Canal Saúde

Especialistas dos EUA aprovam pílula preventiva contra Aids

Sexta-Feira, 11 de Maio de 2012 as 20h:40
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Um painel de especialistas norte-americanos apoiou, pela primeira, vez, uma droga para prevenir a infecção pelo HIV em pessoas saudáveis. Os profissionais recomendaram a Truvada para pessoas consideradas em alto risco de contrair o vírus da Aids.

A Food and Drug Administration EUA (FDA) não é obrigada a seguir o conselho do painel, no entanto, geralmente o órgão costuma fazer isso. Alguns especialistas de saúde e grupos ativos na comunidade do HIV se opuseram à aprovação da droga.

No entanto, correspondentes disseram que a iniciativa pode ser um novo marco na luta contra o HIV/Aids. A pílula Truvada já está aprovada pela FDA para pessoas que são HIV-positivo.

Estudos feitos em 2010 mostraram que o medicamento Truvada reduziu o risco de HIV em homens homossexuais saudáveis ​​- e entre os HIV-negativos parceiros heterossexuais de pessoas que são HIV-positivo - de entre 44% e 73%.

O Antiviral Drugs Advisory Committee, que aconselha o FDA, votou 19-3 a favor de prescrever a droga para o grupo de maior risco - homens não-infectados que têm relações sexuais com múltiplos parceiros masculinos.

Eles também aprovaram, por maioria de votos, o uso para pessoas não infectadas com parceiros HIV-positivos e outros grupos considerados em risco de contrair o HIV através da atividade sexual.

As pílulas são usadas como um tratamento para pessoas infectadas com o HIV nos EUA desde 2004. A oposição à aprovação da droga baseia-se em preocupações de que os usuários poderiam ganhar uma falsa sensação de segurança e os temores de uma cepa resistente à drogas de HIV.

Há também a preocupação de que o alto custo do Truvada poderia desviar o financiamento limitado a partir de mais opções rentáveis. Uma decisão do FDA é esperada até 15 de junho.

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Entenda a doença Machado-Joseph, de Guilherme Karan

Quinta-Feira, 19 de Abril de 2012 as 09h:20
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O ator Guilherme Karan, afastado da profissão desde 2005, agora está em cadeira de rodas e vive isolado em casa. Ele sofre da doença Machado-Joseph. Ela é hereditária e, quando ocorre, necessariamente, um dos genitores da pessoa também tem o problema. Segundo a chefe da área de genética do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e pesquisadora da doença há 15 anos, Laura Bannach Jardim, não existe predileção por sexo e a doença surge, geralmente, na vida adulta. "No sul do Brasil, 50% dos pacientes manifestaram Machado-Joseph por volta dos 34 anos", disse ela. A doença é degenerativa e ainda não existe tratamento para interromper a progressão da doença.

Os sintomas no início da doença são sutis, de acordo com Laura. O quadro inicial é a falta de coordenação dos movimentos, dificuldade em caminhar e desequilíbrio do eixo corporal. Segundo Leandro Teles, médico neurologista do hospital Oswaldo Cruz, manifestações oculares e sensação de insegurança ao descer escadas, também estão entre as características da doença. "A pessoa se sente como se tivesse bebido algo alcoólico e perde a segurança para fazer qualquer atividade que exija uma coordenação, desde as mais simples até as mais exigentes."

A deglutição, por exemplo, é uma das dificuldades que o paciente de Machado-Joseph enfrenta. "É mais fácil de engasgar", disse Laura. A fala fica enrolada e sem coordenação e os olhos podem perder a capacidade de ação conjugada. "Se cada olho se movimenta de uma forma, a pessoa adquire visão dupla", explicou a neurologista. Em alguns casos, o doente pode apresentar movimentos involuntários, falta de sensibilidade no corpo e rigidez parkinsoniana. "Perdem os movimentos espontâneos do rosto e se tornam mais lentos e tremem", detalhou Teles.

A progressão da Machado-Joseph leva o paciente para a cadeira de rodas, em 10 ou 15 anos , afirmou Teles. Segundo pesquisa feita por Laura, no Rio Grande do Sul, onde a expectativa de vida é de 78 anos, passa para 65 anos. De acordo com Teles, quando a doença de manifesta em uma pessoa mais jovem, os sintomas são mais agressivos e o prognóstico de vida é de 25 anos.

Diagnóstico

O que mata não é a doença, mas a situação em que o paciente fica, por causa dos sintomas. "Não conseguem sentar, tem dificuldade para engolir e ficam mais propensos a infecções", enumerou Laura. Apesar de ainda não existir tratamento para interromper o curso da doença, os cuidados são fundamentais para melhorar a qualidade de vida do doente. "A pessoa recisa de uma rede multidisciplinar de apoio, com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo e neurologista", disse ela.

A fisioterapia fortalece os músculos e acaba desenvolvendo ainda mais a parte não afetada do cérebro, aumentando as condições físicas do dia a dia. "Além disso, existem algumas medicações que minimizam os sintomas como diminuir a rigidez e o parkisonismo", disse Assim que os sintomas forem detectados, o paciente deve se consultar com um neurologista. "Se ela tiver outras pessoas na família que já sofreram da doença, o diagnóstico está feito. Se não, tem que fazer o teste genético através do DNA", explicou Teles.

"Fui diagnosticada aos 25 anos"

Priscila Fonseca, 35 anos, começou a ter os primeiros sintomas aos 25 anos. O Terra entrevistou a paciente por telefone e a dificuldade na fala foi uma das primeiras percepções. Ela morava em São Paulo, foi obrigada a largar emprego e sua vida na capital para morar no interior, em Taubaté, com os pais. "Meu avô, meu pai e meu tio tiveram. No caso do meu pai a doença ainda está no começo", disse ela.

"Não conseguia andar em linha reta, tinha dificuldade para dar os passos, não conseguia mais correr e dançar", contou a Priscila. Atualmente, ela faz fisioterapia, equoterapia, fonoaudiologia e massagem. "As terapias servem para adiar, parece que não tem nenhum ganho, mas ela retarda os sintomas. Sem a fisioterapia, a doença avança muito mais rápido", explicou. Além disso, Priscila participa de reuniões da Associação Brasileira de Ataxias Hereditárias e Adquiridas.

Novos estudos

Laura e a equipe de genética do Hospital de Clínicas de Porto Alegre estão fazendo um estudo com voluntários para testar o Lítio, como um neuroprotetor. Ela estuda há 15 anos a doença e o experimento é o primeiro com um grupo de pacientes. "Teremos uma resposta no ano que vem. O objetivo é impedir o dano neurológico", disse ela.

De acordo com a chefe da área de genérica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, outros países também pesquisam medicamentos para tratamento da Machado-Joseph.

Machado-Joseph

O nome da doença foi colocado em homenagem às duas primeiras famílias que manifestaram os sintomas nos Estados Unidos. Segundo Laura, existe uma cultura de que a doença surgiu nos Açores, já que as família Machado e Joseph eram de origem açoriana. No arquipélago, a incidência da doença é bastante alta, segundo a médica. "Porém, existem registros de que a doença surgiu na Ásia há 7 mil anos e depois se espalhou para Europa e outras regiões", acrescentou.

No Brasil, a doença chegou com a colonização portuguesa e imigração dos açorianos no País. Atualmente, existem 38 tipos de ataxias espinocerebelares - doenças que afetam as funções motoras - no mundo. A mais comum é a Machado-Joseph, segundo Laura. "Nos EUA, ela deve corresponder a 30% dos casos de ataxia, no Rio Grande do Sul a 80% dos casos, e em São Paulo entre 40% e 50%, já que cada região teve uma contribuição étnica diferente", afirmou a especialista.

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Estudo indica que a felicidade aumenta depois dos 45 anos

Quinta-Feira, 15 de Março de 2012 as 12h:39
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A imagem do "velho carrancudo" pode não corresponder à realidade como muita gente pensa. Um estudo da Universidade de Warwick indica que, apesar de a qualidade física inevitavelmente decair conforme os anos passam, a satisfação mental aumenta a partir dos 45 anos. Os dados são do site Daily Mail.

Foram analisados os estilos de vida de mais de 10 mil pessoas nos EUA e no Reino Unido, colocando em questão fatores como percepção geral da saúde, dores, sociabilidade e saúde mental. Foi observada uma curva em "U", na qual a felicidade atinge seu mínimo aos 45 anos, para depois apenas crescer.

Para Saverio Stranges, pesquisador que comandou o estudo, a felicidade pode aumentar a partir dessa idade porque as pessoas lidam melhor com as dificuldades do que os jovens, não se deixando afetar tanto. Algo como uma habilidade de "suportar". "Pessoas mais velhas lidam melhor com as dificuldades e fatos negativos. Também pode ser por terem menos expectativas, não se pressionarem tanto na vida pessoal e profissional", disse ao site.

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Beijar seu pet pode ser um risco à saúde, diz estudo

Quarta-Feira, 07 de Março de 2012 as 20h:24
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Proprietários devem ficar atentos com demonstrações exacerbadas de carinho com seus animais de estimação. Matéria publicada no jornal Daily Mail alertou que donos de animais de estimação tiveram uma série de infecções ao confortar seus bichinhos doentes.

Entre os casos relatados, uma das donas lambeu um conta-gotas de mel que havia sido usado para alimentar seu pet, enquanto as proprietárias de dois gatos beijaram seus animais alguns dias antes de os animais morrerem. As proprietárias foram hospitalizadas com doenças respiratórias relacionadas às bactérias encontradas na boca dos animais.

O estudo dos casos, publicados na revista Clinical Infectious Diseases (Clínica de Doenças Infecciosas), mostraram o perigo de dar carinho aos animais em seus últimos dias de vida. O risco é mais iminente hoje, quando os donos consideram seus bichinhos como membros da família. ¿Suspeito que isso acontece com mais frequência do que sabemos¿, afirmou o médico Joseph Myers, da Summa Akron City Hospital em Akron, Ohio, Estados Unidos.

Durante os estudos, ficou claro que os problemas dos donos tinham uma conexão com a infecção causada pela bactéria Pasteurella multocida, transmitida junto com mordidas e arranhões e que causam comumente infecções cutâneas. Segundo o médico, 80% dos gatos e 60% dos cães a possuem. As infecções podem também ocorrer quando animais de estimação mostram sua afeição, ao lamber ou beijar.

Com sistemas imunológicos mais fracos, os bebês e os idosos têm mais probabilidade de contrair as infecções e podem ser incapaz de combatê-las. As três mulheres citadas nos estudos eram todas saudáveis antes da infecção. Os sintomas relatados por elas foram febre, calafrios, dor de garganta e dificuldade de deglutição e respiração. Ainda segundo o estudo, as bactérias dos pets afetaram as vias respiratórias das suas donas. O problema foi combatido com antibióticos e as pacientes se recuperaram em poucos dias.

Médicos que questionaram o estilo de vida das mulheres concluíram que os problemas surgiram a partir do seu animal de estimação. O veterinário Anthony J. Smith, que dirige um hospital de animais na Califórnia, garante que isso não o surpreendeu. "Há um aumento geral na proximidade entre as pessoas e seus animais de estimação. Os donos querem para seus bichinhos os mesmos tipos de serviços e cuidados do que qualquer outro membro da família."

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Consumo moderado de café reduz risco de diabetes, diz estudo

Sábado, 25 de Fevereiro de 2012 as 00h:13
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Os pesquisadores acabam de chegar a mais uma conclusão a respeito do cafezinho. De acordo com um novo estudo, o consumo moderado - de quatro a cinco xícaras de café por dia - pode reduzir as chances de se desenvolver diabetes tipo 2. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

A pesquisa sugere que o hábito diminui o risco em até 30%, até mesmo para a versão descafeinada. Os resultados fazem parte de um grande estudo europeu sobre os efeitos da dieta e do estilo de vida sobre a saúde, o European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC). A investigação indica ainda que o consumo de café não está associado ao aumento de doenças cardíacas ou do câncer.

Ao todo, 42.659 pessoas participam do estudo e vêm sendo acompanhadas por aproximadamente nove anos. Ao longo desse período, 1.432 casos de diabetes tipo 2 foram diagnosticados, além de 394 ataque cardíacos, 310 derrames e 1.801 casos de câncer.

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