A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional Piauí, por meio da Comissão Eleitoral e da Mulher Advogada, preocupada com a proximidade das eleições e com todas as problemáticas que as acompanham, atuam no combate à violência política de gênero. Nessa reta final das eleições, o trabalho das Comissões tem como objetivo alertar para os impactos na democracia e na participação feminina nos espaços de poder.

O presidente da OAB-PI, Celso Barros Coelho Neto, destacou a importância da atuação da instituição. “A OAB Piauí está atuante na defesa da cidadania e dos direitos das mulheres. Estamos trabalhando na prevenção e estaremos atuantes para prestar o apoio necessário e para combater todos os tipos de violência”, afirmou.

Presidente da OAB, Celso Barros Coelho Neto (Divulgação)Presidente da OAB, Celso Barros Coelho Neto (Divulgação)EXEMPLOS DE VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO

Apesar do progresso no âmbito eleitoral e político, o tratamento desigual com as mulheres permanece e a violência contra elas são frequentes em todo o país. Os abusos podem acontecer de diversas formas e ambientes.

São exemplos desse tipo de violência: ameaças, por palavras, gestos ou outros meios; interrupções frequentes da fala em ambientes políticos; falta de indicações como titulares em comissões, como líderes dos seus partidos ou relatoras de projetos importantes.

A presidente da Comissão da Advogada Mulher, Beatriz Souza, afirmou que esse tipo de violência precisa ser combatido. “Uma das principais formas de violência política de gênero é a desqualificação, indução a crença que a mulher não possui competência, que ela não é capacitada para ocupar o cargo desejado. Esse tipo de violência é uma das causas da sub-representação das mulheres nos cargos de poder. Precisamos promover conscientização combatendo esse tipo de violência, incentivando a participação e formação política de mulheres para conquistarmos a tão sonhada paridade e representatividade”, pontuou.

Angélica Coelho, membra consultora da Comissão Nacional de Direito Eleitoral, falou como identificar esse tipo de violência. “O próprio partido pratica essa violência quando não apoia a candidatura das mulheres, quando não faz a distribuição do fundo partidário conforme a Lei, quando não disponibiliza material gráfico de campanha para as candidatas ou quando essas mulheres são xingadas no palco e nada fazem,” detalhou.

CANAL DE DENÚNCIAS DO TSE

O Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza um canal de denúncias de crimes eleitorais que são apuradas pelo Ministério Público Eleitoral. A denúncia pode ser feita através do link: https://www.tse.jus.br/eleitor/denuncias/canal-de-denuncias-para-violencia-politica-de-genero .