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Parque ambiental vira reduto de usuários de drogas e assaltantes na z.Sul de Teresina

O parque localizado no bairro Porto Alegre favorece a prática de esportes e atividades culturais, mas tem servido para uso de drogas. Moradores se sentem inseguros, já que o policiamento e iluminação

Parque ambiental vira reduto de usuários de drogas e assaltantes na z.Sul de Teresina
Parque Ambiental | Moises Saba
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Localizado em uma área ampla que favorece a prática de esportes, atividades culturais e socialização, o parque ambiental do Bairro Porto Alegre, zona Sul de Teresina, é uma área urbana de vasto potencial que foi tomado pela marginalidade. 

O local funciona como ponto de encontro para infratores, assaltantes e usuários de drogas. Eles se encontram diariamente no local para ingerir drogas e bebida alcoólica e não se intimidam com a presença de viaturas que rondam esporadicamente pelo local.

A insegurança dos moradores é grande e eles reclamam da falta de assistência do poder público, que também não providenciou a capina do parque nos últimos meses.

Segundo a moradora Maria das Graças, só em uma semana foram roubadas seis motocicletas que estavam estacionadas nos arredores do parque ambiental. “Levaram a moto da minha vizinha e de outras pessoas.

A gente já vive com falta d’água e agora não pode mais nem sair de casa. As crianças não podem brincar, os jovens não podem namorar e no final das contas, ninguém usa o parque. Está tudo no escuro, só quem usa o parque são os assaltantes”, fala a dona de casa.

A iluminação do parque também está comprometida. Segundo populares que habitam nas proximidades do parque, “os marginais quebraram todas as lâmpadas para assaltar sem se preocupar em ser identificados. Olha, não dá para caminhar por aqui.

Sou uma pessoa de idade e poderia usar o parque para praticar caminhada, mas o medo de sair de casa é maior. Estamos encurralados”, relata o vendedor Manoel da Silva.

Além da iluminação, o morador avisa que capina do local não é feita há meses e o lixo se acumula na área que deveria estar sendo usada pela comunidade.

A Superintendência de Desenvolvimento Urbano/Sul informa que a capina e limpeza do ambiente é realizada continuamente a cada 60 dias e o período cai para 30 dias quando se inicia o período de chuvas.

Criado em 1993, cerca de cinco mil pessoas moram no Porto Alegre. Não faltam relatos da população que reclama insistentemente do abandono por parte do poder público. “Lembro da inauguração do parque e ia andar de bicicleta por lá nos idos anos 90.

Mas foi coisa de meses porque essa utilidade não durou muito. Acho que a única coisa que ainda tem de útil no parque é a igreja, que faz com que talvez a área não seja totalmente dominada por marginais. Com a escuridão, diversos assaltos acontecem e a população fica com medo de sair às ruas”, conta a universitária Rutiele Saraiva.

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