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Jornal Agora

PM não conseguiu vender carro por conta do forte cheiro de sangue

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A Polícia Civil do Piauí já tem a resposta da morte da estudante de direito Camila Abreu, desaparecida desde quarta-feira (25) e que teve a morte confirmada pela Delegacia de Homicídios na manhã desta terça-feira. As investigações apontam que a jovem de apenas 21 anos foi assassinada na madrugada de quinta-feira (26).

“Podemos afirmar que houve um crime de homicídio com ocultação de cadáver e transcorrendo já para indicativo de autoria. Nós, no entanto, pedimos cautela porque no final da tarde de hoje nós vamos concretizar”, afirmou o coordenador da Delegacia de Homicídios, Francisco Costa, o Baretta.

Na manhã de hoje, a repórter Liana Paiva esteve na residência do namorado da estudante, um sitio localizado no bairro Todos os Santos, zona sudeste de Teresina. No endereço ninguém atendeu a equipe da Rede Meio Norte, mas, a repóter apurou entre os vizinhos que o capitão da PM tem histórico de violência na região e, inclusive, já teria feito disparos de arma de fogo na rua em que reside. Ainda segundo os vizinhos, o homem já havia sido casado e agredia a ex-companheira constantemente, o que resultou na separação do casal.

No 8º Batalhão da Polícia Militar, onde o capitão é lotado, a orientação é para que ninguém comente o caso. 


Camila Abreu ao lado do namorado, o capitão da Polícia Militar Alisson Watson  (Crédito: Reprodução)
Camila Abreu ao lado do namorado, o capitão da Polícia Militar Alisson Watson (Crédito: Reprodução)

O principal suspeito do crime é o namorado da estudante, o capitão da Polícia Militar do 8º Batalhão, Alisson Watson, com quem ela mantinha relacionamento há cerca de 10 meses. O oficial foi a última pessoa que esteve com Camila antes do desaparecimento. Eles estavam em um bar na zona Leste de Teresina acompanhados de uma amiga dela.

Após deixar a colega em casa, Camila não teve mais contato com seus familiares. O local onde o corpo foi deixado ainda é um mistério para polícia. Após ser assassinada, a jovem foi transportada no carro do policial.

Na quinta-feira (26) de tarde, horas após o sumiço de Camila, o capitão da Polícia Militar veio até a avenida Maranhão para lavar seu carro. O flanelinha responsável pela lavagem, ao perceber as manchas de sangue no veículo, orientou para que ele procurasse um posto de lavagem.

Na sexta-feira (27), por volta das 14h, o carro foi deixado por ele em um posto de lavagem na zona Norte. No sábado (28) pela manhã ele voltou e pegou o veículo. Após esse serviço, ele tentou negociar o veículo por um preço bem abaixo do mercado na cidade de Campo Maior, mas não conseguiu fechar negócio por conta do odor de sangue no carro que era muito forte.

Questionado sobre destruição de provas, o delegado foi categórico: “Posso afirmar que houve, sim, inclusive fraude processual, onde a pessoa que praticou o crime tentou, por todos os meios, ludibriar e tirar o rumo da investigação, mas ele nunca imaginou que a Polícia Civil tem hoje a Delegacia de Homicídios com trabalho de excelência e que nós temos os melhores investigadores”. 

A arma do policial está sendo analisada, assim como o celular da jovem que foi achado em uma lixeira às margens da BR-343, em Altos. A hipótese de uma coautoria: pessoas que podem ter ajudado na ocultação do cadáver.

“Um crime, principalmente de homicídio com ocultação de cadáver, pode ter coautoria, coautor ou várias autorias. A investigação vai ser concluída, nós vamos dizer quem praticou, como praticou”, garantiu.