Acusado de estuprar menina é encontrado morto na cadeia

Acusado de estuprar menina é encontrado morto na cadeia

A informação foi divulgada pela Secretaria de Administração Penitenciária do RJ

O marceneiro, José Marcelino da Silva, 35 anos, acusado de estuprar uma menina de 9 anos, no Morro da Providência, no Centro do Rio, na última semana, foi encontrado morto na madrugada deste sábado, no Presídio Ary Francio, em Água Santa. A informação foi divulgada pela Secretaria de Administração Penitenciária.

Segundo as primeiras informações, José Marcelino tenha se enforcado usando um lençol no banheiro dentro da cela onde ele estava com outros presos que cometeram o mesmo crime. A Delegacia de Homicídios esteve no local.

Na semana passada a Polícia Civil divulgou imagens que mostraram a frieza do marceneiro que foi flagrado jogando o corpo da criança no lixo. Em depoimento na Divisão de Homicídios, ele disse que ofereceu R$ 20 para que Camila fosse até o quarto onde ele morava, a 100 m da casa da menina, na Rua Coronel Audomaro Costa, no Morro da Providência, no Centro.

Às 5h05 de segunda-feira, Jonas chega à Ladeira Madre de Deus, pela Rua Camerino, no Centro, puxando um isopor branco sobre um carrinho de rolimã. A cena foi gravada pela câmera de segurança de uma empresa da rua e dura pouco mais de um minuto. Jonas retira a tampa da caixa e vira o isopor, jogando o corpo da menina, enrolado em um lençol, sobre os sacos de lixo.

Camila desapareceu quando andava de bicicleta, durante festa na rua, no último domingo. Jonas negou que tenha estuprado e disse que Camila fez sexo oral e adormeceu. Ao acordar, assustada, a menina teria gritado e ele a sufocou. Depois, usou faca para feri-la, na altura da clavícula. Exames para verificar se Camila foi estuprada devem ficar prontos em até 30 dias.

?Bebi muito e usei droga. Fiz uma maldade. Não me lembro de muita coisa. Só quero morrer?, disse Jonas, pedindo desculpas à família de Camila. Vai responder por estupro de vulnerável e homicídio duplamente qualificado e pode pegar até 45 anos de prisão.

Entre os fios do cabelo da menina, peritos encontraram um macarrão parafuso cru, como os que foram vistos na casa do acusado.

Fonte: Terra, www.terra.com.br