casal. Ele teria deixado o estabelecimento cerca de duas horas depois. Segundo a polícia, a vítima teria sido baleada por volta das 4h30.

O advogado de Marcella, Johnny Cleik Rocha da Silva, disse que ela é natural de Brasília, onde toda a família dela ainda mora, mas que havia ido para São Paulo tentar a vida como modelo. Foi na cidade que ela conheceu o empresário.

"Depois de dois anos juntos, ficaram noivos. E vieram ao Distrito Federal para fazer os preparativos para o casamento. Ela queria reunir a família dela e fazer o casamento aqui, já que o casal não tinha contato com a família do empresário", disse o advogado.

O advogado de Marcella, Johnny Cleik Rocha da Silva, disse que ela é natural de Brasília, onde toda a família dela ainda mora, mas que havia ido para São Paulo tentar a vida como modelo. Foi na cidade que ela conheceu o empresário.

"Depois de dois anos juntos, ficaram noivos. E vieram ao Distrito Federal para fazer os preparativos para o casamento. Ela queria reunir a família dela e fazer o casamento aqui, já que o casal não tinha contato com a família do empresário", disse o advogado.

Na madrugada, o casal teria discutido por ela exigir que o noivo tomasse atitude para defender uma pessoa da família dele, que estaria sofrendo violência. Segundo o advogado, essa pressão teria motivado o empresário a adquirir a arma de fogo. Silva acrescenta ainda que ela teria ameaçado o noivo com a arma e, por isso, ele teria a desafiado e aplicado dois tapas nela.

"Foi nesse momento que ela conta que, sem pensar, apertou o gatilho". Em seguida, a mulher fugiu do local num Audi Q7 da vítima, chegando a derrubar o portão do motel.