Você precisa verificar a sua conta, acesse o seu e-mail

mais
URGENTE
Acidente em aeroporto de Teresina causa confusão em voôs para todo o país
Baixe o nosso APLICATIVO
ESCOLHA A LOJA ABAIXO: Google Play AppStore
Coiza Nossa

DATAÇÃO: a idade das Vidas extintas e da pré-história do homem

Compartilhe

DATAÇÃO, medindo o tempo da VIDA passada!

Fique sabendo como os cientistas conseguem medir a idade de uma planta ou animal que viveram há milhões de anos. Incrível.  

Datação é uma técnica científica que objetiva medir a idade de achados paleontológicos, como esse fóssil de um antigo réptil voador.  (Crédito: Divulgação)
Datação é uma técnica científica que objetiva medir a idade de achados paleontológicos, como esse fóssil de um antigo réptil voador. (Crédito: Divulgação)

A palavra arqueologia é uma adaptação latina dos termos gregos “arkhaio” (antigo,primitivo) e “logia” (estudo, teoria). Já era aplicada em documentos do século VIII. Foi a partir daqui que foram iniciados os primeiros estudos sobre estátuas que haviam sido encontradas por um fazendeiro em Nápoles, na Itália. A Arqueologia ganhou mais evidência com a “descoberta” do sítio arqueológico de Pompéia, em 1749. 

A PRÉ-HISTÓRIA   Para encaixar os períodos históricos dos achados, chamaram tudo de Pré-História, traduzido como “antes da História”, uma referência ao que aconteceu à humanidade em tempo anterior ao desenvolvimento da ESCRITA. Essa ideia original é equivocada. Significa que antes de desenvolver a escrita o ser humano não teria uma história. Acontece que os nossos ancestrais, mesmo antes de escrever, foram capazes de deixar vestígios de suas existências por meio de objetos, gravuras e pinturas rupestres, fósseis e vestígios de ocupações em regiões por todo o mundo.

As idades geológicas ligadas às Vidas animais que existiram na Terra. Mistérios revelados.  (Crédito: Divulgação)
As idades geológicas ligadas às Vidas animais que existiram na Terra. Mistérios revelados. (Crédito: Divulgação)

AS IDADES DO TEMPO HUMANO    

A primeira tentativa de organização temporal dos achados arqueológicos foi realizada pelo banqueiro escandinavo Christian Jürgensen Thomsen. Ele colecionava antiguidades e decidiu ir até o Museu Nacional da Dinamarca com uma “pilha de tralhas” que contava com pontas de flechas e lanças, assim como lâminas em bronze, ferro e pedra. A partir de então se determinou uma classificação metodológica de datação destes objetos, baseado na tecnologia utilizada para fazê-los. Desta maneira, ele criou a divisão entre a Idade da Pedra, do Bronze e do Ferro.

Laboratórios dde datação, como este da USP, medem o tempo passado com apoio da Geologia (Crédito: Divulgação)
Laboratórios dde datação, como este da USP, medem o tempo passado com apoio da Geologia (Crédito: Divulgação)

Como saber o TEMPO PASSADO?     Como é que os arqueólogos sabem que um fóssil humano tem exatamente 4,2 milhões de anos? Há pouco mais de 50 anos, não havia a menor chance de determinar isso. Com exceção dos raros objetos que continham referências históricas, não era possível saber se uma coisa tinha, digamos, 5 mil ou 5 milhões de anos.

Os métodos de datação          Os métodos de datação atuais se baseiam em duas coisas: a observação de alguns fenômenos naturais que têm a regularidade de um cronômetro, como a radioatividade, e a identificação de acontecimentos casuais com capacidade para iniciar tais cronômetros do zero.

Fósseis são animais ou plantas petrificadas há milhares ou milhões de anos. As técnicas usadas pela ciência para avaliar sua idade é chamada DATAÇÃO.   (Crédito: Divulgação)
Fósseis são animais ou plantas petrificadas há milhares ou milhões de anos. As técnicas usadas pela ciência para avaliar sua idade são chamadas de DATAÇÃO. (Crédito: Divulgação)


O Carbono-14          Uso: papel, madeira, couro, tecido e ossos. Alcance: 60 mil anos. Como funciona: o elemento carbono-14 é raro. Ele é formado quando um nêutron colide com um átomo de nitrogênio-14. O N-14 vira C-14 e passa a integrar moléculas de gás carbônico. Enquanto vivem, plantas e animais absorvem gás carbônico da atmosfera. Quando morrem, os seres deixam de repor C-14 nos corpos. Porém, o C-14 é instável e volta a ser N-14. A queda ocorre a uma taxa constante: metade do C-14 vira N-14 em 5. 600 anos; a metade do que sobra, em mais 5. 600, e por aí vai. A diferença entre a quantidade de C-14 de um fóssil e a normal serve para calcular há quanto tempo o animal ou planta morreu

Método Potássio-argônio  Uso: rochas vulcânicas. Alcance: 100 mil a 4,3 bilhões de anos   Como funciona: devido a reações no núcleo, átomos de potássio-40 viram argônio-40 sempre a uma mesma velocidade. Essa velocidade é conhecida com precisão. Por causa dessa reação, se uma rocha possui P-40, ela terá A-40. Quando um vulcão entra em erupção, todo o A-40 contido na rocha evapora – sobra apenas P-40. A rocha é zerada. Quando ela esfria, volta a produzir A-40. A proporção entre esses átomos numa rocha pode dizer exatamente quando ela se formou. Datando-se as camadas vulcânicas acima e abaixo de um fóssil, é possível determinar quando o dono daqueles ossos morreu

Medir a idade das árvores pela técnica dos anéis anuais... incrível. (Crédito: Divulgação)
Medir a idade das árvores pela técnica dos anéis anuais... incrível. (Crédito: Divulgação)

Anéis das árvores   Um dos métodos mais eficazes para conhecer o tipo de clima é a Dendrocronologia, uma ciência que estuda o crescimento das árvores. Um ano de crescimento corresponde a um determinado anel de Verão e um outro de Inverno. Facilmente observável num corte transversal do tronco, a espessura de cada anel permite identificar as condições climáticas mais ou menos favoráveis. Chegou-se a muitas conclusões através de estudos feitos numa variedade de pinheiro. Algumas espécies têm cerca de quatro mil anos, outros, já mortos, mas muito bem conservados permitem aos investigadores recuar oito mil anos.

O tempo nos grãos de pólen     Se quisermos informações sobre o clima de um período ainda mais remoto há outra disciplina científica indispensável: A Palinologia dedica-se ao estudo dos grãos de pólen que se acumulam em lagos, turfeiras ou estuários. Em condições favoráveis, os grãos de pólen das plantas com flor podem conservar-se quase indefinidamente. Estes grãos contém as células sexuais masculinas das plantas, levados pelo vento, pelos insetos e por outros meios, têm que encontrar as células sexuais femininas para que ocorra a fecundação. Os esporos desempenham a mesma função em relação aos cogumelos, aos musgos e aos fetos. Os pólens e os esporos têm apenas alguns mícron, mas estão protegidos e muito resistente aos agentes químicos e atmosféricos, permitindo aos grãos manterem-se em perfeito estado de conservação quando caem em lugares abrigados do contato com o oxigénio. Os milhares de grãos e esporos que as plantas produzem anualmente são dispersos pelo vento nas áreas circundantes, quando caem integram-se nos sedimentos, ano após ano.

Microfósseis são elementos auxiliares na datação da Vida extinta na Terra (Crédito: Divulgação)
Microfósseis são elementos auxiliares na datação da Vida extinta na Terra (Crédito: Divulgação)

O Magnetismo da Terra     Um método de datação absoluta é o Paleomagnetismo. Para isso, basta conhecermos as variações do campo magnético – declinação, inclinação – de um dado lugar em todas as épocas. A sua utilização permitiu datar de 1.750.000 anos os restos mortais do australopiteco, um dos mais antigos ancestrais do homem. Isto é Incrível. 


Tópicos
Compartilhe

veja também

Não venda minhas informações pessoais

Central do usuário

Login pelas Redes Sociais

Nunca postaremos nada em seu nome


Login por e-mail

Use sua conta cadastrada por e-mail

Não tem conta no meionorte.com?

Cadastre-se

Podcast

Selecione seus podcasts

atualizar