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Policial militar mata adolescente com golpe de barra de ferro na sua cabeça

O PM foi indiciado por homicídio doloso e por lesão corporal(isso porque um amigo da vítima,que tentou parar as agressões, acabou atingido na costela)

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Guilherme do Nascimento de Oliveira, de 17 anos, morreu em 25 de abril após ser atingido na cabeça por uma barra de ferro, quatro dias antes, ao sair de uma matinê em Madureira. O golpe foi dado pelo PM Duarte Carvalho Alvares Junior, do 17 BPM (Ilha), que foi indiciado por homicídio doloso e por lesão corporal (isso porque um amigo da vítima, que tentou parar as agressões, acabou atingido na costela).



As investigações da 29 DP (Madureira), responsável pelo caso, foram encerradas ontem. De acordo com o delegado Rui Barboza de Souza, titular da unidade, o inquérito será enviado ao Ministério Público na segunda.

Rui Barboza também informou que irá pedir a previsão preventiva do policial militar. Duarte Carvalho chegou a se apresentar à delegacia, mas afirmou que só falará a respeito do crime em juízo.

Na noite em que morreu, Guilherme foi ao espaço Baixo Madureira para comemorar seu aniversário. Ele deixou o evento por volta de 23h, e uma briga generalizada entre moradores de Madureira e Rocha Miranda acontecia em frente ao local. Segundo a Polícia Civil, a vítima participou ativamente do confronto. A família, contudo, alega que ele só entrou no meio da confusão para defender um conhecido.

? Quando a gente saiu, a pancadaria já estava acontecendo, e eu só tentei proteger minha namorada ? garantiu o jovem agredido nas costelas pelo policial Duarte.

Já o PM, que não estava armado, teria tentado evitar que o tumulto invadisse a lanchonete de sua mãe, que fica em frente ao Baixo Madureira. Ele também alugava equipamentos de som para a casa de shows.

? O policial não estava se defendendo. Ele é muito maior que o menino. Além disso, é conhecido como o Justiceiro de Madureira ? contou um parente da vítima, sem se identificar.

A polícia solicitou as imagens das câmeras da boate, mas o dono alegou que elas estariam danificadas. Após a família acusar o PM de ter feito ameaças ao empresário, ele apresentou um laudo comprovando que o HD das câmeras de fato queimou.


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