Diretamente de Glasgow, na Escócia, em que participa da COP 26, o governador Wellington Dias (PT) concedeu entrevista nesta terça-feira, 09 de novembro, ao Jornal Agora, da Rede Meio Norte. Na ocasião, o líder do Poder Executivo apontou os principais encaminhamentos dos encontros já realizados, conduzindo a atenção para a meta de captar recursos para a recuperação ambiental em espaços afetados por queimadas, ou por outras ocorrências danosas, com o pagamento de U$ 8  por árvore plantada aos 'guardiões dos biomas'. Tais guardiões seriam famílias em situação de vulnerabilidade que teriam a missão de produzir as mudas e plantar. 

No que se refere ao PRO Verde, Dias sinaliza que a amanhã (10) haverá uma apresentação para investidores, no entanto, o projeto já vem concentrando a atenção de alguns empreendedores. "É um projeto que foi muito bem recebido, tivemos a oportunidade de fazer a apresentação, já temos dois empreendedores com a opção de 1,3 milhão de árvores, e por outro lado vamos ter a apresentação específica dessa proposta para um conjunto de investidores, onde iremos apresentar também o Hidrogênio Verde", sinalizou. 

Governador concede entrevista direto de Glasgow, na Escócia (Foto: Reprodução)Governador concede entrevista direto de Glasgow, na Escócia (Foto: Reprodução)

O governador piauiense pontua que o Piauí tem 87% da sua área territorial ainda preservada, defendendo uma espécie de 'compensação' do resto. "Qual a lógica do Pro Verde? De um lado o Piauí  tem 87% da sua área territorial ainda natural, o uso para a agricultura é de mais ou menos 13%/14%, temos uma parte de serras, e mais ou menos 65% de área verde, natural, de um lado estamos defendendo as condições para a manutenção dessa área, aí entra esse Fundo In ternacional que seria importante ao Piauí, por outro lado as áreas que foram queimadas, e têm espaço para a recuperação, estamos provocando uma meta de 5 milhões de árvores, fazendo uma captação de US$ 8 para cada árvore, e aí entra essa área social, as pessoas que vivem na Caatiga, Cerrados, Semiárido, na região da Mata Atlântica, esses quatro biomas passamos a pagar para as famílias que fazem a coleta de sementes, fazem a produção de mudas, com uma orientação técnica, e plantam e são guardiões a essas reservas, foi muito bem recebido por casar o lado social e ambiental e acreditamos que vamos ter êxito nessa meta de 5 milhões de árvores", detalhou. 

Wellington Dias frisa a disposição dos governadores com a pauta climática, um movimento que vai em contramão ao do presidente Jair Bolsonaro, que não participou ativamente da Conferência. 

Wellington Dias apresenta o PRO Verde na Escócia (Foto: Reprodução)Wellington Dias apresenta o PRO Verde na Escócia (Foto: Reprodução)

"Aqui onde estamos é um centro onde há várias delegações, estamos na fase decisiva, participei de um evento dos governadores sobre o clima, no Brasil chegamos aqui com o chamado Consórcio Brasil Verde já esteve aqui a primeira parte da ação liderada pelo governador Casagrande, agora eu estou aquia defesa que estamos fazendo é que haja acordo em cinco pontos; o primeiro deles é a substituição dos combustíveis pelas fontes renováveis; por outro lado a reposição florestal, a valorização da floresta nativa; o ponto de maior divergência diz respeito a um Fundo Mundial de Compensação, onde você tem de um lado uma receita advinda de produtos, funcionamento de atividades que geram CO2, então a ideia é ter um fundo em Estados que tem excedente na captação de CO2, no uso de energias renováveis, geraria um maior equilíbrio". 

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