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Sueli Rodrigues:"PSOL é contra a prisão do ex-presidente Lula"

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A professora doutora Sueli Rodrigues, candidata ao Governo do Estado pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), foi o sétima a participar da série de sabatinas com candidatos nas eleições de 2018, no Agora da Rede Meio Norte, na tarde desta segunda-feira (20/08).  A candidata falou de suas propostas e projetos caso seja eleita governadora do Piauí.

Foram sabatinados Romualdo Seno, candidato ao Governo pelo partido da Democracia Cristã (DC); Lourdes Melo, candidata ao Governo pelo Partido da Causa Operária (PCO); governador Wellington Dias, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT); Fábio Sérvio, candidato ao Governo pelo Partido Social Liberal (PSL); senador Elmano Férrer (Podemos) e Valter Alencar, candidato ao Governo do Estado pelo PSC.

 (Crédito: Efrém Ribeiro)
(Crédito: Efrém Ribeiro)

Sueli Rodrigues respondeu perguntas dos jornalistas Arimatéa Carvalho, João Carvalho, Ananias Ribeiro e do apresentador Amadeu Campos. Nos 10 minutos finais, a candidata respondeu questionamentos enviados por telespectadores. A sabatina teve duração de 30 minutos.

Durante entrevista, a candidata afirmou que juntamente com seu partido, o PSOL, está preparada para assumir o Governo do Estado no dia primeiro de janeiro de 2019. Sueli Rodrigues citou propostas para importantes áreas, como educação, e se declarou contra a chamada militarização da educação. "A educação não é um processo de militarização", enfatizou.

Segundo ela, o Piauí vive um "processo de evangelização da educação". A candidata abordou constantes ataques à religiões de matrizes africanas em Teresina, além de citar qual posicionamento do partido sobre a situação do ex-presidente Lula.  "O PSOL é contra a prisão do ex-presidente Lula", disse.


Amadeu Campos: Candidata,  por que a senhora se considera preparada para governar o Piauí?

Sueli Rodrigues: Então, eu não acho que sou eu a mais preparada. Eu acho que o mais preparado é o meu partido, o PSOL, um partido que a gente tem dito que tem reserva moral nesse processo de crise política em que vivemos. O PSOL tem tido um desempenho nacional muito importante, e também no estado do Piauí, de fato, é o partido que apresenta diferença. Diferente dos outros candidatos que tem alianças nebulosas nos grupos políticos, como se a política fosse um balcão de negócio, o PSOL tem uma política definida, um papel definido e um compromisso definido com a classe trabalhadora. Então acho que no país tão rico como Brasil e num estado tão rico como Piauí, nós, do PSOL, entendemos que não se justifica ter tanta desigualdade e tantas situações de opressão dentro do nosso estado. Então, o PSOL e PSB, representa, de fato, a coligação que trazem compromisso no enfrentamento das desigualdades e das opressões.

Ananias Ribeiro: Candidata, a senhora tem um currículo que qualifica bastante o debate eleitoral dos candidatos ao Governo do  Estado e certamente a educação, por própria experiência de vida deve ser uma das prioridades em sua gestão. Então de que modo a senhora encara o ensino público e quais propostas a senhora pretende colocar em campo, caso seja eleita governadora do Piauí?

Sueli Rodrigues: A gente compreende que o processo educacional é, de fato, é lugar legitimo de formação de uma sociedade para a democracia, então nós temos no nosso programação de educação, que é a valorização dos profissionais da educação. Então a gente, temos profissionais da educação, aqueles do qual se exige a maior qualificação, e são aqueles que tem os menores salários, considerando a qualificação exigida. Então é preciso considerar que a educação do nosso estado é uma das piores que pagam no país.

Agora mesmo estamos vivendo aí o risco de perda do semestre por conta de uma greve que se estende por mais de 60 dias, que os profissionais precisaram recorrer ao Judiciário para conseguir aquilo que já foi definido junto com o governo estadual. Esse é o pontapé inicial, mas não é o único aspecto.  A gente precisa também discutir uma educação comprometida em combater as desigualdades e aos processos de opressão. A gente teve pequenos avanços a partir da LDB, mas esses avanços, no enfrentamento das opressões, eles foram, estão sendo barrados por um processo de conservadorismo na educação estadual e com processo de militarização e enfartamento também.

É preciso ser enfrentado também o ataque ao estado laico, a educação laica. Os principais postos da educação nesse momento são ocupados prodigiosos que orientam para o não enfrentamento as desigualdades, especialmente as desigualdades de gênero.

 (Crédito: Efrém Ribeiro)
(Crédito: Efrém Ribeiro)

Amadeu Campos: Aproveitando a fala, a senhora é contra as escolas militares?

Sueli Rodrigues: A educação não é um processo de militarização. É um processo de conhecimento, produção  de conhecimento, e não militarização. A militarização é algo que precisa ser extirpado do estado brasileiro, inclusive na própria Polícia Militar há entendimento da própria PM que um dos problemas que a instituição enfrenta, é exatamente a militarização. Nós saímos de um estado, de uma Ditadura Militar, e não passamos por esse processo de democratização da Polícia Militar, das instituições de segurança. Então não faz sentido que essas sejam as propostas a vir inovar a educação, então essa é uma proposta que não deve prosperar dentro da educação.

Amadeu Campos: Professora, o argumento de quem defende as escolas militares é que melhora rendimento e melhora a questão da evasão e a disciplina. Então como a senhora vê essas defesas?

Sueli Rodrigues: A educação para uma sociedade que se declara democrática como a nossa, na nossa constituição, não é caso de disciplina ou indisciplina. É preciso conquistar as pessoas para que elas se interessem pela educação, e não colocá-las dentro de regras tão duas, que elas sejam obrigadas a cumprir e sem nem saber por que estão cumprindo. Isso depõe contra nossa constituição. A nossa Constituição de 88 que nos garante estado democrático de direito. Então militarização da educação ataca o estado democrático de direito. 

 (Crédito: Efrém Ribeiro)
(Crédito: Efrém Ribeiro)

João Carvalho: Professora, eu percebo que embora os partidos de mais esquerda tenham um discurso firme, um compromisso ideológico, há um distanciamento entre o que eles falam e o que a sociedade espera. Por exemplo, a senhora usa muito expressões como “opressor”, “estado conservador”, “estado laico”, que são expressões que muitas vezes nem a população comum não compreende.

Com relação as escolas militares, a gente tem dados efetivos: os desempenhos nos exames nacionais são melhores, as procuras nos exames classificatórios são as maiores e os problemas de indisciplina, como citou o Amadeu Campos, são menores.  São é se prender em questões e deixar de falar de outras mais importantes, como, por exemplo, sair das práticas para educação? Sair para questão da segurança? Fome? Não é um pouco de “fuga” dos partidos de esquerda?

Sueli Rodrigues: Não. Não é fuga. Imagina se você valoriza a militarização, se você acha que melhorou um rendimento; você deve olhar por outro e ver que aumentou o discurso de ódio, que aumentou a inimizade. Outro dia, agora recentemente uma pessoa foi atracada, quase assassinada depois de um ato de violência. Não é esse tipo de sociedade que se compreende que queremos construir. Uma sociedade em que as pessoas podem melhorar o rendimento nas escolas, mas ao mesmo tempo aumenta o seu ódio ao diferente.

Ter um estado laico significa garantir a diversidade da sociedade. Se você está dizendo que a sociedade não compreende isso, eu tenho certeza que a sociedade compreende o discurso de ódio que está sendo difundido na sociedade por essas expressões religiosas que estão dentro da escola.

Você tem o processo de ataque ao estado laico, ao estado sem religião dentro das escolas para dizer que as religiões de matrizes africanas são coisas do demônio, aí precisam ser acatadas. A quantidade de pais e mães de santos que são atacados, os terreiros das religiões de matrizes africanas são constantemente atacados. Então se você acha que isso é bom para uma sociedade que já vive processos tão graves de violência, aí a minha posição, a posição do PSOL, é divergir disso.

Nós precisamos ter uma sociedade de paz, de solidariedade em que os sentimentos sejam de que, eu olho para o meu lado e vejo um parceiro, e não alguém que eu precise atacar. A militarização, o ataque ao estado laico, esse processo de evangelização da educação que está acontecendo no nosso estado, isso não favorece a garantia dos direitos humanos. Isso é lamentável. O PSOL não pode ser a favor disso.

Arimatéa Carvalho: O ex-candidato a Presidência pelo PSOL, Plínio Arruda Sampaio Júnior, disse em uma entrevista em março que Lula estava “colocando as mãos no PSOL”. Ele se referia a um vídeo enviado pelo ex-presidente durante a escola de comando do partido, e ele disse “tire as mãos do PSOL, Lula”. Ele disse que havia uma interferência do PT para que o SOL se transformasse  numa "sublegenda" do PT. O PSOL tem candidata a governadora, a senhora, então gostaria que a senhora manifestasse qual a posição do PSOL em relação ao PT?

Sueli Rodrigues: O PSOL tem tido uma posição coerente de defesa da democracia, basta ver nossa bancada no Congresso Nacional. O PSOL foi contra o golpe, não por ser a presidenta Dilma do PT, mas por ser um golpe contra a democracia brasileira. O PSOL é contra a prisão do ex-presidente Lula, não porque ele seja do PT e não porque o PSOL assine embaixo das propostas e das políticas públicas executadas pelo PT, tão tal que o PSOL foi oposição e é oposição às políticas do PT, no plano nacional e no plano estadual. Então nós não somos sublegenda, a nossa própria história tem mostrado isso. Agora, se o PSOL tem um compromisso radical com a defesa dos direitos humanos, então por que nós vamos dizer que a prisão do Lula deve prosperar? Se PSOL tem um compromisso radical com a democracia, inclusive com a democracia participativa, então como a gente vai ver o golpe de estado e vamos dizer “lavamos as mãos, não temos nada a ver com isso”.

Então basta ver que na história do PSOL, o PSOL nunca esteve aliado ao PT, nem nesse momento. Nós temos programa de governo contrário e oposto ao programa de governo do atual governador. Por que que é oposto? Porque a atuação dele em três mandatos, embora o partido dele tenha origem na classe trabalhadora, o partido dele foi colocar riscos e pobres no mesmo patamar como se tivessem as mesmas condições sociais. Então o que acontece com isso, o rico vai continuar cada vez mais rico e pode cada vez mais pobre. O nosso compromisso tem lado, é do lado da classe trabalhadora. É o lado das pessoas oprimidas nas relações de gênero, raciais e nas relações de sexualidade. Então esse é o nosso compromisso, não temos nenhum parâmetro em nenhum momento que nos aproxime do que o PT trem feito no estado do Piauí.



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