Testemunha diz que Harrison Ford 'salvou vidas' com manobra

Uma testemunha, identificada como Eddie Aguglia, contou à rede NBC que a manobra salvou vidas.


Na última quinta-feira (05) o ator Harrison Ford, 72 anos, ficou ferido e foi hospitalizado ao realizar um pouso de emergência em um campo de golfe com um avião de pequeno porte que pilotava no distrito de Venice, na Califórnia. Uma testemunha, identificada como Eddie Aguglia, contou à rede NBC que a manobra salvou vidas.

"Vendo o local e a forma como o avião caiu, eu tenho certeza que Ford pensou consigo mesmo 'eu não vou arriscar mais vidas, aconteça o que acontecer será só comigo'", disse. No Twitter, Ben Ford, filho do ator, afirmou que o pai está bem. "Ele está bem. É um homem muito forte", escreveu.

De acordo com Aguglia, a manobra de Ford evitou que o avião colidisse em áreas mais habitadas da região. "Ele arriscou a própria vida ao pousar no campo de golfe e não tentar voltar para o aeroporto. Se ele tivesse voado mais 25 ou 30 metros... eu não quero nem pensar nisso. Ele salvou várias vidas", afirma a testemunha, que participava de uma partida de golfe no momento da queda do aeromodelo, causado provavelmente por uma falha mecânica.

Segundo Patrick Jones, investigador da Companhia Nacional de Segurança em Transporte, Ford teve sorte de sobreviver ao acidente. "É muita sorte sempre que o piloto sobrevive. Tenho certeza de que ele ficou muito feliz de ter um campo aberto nas proximidades para pousar", disse em coletiva de imprensa nos Estados Unidos.

Mas além da sorte, a experiência do ator contribuiu para a diminuição dos danos. O ator já havia sofrido outros acidentes ao pilotar aeronaves, mas nunca teve maiores ferimentos. Em 1999, ele precisou fazer um pouso de emergência enquanto pilotava um helicóptero na Califórnia.

"Eu diria que este é foi um pouso absolutamente bem executado, mesmo que forçado ou de emergência. Foi resultado de um piloto incrivelmente bem treinado", disse Christian Fry, da Associação do Aeroporto de Santa Mônica, ao site do jornal britânico The Guardian.

Fonte: Veja