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Relator vê 4 motivos para cassar Flordelis; Conselho de Ética vota parecer

Na avaliação de Alexandre Leite, por duas vezes, Flordelis abusou das prerrogativas constitucionais asseguradas aos membros do Congresso

Relator do caso da deputada federal Flordelis (PSD-RJ) no Conselho de Ética da Câmara, Alexandre Leite (DEM-SP) afirma haver quatro motivos que justificam a cassação do mandato da parlamentar.

Leite defende a punição mais extrema disponível por quebra de decoro em parecer que deve ser votado hoje à tarde pelos integrantes do colegiado.

Flordelis é acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ser a mandante do assassinato do marido, Anderson do Carmo. Ele foi morto a tiros na casa da família, em Niterói (RJ), em 16 de junho de 2019.

Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados 

A deputada só não foi presa porque tem imunidade parlamentar. Fora o processo na Justiça do Rio, Flordelis enfrenta a representação no Conselho de Ética por quebra de decoro. 

Na avaliação de Alexandre Leite, por duas vezes, Flordelis abusou das prerrogativas constitucionais asseguradas aos membros do Congresso e, por outras duas vezes, buscou fraudar o andamento dos trabalhos legislativos para alterar o resultado da deliberação no conselho. 

Para o relator, Flordelis mentiu ao não conseguir comprovar o que alegou como defesa e mentiu sobre a compra da arma usada no crime. Ainda, diz o deputado, ela tentou cooptar uma testemunha e abusou das prerrogativas que o mandato lhe dá ao tentar culpar os filhos pela morte de Anderson por meio da imprensa. 

"[Flordelis] tem um modo de vida inclinado para a prática de condutas não condizentes com aquilo que se espera de um representante do povo", escreveu Leite no relatório.

Em fala ao conselho, em 16 de março, a deputada chorou, alegou inocência, disse estar sofrendo uma "perseguição implacável" e não ter "um único momento de paz" nos últimos dois anos. 

O que diz Flordelis

Flordelis voltou a negar ser mandante do crime e disse que não cometeu quebra de decoro. "O relator se baseou apenas na fala de delegados, sem encontrar provas no processo e ignorando as testemunhas de defesa", afirmou.

"Mantenho a minha fé no cumprimento da Justiça, pois tenho a consciência limpa, sei que sou inocente e que a verdade vai prevalecer acima de tudo".

A parlamentar queixou ainda da condução do caso na Câmara. "Só posso constatar que a parcialidade com que o meu processo vem sendo tratado na Câmara tem por objetivo satisfazer aqueles que lucrariam com a cassação do meu mandato", disse.

"É evidente que o meu afastamento da política significa também deixar livre um espaço eleitoral que muitos políticos já estão se articulando para ocupar", afirmou.

As informações são do UOL

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