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Fausto Ripardo: "Vamos revogar todas as reformas de Temer"

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O candidato ao Senado Federal pelo PCB, professor Fausto Ripardo, foi o sétimo a participar da série de sabatinas com candidatos ao Senado pelo Piauí nas Eleições de 2018, no Jornal Agora da Rede Meio Norte, na tarde desta segunda-feira (03/09). 

Já foram sabatinados Francisco das Chagas, Quem Quem, candidato ao Senado pelo Avante; Marcos Vinicius Cunha Dias (PTC), candidato ao Senado pela coligação de Dr. Pessoa (Solidariedade); Marcelo Castro, candidato ao Senado pela coligação de Wellington Dias (PT) e o professor universitário Paulo Henrique, candidato ao Senado pela Rede. 

Fausto Ripardo respondeu perguntas dos jornalistas Arimatéa Carvalho, Samantha Cavalca, Ananias Ribeiro e do apresentador Amadeu Campos. Nos 10 minutos finais, a candidato respondeu questionamentos enviados por telespectadores. A sabatina teve duração de 30 minutos.

 (Crédito: Efrém Ribeiro)
(Crédito: Efrém Ribeiro)

Amadeu Campos: Candidato,  por que o senhor se considera preparado para representar o Piauí no Senado Federal?

Fausto Ripardo: Bem, a gente tem um histórico nos movimentos sociais, desde o Movimento Estudantil na Universidade Federal do Piauí, passando pela Associação de Moradores, algumas federações e hoje nos encontramos no movimento de oposição do Sinte, aí nesse sentido nós temos uma proposta também, o nosso partido também tem uma proposta de uma nova consciência social para o estado do Piauí e para o Brasil. Nesse sentido, a gente colocou nosso nome para representar essa proposta, que é o poder popular, e estamos aqui andando em vários municípios, em Teresina, levando essa mensagem ao eleitorado piauiense, para que a gente possa realmente colocar uma nova ordem social, político econômica para o Piauí e para o Brasil.

Samantha Cavalca: Candidato, o senhor não está pontuando bem nas pesquisas, então qual é a estratégia para reverter esse cenário?

Fausto Ripardo: Nós estamos andando, levando nossa mensagem, fazendo nossa campanha e a gente não vai se preocupar muito dessa questão de se “a gente sobe ou não sobe”, se “tem número ou não tem número”, se está “bem ou não” colocado numa pesquisa, até porque a gente que vem de origem humilde, a gente sabe que essa campanha é um processo muito dificultoso, a campanha eleitoral como um todo é um processo caro, onde os candidatos que fazem uso de recursos para fazer suas campanhas, é de origem de empresas, até porque está proibido as empresas, mas eles têm recursos para fazer campanha, e a gente não tem. O recurso que nós temos é nossa mensagem para o povo piauiense e se assim o povo piauiense entender, nós estaremos preparados para representar no Senado.

 (Crédito: Efrém Ribeiro)
(Crédito: Efrém Ribeiro)

Ananias Ribeiro: Candidato, uma questão que se faz necessária hoje no país é a respeito das reformas: Previdência, Trabalhista. Essas reformas já foram aprovadas e que deverão entrar em discussão no próximo ano no Congresso Nacional, então qual posição o senhor defende? Qual posição irá apresentar caso seja eleito senador a respeito das reformas?

Fausto Ripardo: Respondendo ao nobre jornalista, dizer o seguinte…Nós, caso sejamos eleitos, não só a minha pessoa para o Senado, mas também cada pessoa aqui no estado do Piauí, nós vamos revogar, tentar colocar como pauta lá no Senado revogar todas as reformas de Michel Temer, a Trabalhista, a reforma que ele quer colocar agora, se o eleitorado não estiver de olho, de 15 a 20 dias, vai ser aprovada a reforma Trabalhista, caso o eleitorado brasileiro, não só o Piauí, não preste atenção quem são os candidatos que defendem a classe trabalhadora. Essa é nossa origem, defender a classe trabalhadora. E todas essas reformas que congelou a PEC por 20 anos os gastos públicos com Saúde e Educação, também vamos colocar para revogar.

Essa lei das terceirizações, que acaba com o concurso público, onde é a via dessas pessoas simples e humildes que fazem parte da população, estão excluídas do concurso público nesse lei, sem falar da questão da reforma Trabalhista, onde o trabalho intermitente para o trabalhar trabalhar 6h  ganharR$ 300, uma séria de direitos, está em pauta para acabar com o décimo terceiro, já tem pauta nesse sentido, com o abono, uma série de direitos trabalhistas. Então revogar todas essas reformas imediatamente, é uma proposta do nosso partido caso a gente chegue no Senado.

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Samantha Cavalca: Isso não é muito utópico não? Reverter uma reforma que já foi aprovada no Congresso? Não precisaria de uma maioria? Não é uma promessa muito “faz de conta”?

Fausto Ripardo: Samantha, a gente entende que está aí nesse momento de crise que perpassa o país e o estado do Piauí, e não só uma crise econômica, mas também política, ética e moral brasileira. O eleitorado tem esse momento, o seu voto, para tentar colocar lá no Congresso Nacional, não só na Câmara Federal, pessoas comprometidas com a classe trabalhadora. Nós não temos 44 deputados lá que são de origem sindical e da classe trabalhadora, o restante é agronegócio, empresarial e pessoas que representam aí as questões religiosas, da chamada ‘Bancada da Bíblia”.

Então nós precisamos colocar mais pessoas que represente a classe trabalhadora, que vem da origem sindical, que represente a classe trabalhadora. É isso que nós precisamos que a população brasileira e piauiense entenda, sob pena de pagar caríssimo essas medidas não liberais que estão sendo impostas por esse Congresso burguês, esse Congresso Burguês, Empresarial, onde só a classe trabalhadora está sendo atacada e é a classe mais pobre do país, aa classe mais vulnerável.

Arimatéa Carvalho: Candidato, o senhor já foi candidato a deputado federal e eu lembro que durante uma entrevista, eu li, o senhor disse que iria lutar para reduzir a desigualdade social, sobre taxando grandes fortunas, grandes patrimônios. Mas caso o senhor seja eleito, irá para um grupo seleto de 81 senadores, onde a maioria tem grandes patrimônios, fortuna também. Não vai ser uma tarefa difícil convencer seus pares a taxar a si próprios?

Fausto Ripardo: Boa pergunta, Arimatéa! E justamente no caso é exatamente isso que vamos continuar reforçando, este momento é decisivo para classe trabalhadora, para classe oprimida ou para os setores oprimidos da sociedade, para entender e fazer essas mudanças, porque realmente para fazer uma transição de uma sociedade capitalista para socialista, precisamos simplesmente praticar algum dispositivo da própria Constituição que já tem, como referendos, plebiscitos. Mais no caso lá como você colocou, realmente a maioria desses senadores, deputados são representantes da classe empresarial. Mesmo.

E aí é uma proposta nossa, taxar as grandes fortunas, as grandes heranças de propriedade ou heranças de propriedade intelectual, é, sim proposta nossa. Mas caso a gente chegue lá, é preciso realmente que a gente tenha maioria, por isso que nós defendemos que devamos ter essa maioria, no Senado e na Camara Federal, porque a maioria da classe trabalhadora só no Senado ou na Câmara não vai funcionar. Tem que ter maioria nas duas casas, com representantes comprometidos com a classe trabalhadora, sob pena de a gente não conseguir fazer essas reformas como você colocou, porque lá é difícil, cada representante lá é realmente representante dos empresários.


Amadeu Campos: Candidato, o senhor disse agora pouco que não tem estrutura, ao contrário dos candidatos, que por isso os números das pesquisas não sorriem para o senhor. E aí eu pergunto, temos um mês e poucos dias para eleição, o senhor está na campanha para levantar una bandeira, para mostrar as propostas do seu partido, ou o senhor alimenta a esperança de virar esse jogo?

Fausto Ripardo: Amadeu, é interessante sua pergunta. Nós estamos para levar nossa mensagem do partido e, vamos dizer assim, caso der um azar de a gente ser eleito, nós vamos trabalhar representando a classe trabalhadora.

Amadeu Campos: O senhor se considera uma zebra na Eleição, é isso?

Fausto Ripardo: Porque é um processo muito difícil, é um processo caro, onde…

Amadeu Campos: Na nova legislação, o TRE não baixou cos custos das campanhas?

Fausto Ripardo: Reduziu os custos, proibiu algumas doações. Mas o fundo especial de financiamento de campanha, ele foi totalmente injusto e desigual, por quê? Porque não partiu todo mundo do zero, ou seja, vai ter cada candidato a deputado, senador, governo, ou seja, cada partido vai ter esse valor para fazer a sua campanha e, assim, a maioria dos partidos não têm nem esse recurso. Então a gente tem que andar, é um processo desigual, não democrático. Democrático é você nem usar financiamento público e andar, pedir seu voto, convencer o eleitorado. Eu acho que é isso que deve acontecer no Brasil, que no futuro a população entenda, sobretudo a juventude, que tem que se conscientizar, que ela deve ser protagonista dessa Eleição no sentido de educar, se politizar. Tem que debater política, tem que fazer política, e não politicagem. Porque a gente ainda vê aí na questão de campanhas as pessoas vendendo seu voto. Eu estava vendo um vídeo na mídia social em Juazeiro, no Ceará, o repórter faz uma pesquisa lá no meio da rua, interpela uma pessoa lá e pergunta “você vota em quem?”, “eu voto no Lula”, e logo em seguida pergunta se por R$ 200 ele faz uma propaganda para o Bolsonaro. Então na mesma hora ele muda de Lula para Bolsonaro.

 (Crédito: Efrém Ribeiro)
(Crédito: Efrém Ribeiro)

Samantha Cavalca: Candidato, então o senhor acredita que a população também tem muita culpa?

Fausto Ripardo: Com certeza! O eleitor, de modo geral, ele é de certa forma conivente com esse processo, mas também num país no sentido de que a educação pública não funciona, onde você já imaginou o próprio processo eleitoral ocorre em pleno BR-o-Bro , já imaginou lá naquelas populações sertanejas lá no nosso sertão nordestino, no Piauí, uma família morrendo de sede, de fome e chega uma pessoa oferecendo comida e água, ele se torna um Deus. E aí o voto é o de menos, faz a troca e com toda certeza vai fazer sua troca, seu voto por comida e por água.

Ananias Ribeiro: O seu partido tem direito a uma fatia do fundo eleitoral, o senhor já recebeu esses recursos? Recebeu quanto para fazer sua campanha?

Fausto Ripardo: O nosso partido mandou R$ 1.500 para três candidatos, são R$ 10.500 para mim, José Aldo, candidato a deputado federal, e a Edilene Pinho, deputada estadual. Nós estamos confeccionando nosso material com esses recursos, coisa que em outras eleições passadas nós financiamos com o nosso próprio bolso. Nós financiamos nossa própria campanha.

Samantha Cavalca: O senhor falou que o Fundo foi melhor, um fundo que o senhor tanto criticava foi melhor agora?

Fausto Ripardo: A gente, não é que critique o Fundo. Qual é a crítica que fazemos ao Fundo, é a questão de os partidos que tem uma maior representatividade lá no Senado e no Congresso, eles são beneficiados, ou seja, eles legislaram em causa própria. Porque os partidos que não tem essa representação, se fosse uma democracia direta participativa e que todos os partidos com o mesmo quinhão, talvez fosse mais fácil pra gente competir de igual para igual com eles.

Ananias Ribeiro: Em sua gestão como senador, quais serão suas prioridades na hora de destinar recursos para o Piauí? Que obras estruturantes o senhor defende para o estado?

Fausto Ripardo: Outra crítica que nós fazemos aqui essa questão desse, onde inclusive serve ainda para reforçar ainda mais esse modelo político econômico, onde o Congresso Nacional, deputados e senadores tem que indicar essa questão dessas verbas, essas emendas e bancar a vida do parlamentar. Isso é muito estranho, é estranho isso. Por que que esse recurso não vem direto para o município no Fundo de Participação do Município e do Estado, para que ele promova suas obras públicas, promova seu desenvolvimento econômico, empresarial, industrial? Então é mais uma crítica que nós fazemos. Tem que vir esses recursos diretamente para os estados e municípios, e tem que ser fiscalizados esses recursos, a aplicação deles. É isso que nós defendemos.

Amadeu Campos: O senhor é professor, então o que tem como proposta na área da educação caso seja eleito?

Fausto Ripardo: Amadeu, nós na condição de professores, não só na condição, mas a proposta do Partido Comunista Brasileiro é nós colocamos o ensino público gratuito, laico e de alta qualidade para toda população brasileira, em todos os seus níveis: fundamental, básico e superior. É isso que nós defendemos e, sobretudo, 10% do orçamento público para educação.









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