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AVENTURA: Expedição Tatu-Bola e mistérios do Cânion do Poty

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Siga: Programa @coizanossa, com o ecoaventureiro @alcidefilho.

Série exclusiva, "Mãe NATUREZA". Episódio inédito todo DOMINGO. Assista na Rede Meio Norte. Assista replay:  0h30. A Mãe Natureza se revela. Descubra aqui. O Ecoaventureiro fez descobertas incríveis.

Coizanossa: 28 de maio. Destaques: Cachoeiras do Piauí. Rota das Emoções. Expedição Tatu Bola, o cânion do rio Poty.

Reportagem da SEMANA: A Expedição tatu-bola e as gravuras rupestres do Cânion do rio Poty.

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Na Serra da Capivara, entre os municípios de São Raimundo Nonato e Coronel José Dias, no sul do Piauí, Meio-Norte do Brasil, estão pintadas sobre as rochas aquela que se pode afirmar ser a maior coleção do Mundo em Arte Rupestre reunida em um só lugar. É um Louvre da Arte Rupestre, uma galeria de tintas e desenhos pintados há mais de 10 mil anos.

É tamanho o valor dessa coleção de arte humana na Serra da Capivara que a UNESCO, um órgão da ONU, a Organização das Nações Unidas, declarou aquela área Patrimônio Cultural da Humanidade. Pois bem, isso ainda não é tudo.

Gravura rupestre do Cânion do Poty (Crédito: Divulgação)
Gravura rupestre do Cânion do Poty (Crédito: Divulgação)

Entre os municípios de Castelo e Buriti dos Montes, no coração do Cânion do rio Poty, outro tesouro da humanidade está desafiando a imaginação e surpreendendo cientistas arqueólogos. É a vasta e ainda desconhecida galeria de Gravuras Rupestres, desenhos esculpidos nas rochas. A palavra que traduz esse patrimônio é só uma: INCRÍVEL.     

O nome do rio Poty

Poty, em tupi-guarani, é a tradução da palavra camarão. Na geografia, é um afluente da margem direita do rio Parnaíba, o maior rio original do Nordeste. Rio Federal, nasce no Ceará e desemboca em Teresina, no Piauí, depois de percorrer cerca de 550 Km. O rio Poty um dia já foi chamado de Itaim-Açu, mas, já a partir do ano de 1760, em uma carta do historiador Gallucio, já constava a atual denominação.

Rio Poty, 550 km de leito (Crédito: Juscelino Reis)
Rio Poty, 550 km de leito (Crédito: Juscelino Reis)

Nascente do rio Poty

Sua principal nascente brota da Serra da Ibiapaba, localidade Jatobá, no Olho-d’água da Gameleira. A comunidade de Santa Maria, no município cearense de Quiterianópolis, é o povoamento mais próximo.  

Geologia do rio Poty

No território geológico da bacia do cânion do Rio Poty predominam Rochas do Complexo Cristalino, um mega cinturão formado no final do Pré-Cambriano, a mais antiga e longa das Eras ou Éons Geológicos.  O Poty faz parte da região Hidrográfica do Poty-Longá, a única entre as 11 do Estado do Ceará que drena suas águas para outro Estado da Federação, neste caso, o Piauí. Sua área total é de 76.537 km², o que corresponde a 23% da bacia do rio Parnaíba, essa com 330.000 km². Quase dois terços da população do Estado do Piauí vivem na Bacia do Poty.

Cachoeira da Lembrada (Crédito: Divulgação)
Cachoeira da Lembrada (Crédito: Divulgação)

Flora do Cânion do rio Poty

A vegetação que predomina é a da caatinga arbórea, ocorrendo uma mancha de caatinga arbustiva.  O carrasco, as matas úmidas e as matas secas também se espalham pela região do Cânion, formando uma rica composição de biodiversidade.

Cânion do rio Poty (Crédito: Divulgação)
Cânion do rio Poty (Crédito: Divulgação)

Uma fenda na Terra: o Cânion do Poty

O Cânion do Rio Poty é o caminho de águas correntes por uma fenda rochosa, entre o Piauí e Ceará, aberta em decorrência da colisão de blocos continentais há pelo menos 570 milhões de anos. Se estende por quatro municípios: Crateús, no Ceará, Buriti dos Montes, Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí, no Piauí. Pelo caminho, atravessa paredões rochosos acima de 45 metros, alcançando até os 50 metros de altura. As águas correm aprofundando o curso e se contorcendo em desvios que completam 360 graus. O Cânion do Poty representa cerca de 20% do curso total do rio. 

Cânion do Poti: patrimônio Cultural e Ambiental

O povo antigo deixou registros em suas trilhas e migrações no passado. O Cânion do Poty foi, em um tempo distante, caminho natural de idas e vindas entre Serras e Sertões. Um diário dessas andanças, descobertas e perplexidades, ficou impresso e talhado sobre pedras. A dimensão do patrimônio arqueológico e artístico do Cânion do Poty é uma grandiosidade. Mas essa sua medida ainda está sem medida.  E desconhecida.   

Sítios arqueológicos no Cânion do rio Poty

O Núcleo de Antropologia Pré-Histórica da Universidade Federal do Piauí (NAP-Ufpi) constatou que existem mais de 500 sítios arqueológicos na região de Castelo do Piauí, Juazeiro e Buriti dos Montes. Neles estão tesouros Arqueológicos em pinturas e gravuras rupestres ainda não estudados ou sequer datados, quer dizer, avaliados quanto à sua idade. A perda ou abandono deste patrimônio Histórico e Arqueológico é grandiosa.

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Gravuras RUPESTRES: uma BIBLIOTECA de Alexandria no Cânion do Poty

Gravuras Rupestres predominam no cenário rochoso do Cânion do Rio Poti. Diferente da Serra da Capivara, Sudeste do Estado, onde as pinturas rupestres é que são incontáveis. Gravuras rupestres são entalhes na rocha. Pedra dura ainda mais dura talhando imagens e grafias sobre a natureza pedra. Gravuras não são tatuagens: elas vão mais fundo, sulcam, riscam, traçam, afundam, picotam em baixo relevo adentro.

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Mensagens talhadas na ROCHA

Gravuras rupestres são talhadas e picotadas em baixo relevo na própria rocha, geralmente sem uso de pigmentos. Pinturas rupestres são aplicações de tinturas minerais e orgânicas sobre a rocha.  Com tantas ocorrências e variedades, o Piauí possui um dos maiores acervos de arte rupestre do Brasil, um patrimônio de referência global para a humanidade. 

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O Código enigmático do Cânion do Poty: memórias ENTALHADAS, perguntas para NOVAS respostas.

Um povo deixou no passado um recado ao presente. Sem alfabeto nem papel, talhou suas memórias em pedras antigas, forjadas no tempo em que a Terra ardia em brasas. Será esse um código secreto de múltiplas leituras? Só o que temos são respostas inseguras. Como um batalhão de esfinges, as pedras nos trazem à tona um tempo luminoso e obscuro.   No leito das águas, guardam lembranças perdidas no tempo. Buscamos um encontro do antigo com o momento presente: precisamos abrir novos portais da mente. E não se deixar perder novamente esse tesouro.




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