Corpos de casal são achados e mortos chegam a oito

Corpos de casal são achados e mortos chegam a oito

Eles foram soterrados enquanto dormiam por volta das 3h na casa onde moravam

Mais dois corpos de pessoas vítimas do temporal que atingiu a Grande São Paulo na madrugada desta quinta-feira (21) foram encontrados pelo Corpo de Bombeiros. Com isso, chega a oito o número de mortes causadas pela chuva nesta quinta.

Um homem de 37 anos e uma mulher de 33 anos foram encontrados por volta das 15h30, 12 horas após o início do resgate.

Eles foram soterrados enquanto dormiam por volta das 3h na casa onde moravam, no Grajaú, Zona Sul de São Paulo.

A filha do casal, de 10 anos, também morreu. Segundo os bombeiros, outras quatro pessoas foram resgatadas com vida do local ? um adulto e três crianças.

Oito mortes

Na capital, além do casal e da criança atingidos por um deslizamento de terra no Grajaú (Zona Sul), um homem que estava na casa que desabou na Pompéia (Zona Oeste) também morreu. No ABC, um homem de 47 anos morreu em Santo André vítima de soterramento. Além dele,desmoronamentos causaram a morte de uma mulher de 33 anos em Mauá e de duas crianças em Ribeirão Pires. Os bombeiros ainda procuram uma mulher soterrada em Ribeirão Pires, mãe das crianças.

Segundo o Corpo de Bombeiros do ABC, as duas crianças soterradas em Ribeirão Pires na manhã desta quinta foram atingidas por um deslizamento de terra que atingiu a casa onde elas estavam na Rua Dona Valentina, no Jardim Santo Bertoldo. Por volta das 11h20, os bombeiros permaneciam no local fazendo buscas pela mãe das crianças, que, segundo parentes, também estava na casa. Em Mauá, a vítima também estava em uma casa destruída pela terra que cedeu.

Bairros atingidos

A Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo, e a Consolação, na região da Paulista, são os bairros que registraram os maiores índices pluviométricos desde o início da chuva, na noite de quarta-feira (20) até as 13h desta quinta-feira (21), de acordo com medição do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), órgão ligado à Prefeitura de São Paulo.

Neste período, a Vila Mariana registrou 112,0 milímetros de precipitação; enquanto que a Consolação, 101,3 mm. Em seguida, vieram os seguintes bairros: Lapa, com 98,0 mm; Ipiranga, 89,9 mm; Pinheiros, 79,7 mm; e Freguesia do Ó, 79,2 mm.

A Zona Oeste da capital foi onde mais choveu: 81,7 mm no período. Em seguida, vem o Centro, com 59,1 mm e a Zona Sul, com 56,9 mm. Devido às fortes chuvas, foi decretada estado de alerta, devido ao transbordamento de córregos, nos bairros do Butantã, Campo Limpo, Ipiranga e Aricanduva, além dos transbordamentos das marginais Pinheiros e Tietê.

De acordo com o CGE, São Paulo registrou desde o início do mês 316,9 mm de chuva, o que representa 33% acima da média prevista para janeiro, que é de 239 mm. Desde a madrugada até as 13h desta quinta-feira, foram 55,5 mm de precipitação na capital, o equivalente a 24% do previsto para o mês todo.

Trânsito

O temporal caiu durante toda a madrugada e alagou avenidas, fechou túneis, bloqueou estradas e provocou o transbordamento dos rios Pinheiros e Tietê, além do Córrego do Ipiranga. Importantes vias de São Paulo ficaram tomadas carros impedidos de circular por conta de enchentes. O congestionamento chegou a 111 km de acordo com a Companhia de Engenharia de Tréfego (CET). O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) registrou 59 pontos de congestionamento por volta das 9h.

Por volta das 15h, a situação estava um pouco mais calma, com 10 km de lentidão e 22 pontos de alagamento.

Kassab culpa "crescimento desordenado"

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse no fim desta manhã que o excesso de áreas impermeáveis gerou os transtornos após a chuva que atingiu a capital na madrugada. "O problema dos alagamentos desta noite foi o crescimento desordenado da cidade, que impermeabilizou o solo."

Ceagesp alagada

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), localizada próximo ao Rio Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, amanheceu alagada. Diversos caminhões ficaram ilhados dentro da área, com água cobrindo as rodas. Os trabalhos estavam paralisados, e as pessoas não conseguiam entrar ou sair. A rua que dá acesso à Ceagesp, ao lado da Marginal Pinheiros, estava completamente alagada, sem possibilidade de passagem de veículos.

Segundo a assessoria de imprensa da Companhia, as operações foram interrompidas às 3h, e 90% das ruas locais foram alagadas. Os prejuízos ainda não foram contabilizados.

Rodízio

A CET não suspendeu o rodízio de veículos na cidade. De acordo com o prefeito Gilberto Kassab, a restrição volta a valer no período da tarde, entre 17h e 20h.

Energia Elétrica

Na Zona Sul, a CET registrava pontos sem fornecimento de energia elétrica nas avenidas Engenheiro Luiz Carlos Berrini e Jornalista Roberto Marinho. Segundo a Eletropaulo, uma subestação no Morumbi que foi alagada pela chuva causava o problema. Às 12h, parte do Brooklin seguia sem energia elétrica.

A Eletropaulo também registrava pontos isolados de falta de energia em outras partes da cidade, mas não tinha um levantamento de quantos consumidores foram afetados.

Aroportos

Os dois principais aeroportos de São Paulo, Congonhas, na Zona Sul, e Cumbica, em Guarulhos, na região metropolitana, estavam abertos e operavam em condições visuais, sem problemas, no início desta tarde.





















Fonte: g1, www.g1.com.br