O candidato ao Senado pelo PT, Wellington Dias participou nesta quinta-feira, 1º, da sabatina realizada pela TV Jornal Rádio Meio Norte. "É muito importante essa oportunidade de estar aqui e mostrar toda experiência e dedicação ao Piauí", disse, enfatizando que em Brasília quer ajudar o Piauí, como senador.

"Quero trazer recursos e garantir acompanhamento dos principais pontos da pauta nacional, ter uma área de segurança para coordenar todo processo de combate a criminalidade. Olhar as pessoas que precisam de emprego, saúde. Estou com entusiasmo para trabalhar com muita alegria, se Deus quiser", disse.

Wellington Dias tratou sobre o importante papel do Congresso, especialmente, o Senado. Ele disse ser grato ao povo do Piauí pela oportunidade de passar pelo Governo, Câmara e Senado e declarou que seu entusiasmo de voltar ao Senado é pela conjuntura e o desejo de continuar trabalhando e também foi estimulado pelo retorno do ex-presidente Lula ao cenário político. "Um líder que foi inocentado e provou sua inocência, sendo um dos mais respeitados no mundo", disse.

Wellington Dias durante sabatina (Waldelúcio Barbosa)Wellington Dias durante sabatina (Waldelúcio Barbosa)

Brasil  caminha para recessão em 2023

Para 2023, Wellington disse que o Brasil caminha para um estado quebrado, queimando o patrimônio para sobreviver. Ele criticou o aumento desenfreado dos combustíveis até metade deste ano e citou ainda que ano passado, enquanto muitas famílias brasileiras choravam o aperto econômico, a Petrobras lucrou R$ 104 bilhões e desse total foi repassado para União R$ 50 bilhões e neste ano o Governo Federal já recebeu R$ 45 bilhões de lucros com a estatal.

"Vamos enfrentar em 2023, provavelmente, uma recessão e estagnação e há necessidade de alguém muito inteligente, que já governou o País por 8 anos como presidente e ao lado dele, Alckmin, que comandou São Paulo por 16 anos. Serão dois gestores experimentados num momento em que o país está na UTI", disse.

Segundo o governador, o mundo está de olho no Brasil que tem um leque de oportunidades com energias renováveis e como senador, ele declarou que pretende colocar o Piauí no caminho do desenvolvimento. "Junto com Lula e Marcelo Castro, Rafael Fonteles, imagino, se Deus quiser, acelerar o crescimento e garantir que o Piauí seja parte destacada e importante no Brasil", disse.

Wellington diz que pretende trabalhar pelo Piauí no Senado (Waldelúcio Barbosa)Wellington diz que pretende trabalhar pelo Piauí no Senado (Waldelúcio Barbosa)

Mudanças nos municípios

Em relação ao Governo do Estado, Wellington disse que 16 anos de mandato não foi uma tarefa simples e por essa razão acredita que deu sua cota de participação. O Piauí, segundo ele, continua a ter problema, mas ao voltar os municípios vê uma mudança profunda. Em São Raimundo Nonato, por exemplo, a evolução é visível. Claro que tem problemas, mas foi uma mudança muito grande, com urbanização, infraestrutura, hospital ampliado. Dom Inocêncio também foi urbanizada e na região está sendo feita uma adutora para resolver o problema da água.

Wellington disse que o problema de abastecimento de água foi resolvido em grande parte dos municípios e lembrou ainda da cidade de Coronel José Dias, que recebeu investimento como porta de entrada para Serra da Capivara e destacou ainda Várzea Grande, que ganhou obras que toda cidade precisa.

Renovação política

Na sabatina, Wellington disse que sempre trabalhou com um mix de gerações e declarou que chegou a hora do Piauí experimentar uma gestão com alguém da nova geração como Rafael Fonteles. "Uma nova geração, com uma mentalidade lincada com o mundo moderno e ao lado dele, o Themístocles Sampaio, uma pessoa articulada. Sempre gostamos de trabalhar com gerações diferentes", disse, declarando que essa interação permite sintonia com a sociedade.

"O Caminho adequado para o Piauí é este que estamos apresentado. Não se apresentou algo melhor do que fizemos. O estado precisa ter continuidade no sentido de aumentar as condições de educação, qualidade de vida, com universidade em todos os municípios. Isso é algo forte, não existe no planeta, não há nenhum estado ou província que proporcione ensino superior, o ciclo completo da educação em todos os municípios", disse

O candidato disse que o Piauí saiu do posto telefônico para conectividade, com internet em todos os municípios. "Estamos preparados para o 5G. São 10 gigas que estão chegando no povoado, assentamento. Isso muda tudo para colocar o Piauí atualizado", disse.

Piauí chegou a 1,4 milhão de pessoas com ensino médio

Para o candidato, o fator educação é primordial. "Foi uma malvadeza o que fizeram agora com o Proaja", disse, enfatizando que por onde viaja, recebe depoimentos de pessoas que estudam e contam que se formaram em sua cidade. "Saimos do penúltimo para 12º em educação, chegamos à média do Brasil na expectativa de vida e ainda precisamos melhorar na renda, mas o sentido da minha é me dedicar a isso, colocar o Piauí entre os 10 melhores do Brasil", disse.

De forma sintética, de acordo com Wellington, o Piauí era comparado aos lugares mais atrasados do planeta, com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) igula ao de Serra Leao e Afeganistão, com cidades onde não havia nem sequer um cemitério, faltava delegacia, água e muitas só tinham ensino fundamental e no primeiro mandato, ele cita que implantou o ensino médio em todos os municípios e hoje universalizou o ensino superior. "Saímos de 450 mil pessoas para 1,4 milhão com ensino médio", disse.

O candidato disse que em 2003 fez um plano emergencial e de longo prazo para o Piauí. "Para o Brasil defendo um plano emergencial para saúde, educação, segurança, área social, mas é preciso planejar a longo prazo", disse.

Composição de governo nacional

Ao falar sobre participação no ministério em eventual governo Lula, Wellington diz que está entusiasmado em chegar ao Senado e declarou que Lula não trata de composição de governo com antecedência em respeito ao eleitor. "Em primeiro lugar quero servir ao Brasil e minhas energias estão voltadas para o Senado", disse.

O candidato falou do combate a criminalidade e disse ser preciso o envolvimento do Poder Central como coordenador na área de segurança e o candidato Lula já manifestou o projeto de criar o Ministério da Segurança, que trabalhará aliado com um comitê científico para área de segurança.

No plano de desenvolvimento do País, Wellington defende o investimento para estimular o turismo regional, incentivando uma rede com voos regionais, pois é inadmissível, uma região rica em turismo como o Nordeste, a pessoa que vai à Paraíba, ter que passar por São Paulo, Brasília.

Questionado sobre uma possível vitória do presidente Bolsonaro, Wellington disse é cristão e deseja acreditar que Deus quer o melhor para o Brasil. "Estamos num barco à deriva em que o setor privado teve que aprender a viver sem governo. Mas isso para as classes média e baixa foi um impacto muito forte", disse, enfatizando que como democrata respeita todos os líderes e no momento está com muita vontade de trabalhar e se dedicar ao Senado e ao povo brasileiro.