Foi aberto inquérito, nesta quinta-feira (26), pela Polícia Federal, para investigar a ação dos policiais rodoviários durante abordagem que levou à morte de Genivaldo de Jesus Santos, em Umbaúba, região Sul de Sergipe. A vítima foi prensada no porta-malas da viatura com fumaça no local.

Em nota, a corporação afirmou que “diligências acerca do caso já foram iniciadas e a PF trabalha para esclarecer o ocorrido o mais breve possível”. De acordo com a família, vítima tinha esquizofrenia e tomava remédios controlados havia cerca de 20 anos.

PF aabre inquérito para investigar ação policia contra Genivaldo (Goto: Divulgação)PF aabre inquérito para investigar ação policia contra Genivaldo (Goto: Divulgação)No laudo do Instituto Médico Legal (IML) foi apontado que asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda causaram a morte de Genivaldo. Um vídeo registrou a ação dos policiais, na qual testemunhas relataram que a vítima se contorcia na viatura.

O resultado da análise foi confirmado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) na manhã desta quinta-feira (26). Ainda segundo a SSP, outros exames foram realizados para detalhar a razão da morte. O corpo foi liberado do IML, em Aracaju, por volta das 22h30.

Vídeo mostra momento da ação dos policiais:

O velório deve ocorrer na casa da mãe do homem, no povoado Mangabeira, em Santa Luzia do Itanhy. Ele era casado e deixa um filho.

A corporação emitiu nota afirmando que os agentes usaram "técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo" para conter o homem. A PRF também alega Genivaldo resistiu à abordagem e foi agressivo.

A PRF alega que Genivaldo resistiu à abordagem e foi agressivo (Foto: Divulgação)A PRF alega que Genivaldo resistiu à abordagem e foi agressivo (Foto: Divulgação)A PRF também afirma que abriu um procedimento disciplinar para averiguar a conduta dos policiais envolvidos. A Polícia Federal vai investigar o caso.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe disse que está acompanhando os desdobramentos e que "tem respeito pelas instituições, mas não compactua com qualquer tipo de violência ou de tortura".