"Estou transando muito", diz o diretor Jorge Fernando

Jorginho está comemorando 56 anos e exibindo um corpinho mais enxuto e os cabelos mais louros

Comemorando 56 anos e exibindo um corpinho mais enxuto e os cabelos mais louros, o diretor Jorge Fernando está à toda. Mais acostumado a ficar atrás das câmeras, ele volta à TV como protagonista da série Macho Man, que estreia em abril. Jorge será Nelson, um divertido cabeleireiro ex-gay, que, após um acidente, acredita ter virado heterossexual.

Você está mais acostumado a ficar atrás das câmeras, comandando tudo. Como foi receber o convite para Macho Man, desta vez como ator, interpretando um ex-gay?

Recebo como um grande presente de aniversário. Agora serei escravo do Alvarenga (José Alvarenga Jr., diretor da série), vou me entregar às mãos dele. Mandou, eu faço! Estou muito aberto. Serão minhas férias como diretor. Quero mergulhar fundo, dar uma esquecida.



Como é voltar a atuar?

Após passar tantos anos na função de diretor, está sendo uma experiência incrível poder fazer um personagem assim como o Nelson, trabalhar com essas pessoas maravilhosas e ter como parceira a Marisa Orth, que eu já conheço há anos e é minha amiga. E eu tenho exercitado meu lado ator há 12 anos, com Boom - espetáculo no qual encarna vários personagens, canta e atua. Agora, sinto isso como uma reciclagem. Mas, também, nunca atuei de verdade, sempre fiz participações especiais na TV. Comecei na Globo fazendo Ciranda Cirandinha (seriado dirigido por Daniel Filho, em 1978). Novelas, mesmo, só duas. Fiz Pai Herói (1979) e Água Viva (1980). O resto foram participaçõezinhas em novelas e seriados nos quais eu mesmo me escalei!

Como você descreve o Nelson, de Macho Man?

É um cabeleireiro bem resolvido e feliz, que sofre um acidente em uma boate gay. Ao acordar, passa a se interessar por mulheres. Acha que virou hetero, mas não vira um machão. Ele continua gay, mas tem o apetite sexual alterado. O resto é mistério.

Qual o grande barato de ser diretor e de atuar?

Meu grande prazer como diretor é ver a atriz parecer bem, o cara com um papel pequeno crescer. Agora, quando viro o ator, já fico me olhando no espelho, muda a vaidade. O barato de ser ator, e também da vida, é aprender vivendo. Você tem que estar pleno, confiar no trabalho, se conhecer, explorar novas possibilidades. A gente não sabe onde é nosso fim.

Qual o segredo de tanto bom humor?

Eu tenho uma energia muito grande e eu era muito atacado, dava muito piti, mas fiz um trabalho espiritual. Acho que essa coisa de mau humor é tratável. Coisas que antes duravam para mim dois dias, hoje duram três horas, respiro sete vezes e volto.

Você tem alguma religião?

Sou espírita, mas não quero levantar bandeira de nada. Se eu não tivesse essa gratidão, amor a Deus, seria uma pessoa dura. Geralmente, é no banho que eu rezo. Nessa hora eu costumo pedir: "que eu não minta, que eu não acredite nas minhas mentiras".

E você está "tirando onda" com esse corpinho 6 kg mais magro. O que tem feito?

Estou malhando. Estou bem para caramba, transando. Ué, gente, temos que transar. Se você não está bem, não transa. Mas eu emagreço, engordo. Acho que meu problema é a ansiedade. Nunca fui gordo, sempre fui barrigudo. Comia tarde e dormia. Mudei alguns hábitos. Cortei o jantar, estou caminhando pouco mais de uma hora todo dia. Isso melhorou muito minha cabeça. Meu motorista que é o meu personal trainer. Hoje em dia, meu prato preferido é salada verde e frango grelhado. Outrora era feijão, arroz e farofa.

Fonte: Terra, www.terra.com.br