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Jornal Agora

Lourdes Melo chama PSTU de "abutre" e defende liberdade de Lula

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A candidata ao Governo do Piauí pelo Partido da Causa Operária (PCO), Lourdes Melo, foi a segunda a participar da segunda rodada de sabatinas com candidatos nas Eleições de 2018, no Agora da Rede Meio Norte, na tarde desta sexta-feira (21/09). 

A candidata respondeu perguntas dos integrantes do programa, jornalistas Arimatéa Carvalho, Efrém Ribeiro, Ananias Ribeiro e Amadeu Campos. Nos 10 minutos finais, o candidato respondeu questionamentos enviados pelos telespectadores. Sabatina teve duração de 30 minutos.

Lourdes Melo é sabatinada no Agora da Rede Meio Norte


Confira os melhores momentos da Sabatina na íntegra!

Amadeu Campos: Candidata, a duas semanas das Eleições, previstas para o dia 07 de outubro, quais são as estratégias? 

Lourdes Melo: Então, nós do PCO, a gente participa das Eleições sabendo que é uma luta desigual, mas a gente coloca que nesse momento, a gente coloca a Eleição como uma Tribuna de classe para se marcar posição nas Eleições. Nós temos um programa que não é de agora, não é de agora, é de fora das Eleições. A nossa luta é a mesma, o nosso propósito é chamar os trabalhadores para lutar, não acreditar que desde o começo uma Eleição reduzida, uma burocracia muito grande dos Tribunais, e não é agora que nós vamos reverter a situação. Mas o nosso programa é um programa de defesa do presidente Lula que está preso, pela liberdade do Lula e também de lutar contra o golpe para que a gente possa estar revogando todas as medidas que foram feitas pelo gov erro golpista, e isso só é possível com a luta do povo, com o povo na rua, com uma greve-geral, com a  mobilização dos trabalhadores do campo e da cidade é que a gente pode derrotar o golpe; sem isso, é ilusão você acreditar que a vida vai mudar. 

Ananias  Ribeiro: Candidata, Lula é Haddad? 

Lourdes Melo: Olha, o Lula, nós ficamos desde o começo dessa, que o Lula foi preso da perspectiva de que o Lula fosse impedido de se candidatar, nós defendíamos que o Lula teria que continuar até o fim, que o PT não poderia abrir mão, teriam que fazer a luta. Nós vimos um momento muito bonito quando nós fomos a Brasília o registro da candidatura do Lula, cerca de 50 mil pessoas lá numa lula quase que assim expontânea, e numa revolta, numa determinação, então o Lula é um operário que tem o povo com seu apoio, é conhecido no mundo inteiro. Se o Lula disser “vamos fazer uma greve-geral”, se o Lula chamar o povo para lutar, o povo vai. O Lula tem pressão de luta. O Lula criou o PT, fundou a CUT e naquela época o Lula já fazia greve até mesmo sem...Na clandestinidade. A CUT não era conhecida, e isso mostra que o Lula é diferente do Haddad. O Haddad, ele é o candidato que vai, que estar sendo mantido e acreditamos por um consentimento, porque se eles prenderam o Lula, cassaram a Dilma; a direita golpista cassou a Dilma, prendeu o Lula, então por que que eles vão aceitar o Haddad? Não tem diferença que eu digo assim, de motivos para manter o Haddad e não o Lula. Não querem o Lula porque o Lula é capaz de ganhar as Eleições. 

Ananias Ribeiro: O PCO, então, vota no Haddad? 

Lourdes Melo: Não. Nós fazemos nesse momento a defesa de que a Eleição, ela independente de votos, é tanto que nós não nos preocupamos com voto; nós nos preocupamos com a luta dos trabalhadores. 

Lourdes Melo (Crédito: Efrém Ribeiro)
Lourdes Melo (Crédito: Léo Vilari)

Efrém Ribeiro: Quero saber sobre o embate entre a senhora, a candidatada do PSUT, Luciane Santos, e Sueli Rodrigues, do PSOL, onde a senhora acusou o PSTU, que eu não sabia, de golpista. Então tem essa possibilidade de um partido de esquerda também ser golpista? 

Lourdes Melo: Olha, o golpe foi dado, ele continua em andamento e até aproveito para dizer o seguinte, mesmo com as Eleições, haverá o resultado das Eleições, então haverá o aprofundamento do golpe, haverá mais ataques e o que que a gente vê em alguns partidos, partidos dito de esquerda, ditos esquerdistas, no caso do PSTU que você está se referindo, é um partido que se limita a atacar o PT, e defender o Lula preso. Isso é uma coisa até em sentido humanitário muita gente até mesmo discordando da política do PT, acha isso muito errado porque o Lula está preso lá  há quase seis meses e ele está preso de forma sem provas. Ele não fez, não tem nenhuma prova contra o Lula. E ele está preso porque é o único capaz, seguramente, de ganhar as Eleições e eles não queriam que ele ganhasse, e o Lula tem o apoio popular, tem o apoio das centrais sindicais. No caso, da maior Central Sindical, que é a CUT, que tem cerca de cinco mil sindicatos na sua base, do MST, do Movimento Negro, do Movimento de Mulheres e isso faz também com que o Lula tivesse o poder de aglutinar as pessoas para derrotar o golpe.

É por isso que a direita teme o Lula e um partido de esquerda, isso é uma incoerência muito grande. Nesse momento, fazer coro para derrotar o Lula, aprofundar mais, a gente chama até esses partidos que são os partidos abutres, aqueles urubus que só mataram a presa depois de morta. Querem o fracasso do Lula para se aproveitar dos votos que venham sair do Lula, sair debaixo da mesa para tirar proveito, como sendo de esquerda. Isso é uma incoerência. 

Arimatéa Carvalho: Candidata, as pesquisas recentes de intenção de voto mostram o governador Wellington Dias sendo reeleito no primeiro turno, o senador Ciro Nogueira sendo reeleito para o Senado, o ex-governador Wilson Martins disputando a segunda vaga com o deputado federal Marcelo Castro e a lista de deputados estaduais e federais sendo eleita. O problema para haver uma mudança radical é o eleitor? 

Lourdes Melo: Então é justamente isso que a gente coloca, a Eleição é uma eleição viciada, fraudada. A primeira coisa que a gente diz, Eleição sem Lula é uma fraude, não pode ser legitimada. Por outro lado também, o Parlamento que vai ser eleito é um Parlamento não muito diferente do que já existe atualmente: é um Parlamento conservador, que representa as oligarquias, os banqueiros, latifundiários, das chamas bancadas, das bancadas, “bancada da bala”, da “bancada da bíblia”, e a “bancada também do boi”; da “bala”, aqueles latifúndios que matam no campo o trabalhador que luta por suas terras. 

Então a população, que lembro que um tempo atrás o foco da discussão numa Eleição era a fraude do mapismo, mas hoje é assim também. É a compra de voto, principalmente na periferia, onde o povo é mais necessitado, já existe, já está rolando a compra de voto, o mapismo, as famílias já estão entregando o título e com isso a situação, uma forma muito manipuladora, em que a população esteja sofrendo. 

candidata ao Governo do Piauí pelo Partido da Causa Operária (PCO), Lourdes Melo (Crédito: Efrém Ribeiro)
Lourdes Melo (Crédito: Léo Vilari)

Amadeu Campos: Professora, quais são os recursos que a senhora dispõe, que está usado e que utilizará até o dia da Eleição? Recursos para viagens, reuniões, adesivação, panfletagem. Esses atos operacionais de campanha, de quais a senhora dispõe hoje? 

Lourdes Melo: Essa burocracia do TSE, do TRE também é tão grande que você passa os 45 dias envolvido com registro, papelada e tudo e agora nós estamos na reta final, como aqui foi falado, e o que nós temos, nós somos um partido PCO, Partido da Causa Operária, é um partido centralizado. Toda a nossa campanha é unificada, todo o material é organizado pelo partido nacional. 

Amadeu Campos: Em São Paulo? 

Lourdes Melo: Sim, a sede do partido fica em São Paulo. E aí nós recemos aquilo que é para o Piauí, para o Rio Grande do Sul, para Paraíba, e é assim. E nós recebemos para essa Eleição, para todo o Brasil, cerca de R$ 900 mil, e isso está sendo centralizado pelo partido em nível nacional. Mas nós temos uma forma de fazer a luta, que é a inserção dos trabalhadores nas greves, nos bairros, no dia a dia e também com os nossos panfletos. É panfleto, carro de som, a nossa forma de fazer campanha está sendo com uma caixa de som, um microfone e o nosso material nas praças. E temos também aqui no Jornal, ele fala por nós. É um jornal escrito e que circula de forma  semanalmente, e esse jornal há até quem diga que hoje o jornal escrito não tem peso. Mas tem, sim, porque esse jornal é corpo e corpo que nós fazemos com a população, fora das Eleições e agora nas Eleições. 

Efrém Ribeiro|: Ainda sobre o debate da Uespi, onde a senhora foi questionada sobre as propostas, por que não gosta de falar das propostas para educação, meio ambiente? Eu queria saber o porquê de a senhora não gostar de falar das propostas. 

Lourdes Melo: É porque assim, nosso tempo na televisão, ele é muito pequeno. 

Efrém Ribeiro: Não, estou falando de aqui e agora. Qual sua proposta para o meio ambiente? 

Lourdes Melo: Então o nosso tempo na televisão é muito pequeno, eu só queria fundamentar minha respostas, nós do PCO não fazemos uma Eleição para dizer que é uma mágica, nem para fazer promessas, “olhe, voto em mim que eu vou fazer isso pela população”. Nós temos um programa que é permanente, e o nosso programa, se a gente for falar…

Amadeu Campos: E o que esse programa contempla para o Meio Ambiente? 

Lourdes Melo: Deixa só eu concluir, só para concluir..5 segundos na televisão, o que eu posso falar repetidamente para chamar o povo para lutar é para derrotar o golpe e lutar pela liberdade do Lula. Não dá para se fazer em um programa eleitoral apresentação de um programa, mas, nós temos um programa bem definido. O nosso programa é por trabalho, salário e terra. Esse é o lema. 

Lourdes Melo (Crédito: Léo Vilera)
Lourdes Melo (Crédito: Léo Vilari)

Efrém Ribeiro: E sobre Meio Ambiente? 

Lourdes Melo: Sobre meio ambiente nós entendemos que o ataque ao meio ambiente, a degradação da natureza, ela se dá por motivos principalmente dos ataques do agronegócio e das grandes empresas que poluem o meio ambiente. E dentro do capitalismo não tem como você resolver a sustentação ambiental. O que nos defendemos em primeiro lugar é a derrota do capitalismo. A preservação, a defesa do meio ambiente, isso é uma culpa que a própria burguesia degrada, quer fazer com que a gente venha a resolver a questão ambiental, quando eu vou lavar louça lá em casa eu fico preocupada, mas é com o pagamento da água, que é cara. Mas a questão da gente economizar, se nós economizamos, sim, o povo defende uma natureza sustentável. Mas não é o povo que degrada o meio ambiente, são os empresários, os latifundiários, o agronegócio. Então nós precisamos derrotar o capitalismo e acabar com o agronegócio, com as empresas, e transformar a luta do povo de forma mais consciente. 

Arimatéa Carvalho: Candidata, a senhora falou sobre o lema do PCO, voltado para o trabalho. O salário mínimo hoje é R$ 954, e a gente tem uma proposta aí para ficar acima de mil a partir de 2019. O PCO acha esse salário suficiente para um trabalhador brasileiro? Sob uma gestão do partido, qual seria o salário mínimo ideal?  

Lourdes Melo: Nós do PCO, pelo aumento da carestia, pelo aumento dos preços e pelo sofrimento das pessoas, a gente sempre compara o salário baseado no que diz a Constituição. A Constituição diz que você tem que ter um salário para uma família sobreviver e que atenda saúde, alimentação, moradia, como está lá. Então 900 reais não dá para uma família sobreviver. A nossa proposta, enquanto defesa do salário do trabalhador, é de R$ 4 mil. É um salário inicial para que dê para o trabalhador viver, não com luxo, mas com que ele viva atendendo as suas necessidades.

Ananias Ribeiro: Candidata, a senhora afirmou aí que o ex-presidente Lula seria o único capaz de vencer a Eleição contra a direita, é isso? Agora sem o Lula, abrindo mão da candidatura, a Eleição será ganha pela direita? 

Lourdes Melo:Olha, falta uma compreensão aí. O Lula é o candidato capaz de vencer, de mobilizar a sociedade, os trabalhadores em uma luta para derrubar o golpe. O resultado das Eleições, a gente vê que o PT está tendo uma aceitação, e existe uma indefinição ainda. Mas o Lula, sim, estava na frente nas pesquisas, lá na frentes todas as pesquisas de intenção de voto. Ele, sim, ganha, ganharia e também daria sustentação na luta contra o golpe. 

Efrém Ribeiro: Candidata, a senhora defende as mulheres, então a senhora não votaria nas duas mulheres que tem aí, ou não? Tem a Dr. Marina, que é mulher, e a Dr. Vera Lúcia, que também é mulher. 

Lourdes Melo: A Vera Lúcia é assim..Nós, nós, a gente, nós somos um partido classista. Nós nuca, de maneira alguma, votaríamos em partido de direita, o que que a direita quer cada vez mais? atacar a classe trabalhadora. 

Amadeu Campos: Mas a Marina é de direita? 

Lourdes Melo:A Marina, ela é de um partido, ela já esteve no PT, mas ela hoje é uma pessoa de direita e também…

Amadeu Campos: É, ela apoiou o impedimento da presidente Dilma. 

Lourdes Melo: E também a Marina, ela é de um setor muito conservador. Ela tem alianças inclusive com o agronegócio. 

Amadeu Campos: Mas ela não combate o agronegócio? 

Lourdes Melo:Ela combate de forma superficial. De fato, ela tem ajuda de vários empresários de seguimentos da sociedade. 





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