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Jornal Agora

Operação "Call Center": Em 50 dias prejuízo estimado é de R$ 2 mi

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No último dia 05, a Polícia Civil do Piauí junto com a Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado, deflagrou a operação ‘Call Center’, com o objetivo desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em estelionato e outros crimes praticados contra vítimas de diversos estados da federação, através de plataforma digital de compra e venda de produtos e serviços.

A quadrilha fez vítimas em todo o país. No Piauí, surgiu a primeira denúncia formal e foi a partir de aí que os policiais conseguiram desarticular o ‘Call Center’ do crime. Comprar um veículo de luxo por um preço atrativo com até R$ 10 mil de desconto. Essa era uma das principais armas da quadrilha para atrair vítimas, com  anúncios feitos em plataformas digitais e na maioria dos casos aparecia apenas o painel do veículo, uma forma de despertar a curiosidade das vítimas.

Veículos anunciados pelos golpistas  (Crédito: Rede Meio Norte)
Veículos anunciados pelos golpistas (Crédito: Rede Meio Norte)

De acordo com as investigações,  todas as negociações partiam de dentro de um presídio no estado do Mato Grosso. O homem apontado como líder foi identificado como Marcelo Barreto Júnior, que está preso acusado de homicídio, tráfico de drogas e roubo. Ele conseguia tanto convencer uma potencial vítima, como vendedores reais. Os dois chegavam a se encontrar, era feito um teste drive do veículo. No entanto, o dinheiro depositado como pagamento ia direto para conta da quadrilha.

Marcelo Barreto Júnior (Crédito: Rede Meio Norte)
Marcelo Barreto Júnior (Crédito: Rede Meio Norte)

A Polícia Civil informa que, em 50 dias, o prejuízo estimado para as vítimas do golpe é de R$ 2 milhões. O delegado responsável pelo inquérito, Matheus Zanatta, explica, em detalhes, como costumavam agir os criminosos.

“O golpista cria um perfil falso em uma plataforma digital, justamente para atrair compradores de boa fé. Quando o comprador vai falar com o perfil falso do golpista,  ele [golpista] diz que tem o veículo, mas acrescenta que o automóvel está em posse de uma terceira pessoa. O golpista entra em contato em outro perfil verdadeiro com um vendedor de boa fé, e faz a intermediação. A ‘estoria’ que ele conta para esse vendedor, é de que uma pessoa vai ver esse veículo, que é um ex-funcionário seu e tem uma dívida trabalhista e quem vai pagar o veículo é o suposto golpista. Então ele faz a intermediação para o comprador de boa fé ver o carro do vendedor de boa fé. O comprador vai ver o veículo, anda nele e quando ele pergunta qual o valor, o vendedor, já lubrificado pelo golpista, fala: ‘não, você pode tratar com o Eduardo’, suposto golpista”, explicou o delegado.

A base da quadrilha era Cuiabá, no Mato Grosso, e as ramificações chegaram a Cascavel, no Paraná.