A polícia do Rio de Janeiro resgatou uma mulher vítima de exploração sexual. Ela era de Belo Horizonte(MG). Atraída por um anúncio de trabalho ela foi buscar oportunidade de sobrevivência na cidade grande. 

O emprego anunciado prometia um bom salário e moradia. Mas não foi o que ela encontrou. A mulher foi sequestrada por uma quadrilha e levada para Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Em cárcere privado por cerca de dois dias, foi obrigada a se prostituir de maneira presencial e até por videochamadas. Sem comunicação com ninguém, seu celular ficava com a quadrilha que só deixava sair do cárcere para fazer os programas. Como se não bastasse ainda era ameaçada. 

Mulheres foram resgatadas em cárcere privado atraídas por anúncio de emprego/reproduçãoMulheres foram resgatadas em cárcere privado atraídas por anúncio de emprego/reprodução

Durante o período que ficou sob poder dos criminosos, ela foi estuprada e sofreu violência física pelo líder do grupo.

Em um dos programas, o cliente viu que a vítima estava tremendo e muito nervosa. E perguntou o motivo. A mulher contou o que estava acontecendo e pediu ajuda. O cliente fez contato com seu ex namorado e passou o site do grupo.

Ao ser avisado sobre a situação, o ex da vítima informou à Polícia Militar de Minas que comunicou o caso à Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ela já voltou para Minas nesta madrugada.

Resgate

Ela foi encaminhada para o hospital onde recebeu atendimento antes. A quadrilha utilizava um site com fotos das mulheres e divulgava o local como Duque de Caxias, mas a casa de prostituição tinha sido transferida para o bairro de Madureira, na Zona Norte do Rio. A vítima foi levada para o novo local com uma venda nos olhos.

A quadrilha para atrair clientes usava fotos das mulheres/reprodução de internet/ilustrativaA quadrilha para atrair clientes usava fotos das mulheres/reprodução de internet/ilustrativa

Organização Criminosa

Com o apoio de agentes da 29ªDP (Madureira), os policiais da delegacia de Bonsucesso chegaram à casa de prostituição, prenderam uma das gerentes e libertaram a vítima

A mulher identificada como Karen Lourenço de Souza de 22 anos, foi presa por organização criminosa, cárcere privado, favorecimento à prostituição e casa de prostituição. 

Nas investigações realizadas antes e durante a prisão, já foram identificados outros três integrantes do grupo criminoso, inclusive o líder da quadrilha que estuprou a vítima. Todos serão indiciados.