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Roteiro: 5 dias inesquecíveis pelo norte de Minas Gerais

Roteiro: 5 dias inesquecíveis pelo norte de Minas Gerais
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Dia 1: Lagoa Santa

Para começar o roteiro, eis uma cidade que cai como uma luva para a aclimatação. Primeiro, porque fica ao lado do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) – portanto, a uma distância perfeita para quem pretende alugar um carro por lá. Depois, porque tem uma atração ótima, o Parque Estadual do Sumidouro, capitaneado pela Gruta da Lapinha, a primeira dentre tantas que você cruzará pelo caminho.

 A Gruta da Lapinha, em Lagoa Santa, tem tour guiado por 12 galerias

A Gruta da Lapinha, em Lagoa Santa, tem tour guiado por 12 galerias (Marcos Amend/Pulsar/Reprodução)

Pertencente ao time das grutas bem turistonas, a parte visitada da Lapinha é toda iluminada por LED – passa-se por 12 galerias cheias de espeleotemas, em tours guiados. No local, existem dois museus, embora um deles não pertença ao parque estadual. O Museu Lund exibe 80 fósseis descobertos na região pelo dinamarquês Peter Lund.

Já o Museu Arqueológico de Lagoa Santa tem como trunfo a reconstituição da face de Luzia, que seria o fóssil humano mais antigo das Américas, com cerca de 13 mil anos. Versão pocket da Lagoa da Pampulha, a Lagoa Central fica, como o nome sugere, próxima ao Centro. Durante o dia, dá para avistar capivaras em toda a sua extensão. À noite, vira point local com a música ao vivo dos bares e restaurantes.

Dias 2 e 3: Serra do Cipó

Encha o tanque do carro até o talo. Postos de gasolina inexistem na próxima parada, a Serra do Cipó. Rios de águas cristalinas, cachoeiras, cânions e montanhas rochosas fazem a paisagem da região uma das preferidas dos belo-horizontinos para passar os fins de semana. A Serra do Cipó faz parte da Serra do Espinhaço, que atravessa um bom pedaço de Minas Gerais e Bahia e termina na região da Chapada Diamantina. Com dois dias, dá para conhecer o básico, sem correria.

A atração principal é o Parque Nacional da Serra do Cipó, que dá nome ao vilarejo. Reserve o primeiro dia para conhecer a parte baixa do parque, coladinha à cidade. A trilha da Cachoeira da Farofa tem 8 quilômetros, é quase plana e pode ser feita a pé ou a cavalo. É um programa bem família. Na metade do percurso, há uma bifurcação que leva até o Cânion das Bandeirinhas, este para caminhantes mais preparados – mas o banho no rio é garantia em ambas as trilhas.

 A cachoeira Véu de Noiva, na Serra do Cipó, tem acesso fácil – e é esta lindeza

A cachoeira Véu de Noiva, na Serra do Cipó, tem acesso fácil – e é esta lindeza (Fabrício Ferreira Silva/Wikimedia Commons)

Quem gosta de longas caminhadas pode deixar o segundo dia para conhecer a parte de cima do parque, o Vale do Travessão, que divide as bacias dos rios Doce e São Francisco. A trilha de 18 quilômetros deve ser feita com guia. Com quase zero de sombra, a ida é por um declive ameno. A caminhada de três horas passa por pinturas rupestres e leva a um desfiladeiro com uma vista de cair o queixo. Para um programa mais leve, as cachoeiras Grande e Véu da Noiva são próximas do centrinho e têm acesso fácil. No fim de tarde, vale ainda dirigir por 2 quilômetros na MG-010 até encontrar um bonito mirante.

Dia 4: Conceição do Mato Dentro


Prepare-se para um grande e cênico trecho rodoviário – e torça pelo sol: 62 quilômetros serpenteando montanhas com grandes visuais. Depois de quatro dias na região sem avistar nenhuma igreja barroca, nem parecia Minas Gerais. Chegou o dia, o centrinho de Conceição do Mato Dentro tem alguns exemplares, como a grande Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e a singela Igreja do Rosário. Agora, se você quiser postergar a visita e deixar para ver igrejas nos próximos destinos, drama zero.

A principal atração da cidade é a Cachoeira do Tabuleiro que, com seus 273 metros de queda-d’água, é nada menos que a terceira mais alta do país. Chegar lá exige perseverança. Primeiro, é preciso encarar 18 quilômetros de estrada de terra até o distrito de Itacolomi. Depois, a partir da portaria do Parque Estadual do Tabuleiro, caminha-se uns 20 minutos em uma trilha tranquila rumo ao mirante de onde se avista a queda, ao longe. Até aí, moleza. Mas, para ver a queda do alto, é preciso subir mais três horas em um trecho que é difícil mais pela distância que pelo terreno acidentado.

Dia 5: Serro

Todos os símbolos mineiros estarão bem representados nesse dia: o casario colonial do século 18 com as igrejas barrocas, a geografia acidentada do vilarejo, o povo pra lá de simpático e um dos mais famosos queijos do estado, o queijo do Serro, Patrimônio Cultural Imaterial – que pode ser comprado na Cooperativa dos Produtores Rurais do Serro.

 Nem pense em sair da cidade sem um queijo do Serro…

Nem pense em sair da cidade sem um queijo do Serro… (Renato Weil/Dedoc Abril)

Apesar do sobe e desce, vale a pena abandonar o carro e explorar o centrinho munido de um sapato confortável. As atrações ficam relativamente próximas. A Igreja de Santa Rita é a que tem o acesso mais chatinho, por meio de uma escadaria com 58 degraus. Mais do que visitar o seu interior, vale admirar a vista da cidade inteirinha e do Pico do Itambé, a maior montanha da Serra do Espinhaço.

Aliás, se você for adepto de longas caminhadas, pode colocar um dia a mais em seu roteiro para alcançar o cume – mas só acompanhado de um guia.


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