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Painel Agro

Matopiba produz 190 mil toneladas de sementes e impulsiona recorde na safra de grãos

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As chuvas este ano chegaram um pouco mais cedo no Nordeste. Tudo graças ao fenômeno climático La Niña, que antecipou o período chuvoso para o final de outubro. E com a melhora no clima, os produtores não perderam tempo e já estão promovendo o plantio do que pode vir a ser uma safra histórica. 

Só na região do Matopiba, que compreende terras nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão é de uma colheita aproximada das 26 milhões de toneladas de grãos, quase 10% do total da safra brasileira estimada para 2021. 

E quem tem garantido essa previsão é a Associação dos Produtores de Sementes dos Estados do Matopiba (APROSEM), entidade que tem sede no município baiano de Luiz Eduardo Magalhães e reúne os produtores de sementes desses Estados, desenvolvendo trabalhos de promoção e fortalecimento do setor. 

Para a safra do próximo ano, eles produziram cerca de 190 mil toneladas de sementes, ou seja,  quase cinco milhões de sacas, cada uma com 40kg, a maioria de soja e todas com semente de alta qualidade. 

“Diante do momento propício, as máquinas e insumos estão a postos para não perder tempo. As janelas de semeaduras têm ficado cada vez mais curtas, o que exige planejamento na aquisição dos insumos e revisões antecipadas dos equipamentos. Na região do Matopiba, pelo nível de profissionalização dos sojicultores, a grande maioria já concluiu as etapas citadas, estando aptos a colocarem as sementes no solo”, destacou Ivanir Maia, diretor executivo da APROSEM.

Ele destaca, ainda, que todas as condições atuais estão favoráveis para um novo recorde na safra brasileira, bem como na região do Matopiba, que é uma das últimas fronteiras agrícolas do país. 

Para isso, o direto da APROSEM ressalta a importância das semente legalizadas e boa qualidade. 

Segundo ele, a semente é um dos insumos de base de qualquer cultura. Na soja, por exemplo o custo da semente representou 8% do custo total da cultura na safra nacional, em média. “O alto valor agregado carrega a responsabilidade da produtividade da lavoura e, nos últimos anos, com avanço em pesquisas e genética também vem com alta tecnologia embutida. Entre os exemplos, resistência a herbicidas, controle de pragas e doenças e maior potencial de resistir a estresses hídricos. Isso custa caro para as empresas que tratam e beneficiam sementes com o cuidado de manter as características produtivas que vieram do campo e muita biotecnologia envolvida”, observa. 

Uso de sementes de alta qualidade

De acordo com os estudos, uma nova variedade não sai em menos de 15 anos e pode ter a tecnologia vencida em cinco pelas mudanças nas pragas, por exemplo. Neste processo, 6,2 mil genes são estudados e o custo total da operação é de aproximadamente US$ 136 milhões, desde a descoberta do gene até a autorização para uso comercial. 

Cerca de 26% desse investimento corresponde às questões regulatórias para aprovação do produto. E para se ter tranquilidade durante o ciclo da cultura e, em especial ter boas possibilidades, nada melhor do que oferecer sementes de qualidade. 

Everton Moreti, gerente da filial piauiense do Grupo Progresso, empresa sul-mato-grossense que produz insumos há mais de 40 anos, revela que o crescimento da produção de grãos na região do Matopiba alavancou o mercado de sementes e vem proporcionando ótimas perspectivas para os próximos anos. 

E toda a produção é de sementes de qualidade e que honra o prometido ao produtor. “O crescimento no mercado é gigantesco. Para você ter ideia, esse ano nossa produção foi de pouco mais de 520 mil sacas de sementes e já para essa nova safra de 2021, estamos prevendo o dobro na produção , ou seja, mais de um milhão de sacas”, disse Moreti, que comanda a empresa piauiense, sediada no município de Uruçuí, no extremo Sul piauiense, desde 2012. 

A empresa também é parceria da APROSEM, de quem o diretor fala que tem uma ótima afinidade. “Nossa relação é muito importante, tendo em vista que a associação briga pelas empresas de sementes da região junto aos órgãos governamentais e tem sido bastante atuante”, enfatiza. 

Entretanto, diante de um mercado tão promissor, tendo como chave do sucesso a semente, muita gente aproveita para comercializar sementes piratas. O mercado é atraente e se vale de menor custo para ganhar clientes. Porém, no final, é aquele ditado popular: O barato que sai caro. 

A explicação é simples, pois a semente ilegal não oferece nenhuma segurança para quem compra por não ter nenhum comprovante de qualidade de uma órgão oficial. “A semente que produzimos tem um selo de segurança, porque é todo monitorado pelo Ministério da Agricultura e órgãos competentes. E todo produto vegetal é vendido como semente, mas que não tenha passado por um sistema formal de produção, seguindo as normas e padrões estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, pode ser considerado pirata”, esclarece Ivanir. 

A semente legal, por sua vez, passa por todas as etapas de controle de qualidade e rastreabilidade aprovadas pelo Ministério da Agricultura. Ela atende os padrões de qualidade e identidade definidos pela legislação brasileira e sempre são produzidas por empresas que observam, entre outros, o que dispõe o Sistema Nacional de Sementes e Mudas e demais normas vigentes nas áreas de sanidade vegetal e propriedade intelectual. 

Produção de soja

A semente de soja é a mais produzida no país, com volume calculado em quase 14 milhões de toneladas nas duas últimas safras, seguida pelas sementes de milho, trigo, forrageira tropical, aveia preta, arroz, feijão e algodão, entre outras. 

Na terça-feira (10), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o 2º Levantamento da safra de grãos 2020/21. Nele, o Brasil deverá alcançar a produção de 268,9 milhões de toneladas de alimentos, que representa 11,9 milhões de toneladas ou 4,6% a mais do que a colheita feira esse ano.

Com este resultado, o Brasil caminha para um novo recorde. A nova estimativa considera a recuperação da produtividade das culturas da soja e milho na primeira safra. Ou-tro fator que contribui para o recorde é o aumento na área plantada. Este ano, a previsão é de que sejam cultivados 67,1 milhões de hectares, 1,8% a mais que na safra passada. Isso faz com que a área plantada também seja recorde. 

A produção de soja deve alcançar 135 milhões de toneladas, confirmando o país como o maior produtor mundial da oleaginosa. A área de cultivo está estimada em 38,2 milhões de hectares. 

Mesmo com as dificuldades causadas pela pandemia da Covid-19, as exportações da pluma de algodão caminham para ser recordes. Até outubro deste ano, o total exportado foi de 1,4 milhão de toneladas, 31% a mais do que o acumulado do mesmo período de 2019. Em relação ao milho, para o ano safra atual, foi mantida a previsão de exportações em 34,5 milhões de toneladas. Ainda em outubro, os embarques foram de 5,1 milhões de toneladas, redução de 14,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Para a soja, a expectativa de venda para o mercado externo está em torno de 82,7 milhões de toneladas este ano, sendo que já foram exportados no período de janeiro a outubro, 81,4 milhões de toneladas. Para o próximo ano, são esperadas cerca de 85 milhões de toneladas.


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