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Ocupação do Meduna pelo Salve Rainha no carnaval gera polêmica

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O local escolhido para sediar a temporada de Carnaval do Coletivo Salve Rainha tem causado polêmica em Teresina. O Sanatório Meduna, primeiro do nordeste e que foi desativado em 2010, será ocupado pelo Salve Rainha durante o mês de fevereiro. 

Quem é contra a ocupação se apoia no argumento de que o sofrimento dos pacientes que estiveram confinados no manicômio será desrespeitado caso haja um evento carnavalesco no local. Já quem é a favor defende que a ocupação do Meduna contribuirá para que haja uma ressignificação do ambiente, através de discussões e da própria preservação do local. 

Um dos organizadores do evento, o jornalista Jader Damasceno, explicou a forma como se deu a escolha do local para a ocupação durante o Carnaval. 

"O Salve Rainha é dividido em temporadas, são quatro temporadas, nelas a gente faz referência às quatro estações climáticas e todo ano a gente faz a temporada de carnaval. Essa temporada de carnaval, que é a que vai começar domingo, a gente fez uma pesquisa não só do Meduna, mas, de vários prédios que poderiam ser ocupados e ressignificados”, afirmou Jader Damasceno.

De acordo com jornalista, está se criando a imagem de que o Salve Rainha esteja faltando com respeito à memória de quem esteve internado no manicômio, o que, segundo ele, é uma imagem equivocada do coletivo. 

"Está se criando uma imagem da ocupação daqui como se fosse um processo de falta de respeito com a memória das pessoas. Antes de fazer qualquer temporada, a gente faz uma pesquisa, trabalhamos o ano todo, além disso, existem pesquisadores, psicólogos e existem pessoas em varias áreas para que haja uma estrutura decente”, justificou. 

O psicólogo Leonardo Sales também defende que o evento dará uma ressignificação ao local, ele ressaltou a importância da desinstitucionalização do Meduna. 

"A gente tem que primeiro pensar que a loucura sempre é estigmatizada na sociedade, isso já gera um desconforto para todo o espaço. Quando a gente pensa na questão da saúde mental, a gente pensa em um processo de desinstitucionalização, o Meduna acabou, ficou para trás, ele foi importante em uma época, mas, hoje a gente precisa dar uma nova vida. Eu vejo a ação do Coletivo Salve Rainha como um momento de a gente desconstruir esses estigmas”, afirmou. 

Os eventos durante a ocupação do espaço que antes foi o Meduna acontecerão durante todos os domingos de fevereiro. Durante o período, o Coletivo Salve Rainha exibirá exposições sobre temas relacionados à saúde mental, bem como terá espaços para a discussão do tema.


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