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De quebradeira a governadora, Regina Sousa abre o coração: “Não imaginei”

Em entrevista exclusiva ao Jornal Meio Norte, a vice-governadora diz que não quer ser lembrada pelo que deixou de ser feito na gestão, pontuando que cobrará a entrega de obras.

Francy Teixeira, com colaboração de Isabel Cardoso

Fiel às suas raízes, carrega na memória as marcas de um período difícil, em que os obstáculos eram imensuráveis, mas que não a impediram de sonhar; sonhos que a alçaram à lugares nunca imaginados. Sob uma trajetória calcada na humildade, foi de quebradeira de coco a governadora - já assumiu nas ausências de Wellington Dias, Regina Sousa, em entrevista exclusiva ao Jornal Meio Norte, prova que a defesa pelo social, o conhecimento in loco das barreiras enfrentadas pelos mais vulneráveis, construíram sua identidade e norteiam os seus caminhos até os dias atuais. 

Menina, pobre, da 'roça', a Regina do presente ao olhar para o passado traz consigo a certeza de que foi uma 'exceção', ao ocupar postos de Poder tão importantes, acredita que foi 'além do que havia pensado', assumindo a missão de conferir aos mais pobres a oportunidade de romper o 'ciclo', de alcançar as oportunidades, de eliminar as desigualdades. 

Imagem mostra Regina Sousa quando era quebradeira de coco (Foto: Reprodução)Imagem mostra Regina Sousa quando era quebradeira de coco (Foto: Reprodução)

"Eu sou uma excepcionalidade de ter conseguido estudar, de ter conseguido sair desse destino, então nunca imaginei, só de sair, me formar, ir pra Universidade, ser professora, depois ser bancária, já era além do que eu podia ter pensado na vida, então ser vice-governadora, governadora, senadora, nunca passou pela minha cabeça", disse. 

No âmbito político, caso assuma mais uma vez a chefia do Executivo no próximo ano, com a possibilidade de descompatibilização do govenador Wellington Dias, Regina garante que vai trabalhar por quem mais precisa. "Minha prioridade é trabalhar para quem mais precisa", frisou. 

A vice-governadora pontuou ainda que insistirá para a conclusão das obras que estão em andamento, cobrando as empresas mais contratações, de modo a cumprir prazos. No que se refere às áreas de atenção, destacou a Segurança Alimentar, a fome é um problema que a incomoda e motivo de grande preocupação. 

Por fim, em relação à eleição de 2022 deixou claro o seu temor, revelando que reza todos os dias para que seja uma disputa pacífica, sem vandalismos, sem barbarização. "Eu quero contribuir para isso, mas tem um cenário meio perigoso que se avizinha", complementou. 

Jornal Meio Norte - A senhora trabalhou como bancária, presidiu o sindicato da categoria, foi Secretária de Administração, senadora da República, vice-governadora; qual experiência mais marcou a sua vida? 

Regina Sousa - Olha, além disso fui presidente do PT, presidente e fundadora da CUT, foram experiências únicas, cada uma com o seu peso, mas ser sindicalista foi o que abriu portas para eu continuar em evidência, continuar trabalhando com o povo, tá no pé no chão da fábrica, no chão do escritório, do banco, e ajudando outras categorias como presidente da CUT eu tinha espaço em todas as categorias, inclusive na mesa de negociação, então foi uma experiência muito boa, mas não posso negar que o Senado foi uma escola, uma lição que eu não imaginava que não poderia ser, porque quando eu fui para o Senado como meio que 'um boi indo para o matadouro', mas quando cheguei lá eu me encontrei, porque eu vi que tinha espaços para trabalhar, não é o Plenário, mas as Comissões de Trabalho são muito importantes, porque a gente tem um bom debate, um grande aprendizado, eu fiz parte da Comissão de Educação, Comissão de Meio Ambiente, de Assuntos Sociais e presidi a Comissão de Direitos Humanos, onde eu me achei totalmente porque é um espaço muito importante para levar os problemas do povo, do povo excluído, do povo invisível, para o sistema, um sistema de Governo, um sistema de Congresso, de Justiça, então eu recebia muitos indígenas, o movimento LGBTQIA+, o movimento negro, nós construímos muitas coisas juntas, muitas leis aprovadas, ou então encaminhadas, aprovadas em Comissão, ficaram em outras, pena que quando acaba uma Legislatura tem que alguém desarquivar os projetos, deixei muitos projetos bons que foram arquivados, e quando um outro parlamentar se interessa ele desarquiva e continua, como foi o caso dos bandolins de Oeiras, alguém desarquivou e ele andou, o caso da ressocialização dos presos por feminicídio, ou por agressão à mulher, que é uma lei minha que já é sancionada nesse Governo atual, mas que alguém achou por bem encaminhar, eu aprovei no Senado, foi pra Câmara e lá algum parlamentar desarquivou, e está sancionada, então foi o lugar em que eu pude conviver com muitos problemas, mas também com muitas soluções também, viajei muito, fiz muitas diligências, em comunidades indígenas, em assentamentos, em São Paulo com a população de rua, foi desse processo que eu despertei mais em relação à população que mora na rua, já trabalhei isso lá na minha juventude, depois me afastei e retomei justamente pelo que aconteceu no Senado, de ir à São Paulo fazer diligências, verificar como eles vivem, a gente no Parlamento sempre é intimado a fazer, como presidente da Comissão eu era intimada a ir nesses lugares para tentar resolver essas coisas, discutir com o secretário de Segurança, com o Ministério Público, então o Senado para mim tenha sido a marca da aprendizagem, em matéria de aprendizagem foi onde mais aprendi

JMN - A senhora teve uma vida difícil, foi quebradeira de coco, sonhou algum dia ser vice-governadora e governadora do Estado do Piauí? 

R. S. - Não, imagina, toda menina pobre, da roça principalmente, ou das periferias, ela traz como destino repetir a vida da família, repetir a vida da mãe, assim como os ricos, o pai é médico, o menino é preparado para ser médico, então uma outra profissão equivalente, então pobreza é pra repetir pobreza, por isso ela se reproduz assim, então eu sou uma excepcionalidade de ter conseguido estudar, de ter conseguido sair desse destino, então nunca imaginei, só de sair, me formar, ir pra Universidade, ser professora, depois ser bancária, já era além do que eu podia ter pensado na vida, então ser vice-governadora, governadora, senadora, nunca passou pela minha cabeça, por isso às vezes eu ficava me perguntando 'meu Deus, eu cheguei aqui porquê', parece missão, porque não é uma coisa que eu tenha buscado, que eu tenha colocado como minha meta, não é. 

Regina Sousa diz que nunca imaginou chegar tão longe (Foto: Reprodução)Regina Sousa diz que nunca imaginou chegar tão longe (Foto: Reprodução)

Eu sou uma excepcionalidade de ter conseguido estudar, de ter conseguido sair desse destino

JMN - Que balanço a senhora faz dos períodos em que esteve como governadora? 

R. S. - Olha, eu encaminhei muitas coisas de gestão, por exemplo, com a população de rua conseguimos envolvê-la e trazer com mais dignidade, na primeira vez que assumi já trouxe a população de rua para comer mais decentemente a partir do restaurante popular, encaminhamos uma lei para Assembleia criando a política para população de rua, nessa última vez encaminhei muitas leis que estavam paradas, muitas coisas que foram encaminhadas, as últimas que estão sendo aprovadas quase todas foram da minha alçada enquanto eu estava na Governadoria, criei Grupos de Trabalho, independente de estar no Governo ou não, que gerou a Lei de Saneamento, por exemplo, então eu tenho trabalhado assim, paralelamente os assuntos mais afeitos a mim eu tento resgatar, tento fazer andar, essa possibilidade de criar Grupos de Trabalho criei em 2019, infelizmente a pandemia desmanchou bastante, mas teve bons resultados; meio ambiente a gente tá trabalhando muito também na questão para produzir projetos que estão em andamento, que vai dar um bom resultado na questão do reflorestamento, do banco de sementes; conseguimos trabalhar bem também a questão da regularização fundiária, eu reuni grupos de diversos segmentos para que pudéssemos discutir e contruir essa lei a diversas mãos, e conseguimos, ela foi aprovada, existe hoje, e vai acelerar bastante a regularização fundiária do Estado, a questão dos títulos de terras, então foram coisas também que passaram pelo mandato da vice-governadora. 

JMN - Em 2022, possivelmente a senhora vai ser governadora, o que espera desse período de nove meses? 

R. S. - Muito o que fazer, até porque não é um novo Governo, é o mesmo Governo, tem que continuar o que foi iniciado, quero priorizar a finalização de obras, vou primar por entregar as obras que foram iniciadas, mas também há algumas coisas que quero fazer, quero também dá um toque mais para a linha das mulheres, por exemplo, quero mulher do campo fazendo mamografia, então já estou trabalhando isso de agora, pra poder chegar um dia, em março/abril já ter essa formulação, ter um projeto pronto, porque é uma coisa qe me dói muito ver que as mulheres do campo não fazem mamografia, mas existe já um serviço móvel que estamos vendo como que se faz o contrato, porque até que o Estado tenha o seu próprio serviço, ele dá mal conta das zonas urbanas, e principalmente das maiores cidades, e eu quero dar avanço a isso, no sentido de trazer as mulheres no campo para fazer a mamografia, de levar esse serviço móvel; no caso da agricultura familiar nós avançamos bastante, mas eu tenho a intenção de fazer andar mais ainda, porque a gente quando está governando tem como mobilizar mais o recurso, remanejar para aquilo que a gente acredita que é mais prioritário, moradia, por exemplo, nós não fizemos moradia praticamente, porque é burocrático, acabou o Minha Casa Minha Vida e o Estado não tem recursos para fazer muitas casas, mas nós criamos um programa chamado Melhoria Habitacional, que é para pessoas bem carentes, carentes mesmo, aquelas que estão no Bolsa Família, agora Auxílio Brasil que tem casas muito precárias e são essas pessoas que vamos buscar atender. Estamos começando com os quilombolas, tem muito quilombola que mora muito mal, tem muitas comunidades com a casa de palha e estamos começando o programa com eles. Estamos fazendo com recursos próprios do FECOP. Vou dar uma atenção especial à agricultura familiar, que é o que vejo que dá certo, faz as pessoas progredir, a ter sua renda, por onde tenho andado, essas são coisas que quero ampliar se chegar a ser governadora

Regina explana sua preocupação com a fome (Foto: Reprodução)Regina explana sua preocupação com a fome (Foto: Reprodução)

JMN - Com a pandemia reduzindo, o que esperar em termo de investimentos para o Piauí em 2022? 

R.S. - Primeiro a gente espera que realmente a pandemia se estabeleça num patamar tolerável, como todas as outras doenças, dentro de um nível que a gente tenha condições de controlar. A gente espera que as pessoas se vacinem, continuem se cuidando, porque não é mole, eu não sabia nem que existia (pessoas que negam a vacina) no Brasil, as campanhas com 90%/95% da população se vacinando, que eu fico pensando se esses pais que estão negando vacina agora eles vacinaram seus filhos, eu tenho impressão que vacinaram, esse negacionismo é moda, moda, um jeito de se posicionar politicamente e não é para fazer isso, doença, saúde, não é para ficar fazendo política em cima dela, mas as pessoas estão se aproveitando para se posicionar politicamente. Então a gente espera que sobre dinheiro, claro, no Piauí nós fomos até bem sucedidos com as operações de crédito, e a gente investiu bastante, mesmo com a pandemia, então não sofremos muito com a questão do caixa para fazer obras, mas claro que se a pandemia cede, esse país volta a crescer, a produzir, as empresas empregam mais e pode ser um tempo de bonança e é o que a gente espera para atender as necessidades da população, principalmente a população mais pobre, qualquer coisa que acontece é a população mais pobre que paga e nessa pandemia está provado, as mulheres pagam mais, quem mais perdeu emprego foram as mulheres, quando aparece um empreguinho é para um homem. 

JMN - Caso assuma o posto de governadora, quais serão suas prioridades? 

R.S. - Minha prioridade é trabalhar para quem mais precisa, quero insistir e não vou esperar chegar abril, quero insistir a partir de janeiro que nós temos que acabar as obras inacabadas, se tem o dinheiro da obras,se foi planejada, ela tem que ser concluída, nós temos problemas com empresas, são poucas empresas que pegam muitas obras e ficam esperando terminar uma para continuar outra, mas nós vamos falar com os empresários para que eles contratem mais gente, aluguem máquinas para fazer andar esse processo de obras que estão paradas; prioridade em termos de infraestrutura é concluir obras, prioridade é terminar o que está começado; e puxar mais para o PRO Social, que é agricultura familiar, para dar segurança alimentar às pessoas, gerar renda, carregar um pouco mais para a agricultura familiar. Não quero ser lembrada pelo que eu não fiz, quero ser lembrada pelo que eu fizer

A vice-governadora disse que não quer ser lembrada pelo que deixou de fazer (Foto: CCOM)A vice-governadora disse que não quer ser lembrada pelo que deixou de fazer (Foto: CCOM)JMN - Cartão Social, Bolsas para Programa de Alfabetização, a senhora sabe quantos piauienses foram atendidos pelos programas sociais de transferência de renda? 

R.S. - Olha, tem um número muito bom da questão da agricultura familiar, que a secretária está fazendo essa conta, mas por exemplo só das feiras que se fez, 20 mil famílias viveram bem e conseguiram renda, as feiras virtuais por exemplo que nós criamos, também o Programa de Alimentação Saudável alguns agricultores saem com 10 mil reais e nunca tinham visto esse dinheiro, mas melhorou muito o investimento na agricultura; e na transferência de renda mesmo tivemos o Cartão Emergencial, pagamos setembro e outubro R$ 200 para 15 mil famílias, era para ter engatado o Social, mas com a burocracia, os bancos demoram, a Sasc com o banco de dados às vezes não coincidem com o do Banco, então agora que estamos desenrolando, eu fiquei sabendo que chegaram mais de 4 mil cartões, e que nós pretendemos que sejam também para 15 mil famílias, mas esse é um cartão mais apurado, foi mais demorado, tem uma visita a fazer para que receba somente quem precisa; um cartão de R$ 200, seis meses iniciais, podendo ser prorrogado dependendo da situação que o país viver, a questão agora é a fome, são R$ 200 não dá pra viver, mas dá pra comprar a cesta básica do alimento principal, e o que é mais importante, deixa de ser a cesta entregue, é melhor entregar o dinheiro que você dá autonomia à pessoa, porque às vezes na cesta básica tem o que ela não está precisando, e às vezes quer comprar um remédio, ela tem que ter direito de comprar o remédio, mas mobiliza a economia local, se ela quer comprar o feijão, vai comprar na cidade dela, então eu sou pela transferência de renda sempre, desde o Bolsa Família, é a questão de dinamizar a economia, agora mesmo visitei muitos assentamentos que estão plantando milho verde vendendo, os feijões nas budegas, nos mercadinhos que muitos fecharam e agora vão poder reabrir. 

Vice-governadora fez uma defesa aos programas de complementação de renda (Foto: Philipe Nagô)Vice-governadora fez uma defesa aos programas de complementação de renda (Foto: Philipe Nagô)

JMN - Que avaliação a senhora faz do momento político? 

R.S. - Um momento político conturbado, de um Governo que cria fatos negativos todo dia e a gente tem que correr atrás, com a proximidade da eleição complica mais ainda, eu tenho muito medo do que possa ser a eleição de 2022, de barbarizar, vandalizar, então medo das atitudes, falas do presidente provocaram vandalismo, barbaridades que possam acontecer no período eleitoral, eles não vão se conformar se perderem as eleições, e a gente vê aí um cenário que mostra o Lula na frente, com possibilidades, eu tenho medo do que possa acontecer, não vai ser uma eleição pacífica, eu acho que vai ter muito tumulto e precisamos estar preparados para evitar e conseguir que se termine a eleição em paz, então o que se mostra é um ambiente conturbado nesse momento, sobre as novidades políticas tem a história de uma federação que está sendo discutida, é uma novidade na política, e a esquerda está discutindo, já teve reunião do Diretório, vamos ver o que caminha daqui para fevereiro, quando temos que tomar decisões, se vai ou não fazer, e se outros grupos também vão fazer (federação) ou não, para saber como fica o cenário político também para a eleição de 2022, porque ainda não está muito desenhado, ainda tem muito o que caminhar e decidir até fevereiro

 Não tenho mais animação, mais motivação para disputar (eleição), e nem saúde 

JMN - A senhora tem pretensões políticas de ser candidata futuramente, de disputar outro cargo quando terminar esse? 

R.S. - Não, não tenho mais animação, mais motivação para disputar, e nem saúde muito também para isso, já estou com a minha idade, e com a idade as limitações vão chegando, e a campanha é uma loucura, não tenho mais gás para fazer uma campanha, no sol quente, meio-dia, correndo, então não é mais pra mim (disse aos risos). 

JMN - As questões sociais sempre estiveram presentes na sua vida, qual dessas questões a senhora acha que é mais urgente para implementar no Estado? 

R.S. - Segurança alimentar, porque a fome não está visível só no Piauí, se você olhar, no Brasil todo muita fome, o povo já está ensaiando o saque, que é muito ruim, há muitos anos não víamos falar no Brasil, e o saque não é a maldade das pessoas, é querendo comer, a gente lembra que 1999/2000 havia muito saque no Brasil para pegar comida, e isso é muito ruim porque falta Política de Segurança Alimentar nesse país que eu não sei se o Auxílio Brasil vai dar conta disso porque ele está minguando, está diminuindo o número de pessoas beneficiadas, então é muito difícil uma pessoa ver um filho chorando e ficar quieta, ela vai atrás, então acho que os prefeitos, governadores, o Governo Federal deveria levar essa questão mais à sério, até de fazer ações conjuntas, porque cada um faz uma ação pontual e acaba beneficiando mais um grupo, um grupo que recebe auxílio do Governo Federal, do Governo Estadual e Municipal, e outro que não recebe nada; então precisava ter um enxugamento dessas listas que fosse comum a todo mundo, que a gente soubesse quem são as pessoas que realmente precisam, quem são as pessoas que estão à margem, e é um trabalho muito difícil,tem que ir atrás, tem que visitar, tem que olhar se está no cadastro, o Estado não pode cadastrar, quem cadastra só é a Prefeitura, é um trabalho que parecia ser fácil, mas não é; agora, estamos lançando nosso Cartão Social, porque só agora ele foi possível chegar, porque tem que atravessar uma série de burocracias que a gente pensa que é rápido. A segurança alimentar eu defendo transferência de renda, não defendo negócio de cesta básica não, porque amarra muito as pessoas, fazem muita política em torno da cesta básica e não mobiliza a economia, a transferência de renda mobiliza a economia da cidade

JMN - Como vice-governadora a senhora visita muitas cidades do Piauí, o que tem mais lhe surpreendido? 

R.S. - Me surpreende para pior que ainda há muitas pessoas que não existem pessoas perante a lei, tantas pessoas sem documentação, a Defensoria tem feito um trabalho bom, mas cada vez surpreende quando a gente vai nos grotões, em alguns lugares onde quase ninguém vai, eu vou, eu entro Caatinga a dentro e vou encontrar uma comunidade quilombola lá no meio da Caatinga que ninguém nem pensa que mora gente ali e a gente descobre todas as mazelas, da mesma forma que a gente faz essa mesma viagem por outra comunidade quilombola e encontra uma oasis, uma comunidade vivendo bem com um projeto do Governo do Estado, você vê as pessoas com a auto estima elevando, produzindo, criando peixe, vendendo, tem clientela. Então eu pretendo a partir de janeiro expandir esses projetos, que não são caros, isso é muito importante que espalhamos os projetos que deram certo. 

Eu acho que se não tiver nenhuma barbarização vai ser uma eleição muito bonita

JMN - Quais são suas expectativas para a eleição do próximo ano tanto em nível estadual quanto nacional? 

R.S. - Olha, eu espero principalmente que não haja barbarização, que seja tranquilo, eu rezo para isso, eu quero contribuir para isso, mas tem um cenário meio perigoso que se avizinha, principalmente porque a presença do Lula nas eleições está revertendo muitas coisas, entãoele está conseguindo aglutinar em torno dele o povo principalmente, as pesquisas mostram isso, mas também políticos que é uma decisão que temos que tomar, com quem vamos nos aliar, e claro eu espero o sucesso do nosso projeto com o Lula e com o Rafael, então a gente espera isso, eu sou partidária, então não tem como ficar escondendo, eu espero que o Rafael (Fonteles) vença a eleição, que o Lula vença a eleição, eu acho que se não tiver nenhuma barbarização vai ser uma eleição muito bonita, porque é uma eleição que está lembrando muito a de 2002, a disputa de 1989, onde a gente via as pessoas com muita emoção, com muita esperança e eu acho que é isso que Lula vem fazendo, as pesquisas estão mostrando, o povo tendo esperança de novo que possam viver um período fértil, um período bom, mas o que eu espero é muita paz, chega de ódio.

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