Candidato ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores, o ex-governador Wellington Dias disse que nunca foi condenado por desviar ‘um único real’, pontuando que seria a pessoa mais ‘fiscalizada’ do Piauí. O indicativo foi explicitado em entrevista ao Jogo do Poder, na Rede Meio Norte, nesta sexta-feira, 16 de setembro. 

O petista vê uma espetacularização no caso do Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos, sinalizando que todas as informações que a Polícia Federal foi buscar na Secretaria, a própria pasta já havia se disposto a fornecê-las. De acordo com Dias, ele administrou aproximadamente R$ 200 bilhões ao longo de suas gestões e não possui condenações. O candidato sugeriu um viés eleitoral. 

Wellington Dias em entrevista ao Jogo do Poder na Meio Norte (Foto: Raissa Morais)Wellington Dias em entrevista ao Jogo do Poder na Meio Norte (Foto: Raissa Morais)

“A Secretaria já tinha a PF dizendo que estava pronto para o que precisar, é lamentável, precisamos ter uma correção, eu não tenho nenhuma condenação, administrei cerca de R$ 200 bilhões durante minha vida, e não tenho condenação por desvio de 1 real, nem na minha conta, nem da minha família, sou uma das pessoas mais fiscalizadas desse Estado, tem pessoas que apostam nesse tipo de coisa, apostar em mentira, apostar em factoide, se engana quem acha que o povo é bobo”, disse. 

Quanto as críticas de oposicionistas, Wellington Dias reverbera que manterá sua postura, e que não faz da política uma ‘arte de criar inimigos’, ademais, fez uma menção à campanha do seu grupo político, destacando que tem sido focada na alegria. “Não faço da política uma arte de gerar, criar inimigos, as relações que eu tinha com meu colega senador Ciro é a mesma, não vou mudar meu estilo na agressividade, até porque nosso time não tem razão para o desespero, é uma campanha alegre, queremos o Lula de volta, queremos o governador de Lula no Piauí, isso vai ser bom para o Piauí, para o meu município”, disse. 

Caso seja eleito senador, o candidato do PT frisando que focará num trabalho propositivo. “É um outro momento no Brasil, temos uma política de ódio, tensionamento, e quero estar trabalhando de forma propositiva, Ferrovia Transnordestina, no Lula começou, nesse Governo paralisou”. 

Críticas à gestão Bolsonaro

Wellington Dias disse durante a entrevista que prefeitos que não votam nos candidatos ligados ao presidente Bolsonaro estariam sofrendo retaliações, incluindo a suspensão do carro pipa, que leva água para comunidades longínquas. “Agora eu estava na região de Paulistana, Betânia e os prefeitos ali revoltados, porque a operação carro pipa feita pelo Exército, foi suspensa nos municípios que o prefeito não vota, não acompanha os candidatos do ministro da Casa Civil, os candidatos aqui do presidente Jair Bolsonaro, veja que coisa rídicula, estamos falando de tirar água para pessoas que ainda tem dificuldade, bem menos do que lá atrás, mas ainda tem”.

O candidato petista afirmou que caso eleito levará sua experiência ao Senado, atuando em benefício dos 224 municípios sem distinção. “São coisas que se vê o que se eram as cidades, o que era Piauí, o que era alta complexidade só na capital e coloco essa experiência que eu sei que o Brasil vive um momento muito delicado, uma oportunidade que a gente pode trazer de volta essa integração do Piauí e do Brasil.  (Quero) Colocar minha experiência, estar junto com o Marcelo Castro, com a bancada federal, integrado com o Governo do ex-presidente Lula, ajudar o Rafael, e ajudar os 224 municípios, sem discriminação. Estou muito animado com essa perspectiva de ajudar, por isso agora tô pedindo voto”. 

Aposta de vitória no primeiro turno

Wellington Dias acredita que Rafael Fonteles pode se sagrar vitorioso na disputa estadual ainda em primeiro turno. Para embasar sua prospecção, o petista exemplificou com as eleições de 2018. “Do ponto de vista dessa reta final temos um fator que todo ano ocorrer, quando chega nessa última quinzena são milhares, milhões de pessoas que pedem voto e é muito importante na família, na vizinhança, se você observar o Haddad na semana da eleição aparecia 40%(das intenções de voto), no dia da eleição teve 45%, toda  eleição temos um crescimento forte por essa força da militança”.  

O candidato ao Senado pelo PT destacou que não é salto alto. “Não é nada de sapato alto, mas é uma eleição que tende a ter uma solução no primeiro turno, por essa base, por esse elo forte nos 224 municípios, na eleição passada vencemos em 216 municípios, perdemos em apenas oito, se vamos fazer 24/25 estaduais, 8/9 federais há uma elo forte com o povo, estamos trabalhando nessa perspectiva de fazer essa integração, quem vota ano Lula percebe como vai perder a oportunidade de eleger um governador com esse elo com o Lula?”.  

O ex-governador sinalizou que a proposta nacional de Lula tem sintonia com a proposta estadual de Rafael Fonteles. “A proposta nacional tem uma forte sintonia com o Estado. Fomos ao presidente Lula, Geraldo Alckmim e ali apresentamos a proposta do Poder Central assumir de forma mais forte essa ala da segurança”, sintetizou.

Wellington Dias aposta em vitória de Rafael no primeiro turno (Foto: Raissa Morais)Wellington Dias aposta em vitória de Rafael no primeiro turno (Foto: Raissa Morais)

Cortes na merenda

Na entrevista, Wellington Dias pontuou que o Brasil voltou para o mapa da fome por culpa do atual presidente Jair Bolsonaro, citando Ciro Nogueiraq ao se referir aos cortes da Farmácia Popular e dos recursos para merenda. 

“Nós temos uma situação: o Brasil saiu do mapa fome durante o Governo Lula, essas mesmas pessoas criticavam, diziam que era ‘bolsa esmola’, Lula fez todo um programa, programa do leite que eles acabaram, do crédito fundiário que acabaram, essas pessoas que fizeram isso (retorno da mapa da fome), foi o governo Jair Bolsonaro, do ministro Ciro Nogueira, aliás, o Paulo Guedes tá dizendo que ele, Ciro, que cortou o dinheiro da merenda escolar, então num momento de fome esse governo cortou dinheiro da merenda escolar, cortaram agora da Farmácia Popular pra colocar no Orçamento Secreto, cortam do povo que precisa pra poder colocar isso, o Piauí e o Tocantins foram os dois que mesmo na pandemia seguiram reduzindo a miséria e a pobreza ainda tem? Tem, mas era muito maior”, concluiu.