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Jornal Agora

Marcelo Castro fala sobre reformas e liberação do aborto

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O candidato ao Senado Federal pela coligação de Wellington Dias (PT), deputado Marcelo Castro, foi o terceiro a participar da série de sabatinas com candidatos ao Senado pelo Piauí nestas eleições, no Jornal Agora da Rede Meio Norte, na tarde desta terça-feira (28/08).

Já foram sabatinados Francisco das Chagas, Quem Quem, candidato ao Senado pelo Avante e Marcos Vinicius Cunha Dias (PTC), candidato ao Senado pela coligação de Dr. Pessoa (Solidariedade). 

Marcelo Castro respondeu perguntas dos jornalistas Arimatéa Carvalho, Samantha Cavalca, Efrém Ribeiro e do apresentador Amadeu Campos. Nos 10 minutos finais, a candidato respondeu questionamentos enviados por telespectadores. A sabatina teve duração de 30 minutos.

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Amadeu Campos: Candidato,  por que o senhor se considera preparado para representar o Piauí no Senado Federal?

Marcelo Castro: O meu histórico, Amadeu. O Tancredo Neves gostava de dizer que cartão de apresentação do político é o seu passado. Quer saber se a pessoa vai fazer alguma coisa no futuro, olhe o que ele fez no passado. Então eu fui ministro da Saúde da presidenta Dilma, acho que me saí bem, enfrentarmos uma epidemia que surgiu pela primeira vez na história da humanidade, da microcefalia, causado pelo Zica Vírus, que era uma coisa que ninguém sabia, ninguém sabia que o vírus da Zica causava microcefalia. Nós fizemos um trabalho muito grande, e fomos elogiados publicamente no mundo inteiro por nada mais nada menos que a presidente da Organização Mundial da Saúde, pela presidente da Organização Pan-americana da Organização da Saúde. Você sabe que eu fui recentemente relator da Reforma Política, andei o Brasil inteiro fazendo palestras, tive a CNBB do meu lado, a OAB do meu lado e os partidos principais, como o PT, o PSDB do meu lado. Aliás, o Alckmim defendeu outro dia a Reforma Política que eu defendia na época,  que é o sistema alemão para a gente implantar aqui no Brasil. E tive tanto destaque nacional que me tornei referência no assunto, que fui duas vezes entrevistado por um dos programas mais conceituados, de maior tradição no Brasil, que é o Roda Viva da TV Cultura, de São Paulo.

Eu tenho o maior orgulho dessa passagem que me gratifica muito, e a repercussão foi tão grande que eu fui convidado para Universidade de Harvard,  talvez a melhor universidade do mundo, para falar sobre a situação política do Brasil. Eu tive uma passagem aqui pelo Instituto de Assistência e Previdência do Estado do Piauí (Iapep) ainda no governo Mão Santa, e acho que foi uma época muito boa para o Iapep, todo mundo elogia. Acho que se tornou melhor. O Plamta, as pessoas se tratavam no mesmo nível do particular, aliás, Amadeu, de tudo que eu fiz na minha vida o que mais me gratifica assim, que mais me toca o coração é ter feito esse trabalho no Plamta. Toda vez que eu era entrevistado naquela época dizia “gente, onde é que isso existe no mundo? onde um servidor do estado, quando ele adoece, ele tem o mesmo tratamento do que a mesma pessoa mais rica do estado?”, “ele se trata no mesmo hospital que o rico se interna”, “ele se trata no mesmo médico”, “ele se interna no mesmo apartamento e não paga nada”. Então uma coisa importantíssima que eu fiz. Então diante de tudo isso, eu me sinto credenciado, e agora o povo é quem vai decidir.


Arimatéa Carvalho: Candidato, vamos falar de outra votação importante que mobilizou o Brasil, que foi o projeto de emenda constitucional, a famosa PEC 241, que estabeleceu um teto de gastos para áreas da Saúde e Educação pelos próximos 20 anos. Na prática, esse teto de gastos reduz os investimentos nessas áreas prioritárias, para população, que é Educação e Saúde, porque a correção é feita com base na inflação do ano anterior e dos 10 deputados federais do Piauí , 8 votaram a favor desse teto de gastos para Saúde e Educação. O senhor foi um deles, por quê motivo?

Marcelo Castro: Pelo motivo de que naquele momento que estávamos era necessário um choque de gestão importante para poder sinalizar para o mercado, para poder sinalizar para o futuro de que haveria um controle rigoroso dos gastos. Mas em absoluto, em absoluto, isso tira recurso da Saúde, da Educação, porque a medida que fosse aumentando o PIB do país, você poderia ir aumentando os recursos da Saúde, poderia ir aumentando os recursos da Educação, porque não pode aumentar o total das despesa. Mas você pode aumentar dentro do total, dentro delimite da dessa, você pode aumentar para as áreas prioritárias e diminuir para as áreas que não são prioritárias. Essa que é a realidade.
Samantha Cavalca: Candidato, ontem saiu um print de uma conversa que seria eu conversando com um candidato à reeleição ao Senado, que era mentira, e no final perguntava, insinuava sobre a Reforma Política, eu nem lembrava mais apesar de ter feito a cobertura política lá em Brasília. Só que o crime, o print, me deu essa ideia: o senhor votou a favor da Reforma Trabalhista, em Brasília, então queria saber se o senhor mudaria esse voto e se o senhor acredita que isso melhorou a situação dos desempregados no Brasil, porque essa era o objetivo, reverter a crise de empregos no País.

Marcelo Castro: Samantha, eu votei contra a terceirização. Eu não votei contra a Reforma da Previdência, porque a Reforma da Previdência não foi a votação. Mas dei declaração a todos os meios de comunicação aqui do Piauí que votaria contra essa reforma da Previdência.

Samantha Cavalca: Mas eu não perguntei sobre a Reforma da Previdência.

Marcelo Castro: Eu vou chegar, estou lhe respondendo. Se tivesse sido colocada em votação, eu teria votado contra ela e digo aqui, com quase 40 anos de vida pública, três vezes deputado estadual e cinco vezes deputado federal, nunca na minha vida eu votei para tirar direitos do trabalhador. Nunca votei. E essa Reforma Trabalhista não tira nenhum direito do  trabalhador, não tira décimo terceiro salário do trabalhador, não tira férias, não tira nada. A única coisa que essa Reforma faz é mexer com a contribuição sindical, e isso aí não prejudica o trabalhador. Então eu tenho a consciência tranquila. que sempre estive em todo momento da minha vida ao lado do mesmo favorecido, ao lado do mais humilde.

Samantha Cavalca: A Reforma Trabalhista não resolveu a crise do desemprego no Brasil.

Marcelo Castro: Claro que não! Evidente que a crise é um fato muito complexo, são muitas variáveis e não é uma reforma que vai resolver um problema grave como esse, que é o desemprego no Brasil.
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Efrém Ribeiro: Como candidato o senhor vai discutir temas polêmicos como aborto e, por exemplo, o consumo de drogas. Eu queria saber se o senhor é a favor ou contra a liberação do aborto e de maconha e outras drogas?

Marcelo Castro: Efrém, esse é um assunto muito complexo. É o assunto do momento, nós tivemos uma reunião com o presidente da casa, Rodrigo Maia, e outros companheiros para instalar uma Comissão que seria oferecida a presidência dessa comissão, exatamente para discutir esse problema tão grave que hoje assola toda a humanidade, que é o problema das drogas. Como combater as drogas? Nós precisamos de medidas efetivamente diferentes das que nós temos aplicado ate agora, porque não tem resolvido. Digo aqui para você com toda segurança, o jovem hoje tem acesso a drogas dentro do prazo de meia hora. Então toda essa política, milhões milhões de reais que são gastos pelos Estados Unidos, Brasil e país do mundo e não tem resolvido. Então é um assunto atual que precisa ser debatido, discutido. Evidente que tem que ter repressão ao uso de drogas, repressão ao crime organizado. Tudo isso faz parte de um complexo de medidas que precisam ser tomadas, que medidas são essas? Vamos discutir com a sociedade. O assunto do aborto não é um assunto para ser resolvido, discutido dentro de quatro paredes. É um assunto que deve ser levado para sociedade.

Amadeu Campos: Um plebiscito?

Marcelo Castro: Um plebiscito pode ser.

Samantha Cavalca: O caso do aborto não seria um caso de saúde pública?

Marcelo Castro: Sem sombra de dúvidas.

Efrém Ribeiro: O senhor é a favor ou contra?

Marcelo Castro: Minha posição é a posição que a sociedade vier a tomar.

Samantha Cavalca: Mas o senhor tem uma posição?

Marcelo Castro: Evidente, Samantha, pelo amor de Deus! Qualquer posição que um político for tomar, vai ter os que vão aplaudir e vão ter os que vão rejeitar. O que eu preciso fazer, acho que isso é um assunto importantíssimo, é um assunto grave de saúde pública no Brasil e que a sociedade brasileira precisa assumir a responsabilidade deste problema e encontrar uma solução, que solução é essa? A que a sociedade vier estabelecer.

Amadeu Campos:  Facilitar a aquisição, porte, uso de armas de fogo: o que o senhor pensa sobre?

Marcelo Castro: Eu sou a favor do desarmamento, mas, faço uma ressalva: eu acho que não portar arma, mas ter uma arma dentro de sua casa, sobretudo, dentro das fazendas que as pessoa se encontram em locais distantes para sua própria proteção. Eu acho que é necessário, eu sou a favor disso daí, não de armar a população. Sou contra que alguém ande armado na rua, mas dentro da sua casa, você deve ter os meios de defesa. Digo isso porque já me ocorreu uma vez, uma pessoa disse que estava se dirigindo para minha casa armada e eu o que que faço? Minha casa nunca teve nenhuma arma, nunca teve. Então se a pessoa viesse mesmo?

Samantha Cavalca: Foi aqui em Teresina?

Marcelo Castro: Sim, há muitos anos. Mas eu me encontrei em uma situação aflita, sem muita função da polícia. Então essa é a minha posição, eu posso estar certo ou errado, tem gente que pensa diferente. Mas eu penso que dentro da sua residência, sim.

Arimatéa Carvalho: Candidato, o senhor é deputado federal há vários mandatos, então gostaria de saber o que pretende fazer no Senado e que não fez na Câmara Federal?

Marcelo Castro: E só estou começando, minhas ideias são tantas que eu preciso de mais dois mandatos de senador para eu dar cumprimento.

Arrimatéa Carvalho: O senhor poderia citar concretamente?

Marcelo Castro: Primeiro lugar, minha bandeira vai ser a bandeira da saúde pública, que é um dos maiores problemas que temos hoje no Brasil e no Piauí. Como ministro da Saúde o que eu fiz logo que eu assumi o Ministério da Saúde, eu me reuni com os técnicos da Secretario de Saúde, com os técnicos do Ministério da Saúde e fizemos um planejamento para melhorar a saúde do Piauí. Primeiro lugar promover a descentralização dos serviços de Saúde da nossa capital, Parnaíba e Picos, dois grandes polos de Saúde, para fazerem lá praticamente tudo que se faz aqui em Teresina, e qual a consequência disso? Atender a pessoa com mais presteza, mais próximo de onde ela mora, com maior dignidade e desafogar Teresina, porque Picos e Parnaíba tem aproximadamente 1 milhão de habitantes. Então você já tiraria um terço da população do Piauí de Teresina. Reforçar os polos de Saúde de Piripiri, São Raimundo Nonato, Oeiras, Floriano e Bom Jesus do Gurguéia, para que as pessoas possam fazer atendimento nessas localidades.

Imagine, Amadeu, uma pessoa que precisa fazer um tratamento de câncer que ele more em Avelino Lopes, ele tem que se mudar para Teresina. Tendo tratamento de câncer lá em Bom Jesus, ele pode fazer o tratamento em Bom Jesus e morando em Avelino Lopes, é isso que nós precisamos fazer, esse trabalho que comecei a fazer. Hoje Parnaíba já faz esse tratamento de sangue, de câncer, que eu consegui quando era ministro. Foi credenciado a rede de urgência e emergência, leitos de UTI e o tratamento de câncer. Então lá já está funcionando, mas não está em Picos,  não está funcionando em Bom Jesus. Como senador da República, eu levarei todas as minhas energias para dar continuidade a essa descentralização da saúde.

Mas eu tenho outros planos importantes mais ainda. Hoje, Efrém, o Piauí está se tornando uma potência energética, olhe o que estou dizendo, hoje nós temos instalado no Piauí 2000 megawatt de energia éolica e energia solar. Energia limpa, energia do século XXI, energia renovável e não poluente. Comparando com Boa Esperança, Amadeu, maior obra pública feita no Piauí, era 200 megawatt, então nós vamos com 10 vezes mais que a Boa Esperança. Qual é o problema? É que nós teríamos instalado aqui no Piauí já já uma Itaipu. Nós iremos produzir energia limpa aqui igual Itaipu produz hoje no Brasil. Qual é o problema? É que não está ficando nada no nosso estado.

Amadeu Campos: O deputado Heráclito falou em "Royalties do Vento" e foi criticado.

Marcelo Castro: Nós vamos, na Reforma Tributária, eu já falei com o relator da Reforma Tributária, ele já esteve varias vezes aqui, já tive vários debates com ele e ele já está convencido nas minhas ideias. Do jeito que está na Constituição,  que tem os Royalties do Petróleo, nós vamos criar também os “Royalties do vento” e “Royalties do Sol”, tranquilamente. E aí serão recursos importantíssimos para alavancar a economia do nosso estado.















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