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Roteiro completo pelo melhor da África do Sul

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Você percebe que está desconectado da rotina quando a sua grande meta a curto prazo é ver um mabeco. Naquela tarde chuvosa de fevereiro, Barney havia recebido uma informação quente por rádio: uma alcateia desses cães-selvagens-africanos andava circulando pelas terras da Reserva &Beyond Ngala, adjacente ao Kruger National Park.

Ciente de que hoje é muito raro avistá-los (a espécie está seriamente ameaçada de extinção), o guia pediu o aval do nosso grupo e enfiou o pé no acelerador da Land Cruiser. Sob chuva torrencial, o rali pela savana durou uns 20 minutos até que, finalmente, fomos cercados por mais de 15 predadores em plena ação, dando um chega pra lá em uma hiena sorrateira.

Com muita habilidade, o ranger conseguiu nos posicionar de tal forma que foi possível sentir o cheiro e o hálito dos animais, ouvir suas respirações ofegantes e captar a tensão no ar – uma experiência insólita para quem cresceu tendo o Parque do Ibirapuera como expoente de fauna e flora.


Girafa no Kruger National Park, África do Sul

Bichos soltos, turistas nos carros, no Kruger National Park (Susanna Blavarg/Getty Images)

Não é preciso ser um grande aventureiro para viver cenas assim na África do Sul. Com 19 parques nacionais (a começar pelo Kruger National Park, com 2 milhões de hectares), além de incontáveis reservas privadas, o país é o lugar mais acessível do continente para fazer safári, tanto do ponto de vista logístico como do econômico.

Mas não se trata apenas de observar a vida selvagem sem filtro. A Cidade do Cabo, com sua beleza sobrenatural, e a vibrante Johannesburgo formam o par de metrópoles mais interessante da África e, sozinhas, já justificariam a viagem.

Elefantes soltos em &Beyond Ngala Safari Lodge, África do Sul


 Os elefantes soltos em visita ao &Beyond Ngala Safari Lodge

Os elefantes soltos em visita ao &Beyond Ngala Safari Lodge (Divulgação/Divulgação)

Banhado pelo Atlântico e o Índico, o país tem 3 mil quilômetros de costa e 40 praias certificadas pelo Programa Bandeira Azul, sinônimo de infraestrutura de primeira e boas práticas ambientais. De quebra, você pode flanar por vales forrados de vinhedos, diante de paisagens que já bastariam para deixar o sujeito bêbado. Tudo isso a oito horas e meia de voo direto de São Paulo, mesma duração de um pulo a Miami.

Começando por Johannesburgo, ou simplesmente Jozi

É a amostra da complexidade cultural do país. Em bairros charmosos, bares incríveis e uma vida cultural turbinada. No Soweto, a história da luta contra o Apartheid

Com cerca 7 milhões de habitantes em sua área metropolitana, a porta de entrada da África do Sul desenvolveu-se em torno da mineração e, distante dos atributos naturais da Cidade do Cabo, se defende com bairros charmosos, hotéis e restaurantes de primeira linha.


Banda de jazz no Soweto, Johanesburgo, África do Sul


 Uma jazz band fazendo bonito em um dos muitos lugares com música ao vivo no Soweto

Uma jazz band fazendo bonito em um dos muitos lugares com música ao vivo no Soweto (Per-Anders Pettersson/Getty Images)

Johannesburgo dá uma boa medida da riqueza e da complexidade cultural do país, que, para começo de conversa, tem 11 idiomas oficiais (entre eles inglês e africâner, as línguas comuns mais faladas) e dez prêmios Nobel, incluindo dois de Literatura: J.M. Coetzee e Nadine Gordimer, ótimas leituras pra embalar a viagem.

Nos últimos dez anos, Jozi (ou Josie) fez um belo progresso em termos de segurança e infraestrutura, está mais amigável aos turistas e moradores – por essas e outras, merece pelo menos 48 horas da sua atenção.

Johanesburgo de noite, África do Sul


 O skyline noturno de Johannesburgo

O skyline noturno de Johannesburgo (1bank125/iStock)

Ficou mais fácil deslocar-se com o trem urbano Gautrain, herança da Copa do Mundo de 2010, complementado recentemente com os corredores de ônibus Rea Vaya.

Seu arsenal cultural também foi reforçado pela inauguração, em 2012, do Wits Art Museum, de arte africana. A cena turbinada transborda pelas galerias e pelas paredes cobertas de street art de bairros como Maboneng, Rosebank e Braamfontein.

Para badalar, o melhor momento para estar na cidade é na primeira quinta-feira do mês, quando bares e centros culturais ficam abertos até tarde no evento First Thursdays, que acontece simultaneamente na Cidade do Cabo.

Street art em Maboneng, bairro de Johanesburgo, África do Sul Street art em Maboneng, bairro de Johannesburgo

Street art em Maboneng, bairro de Johannesburgo (Michele Dormer/Getty Images)


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