Bruna Surfistinha diz: blogueira Lola levanta bandeira contra preconceito

Bruna Surfistinha diz: blogueira Lola levanta bandeira contra preconceito

Recém-graduada em letras também é garota de programa e tem um blog.

Raquel Pacheco ficou famosa por causa do apelido (Bruna Surfistinha), da ocupação que tinha quando usava o codinome (garota de programa) e do seu blog (ali, relatava suas experiências com gente que pagava por sexo). É uma história que antecipa à de Gabriela Natália da Silva, 21 anos. Recém-formada em letras pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), ela também é garota de programa, também tem apelido (Lola Benvenutti) e também publica relatos num site próprio.

?O marketing que ela está usando hoje é o mesmo que fiz há nove anos, ou seja, para mim a estratégia dela não é inovadora", afirma Raquel. Em entrevista ao G1 por e-mail, a ex-Bruna Surfistinha comenta que "é cedo para saber se ela é realmente garota de programa" e que não pode dizer se Lola é uma "nova versão da minha criatura". Raquel, aliás, refere-se à "criatura" como se estivesse falando de uma terceira pessoa: "O que sempre diferenciará Bruna Surfistinha das outras será o fato de ela ter sido a pioneira".

Raquel Pacheco tinha 17 anos de idade quando, no final de 2002, deixou a casa dos pais, em São Paulo, e foi trabalhar como garota de programa. Deixou a atividade em 28 de outubro de 2005, data em que completou 21 anos. Pouco depois, publicou a autobiografia "O doce veneno do escorpião", escrita em parceria com Jorge Tarquini. Vendeu 285 mil cópias, informa a editora Panda Books.

Em fevereiro de 2011, estreou "Bruna Surfistinha", filme baseado na obra e com Deborah Secco no papel-título. Dirigido por Marcus Baldini, foi o terceiro que mais arrecado naquele ano entre as produções brasileiras, com R$ 19,9 milhões de renda e público de 2,16 milhões de espectadores. Durante a conversa, Raquel comenta que seus relatos no blog "eram todos verdadeiros", mas que "o filme baseado nele que não foi 100% fiel". Comenta ainda que, se fosse seguir o exemplo de Lola e tatuar frases de autores renomados, Clarice Lispector seria uma opção.

Fonte: G1