Homem voa durante explosão de botijão de gás

Homem voa durante explosão de botijão de gás

Cinco casas foram interditadas pela Defesa Civil

Vizinhos da casa onde uma explosão de gás deixou dez pessoas feridas na noite desta quinta-feira (20) pensaram que o estrondo ensurdecedor ouvido por volta das 19h50 tinha sido causado por uma bomba. Com risco de desabar, cinco casas na Rua Taquarituba, no Jabaquara, Zona Sul de São Paulo, tiveram de ser interditadas.

Na manhã desta sexta (21), as pessoas lembravam com horror da tragédia. ?Pensei que era uma bomba. As pessoas foram arremessadas pela explosão. Elas saíram voando?, afirmou o motorista Waldemar de Souza, de 47 anos. No chão da rua, manchas de sangue misturadas às poças formadas pela chuva rememoravam o acidente.

Entre as dez vítimas, cinco são crianças. Sete pessoas permaneciam internadas em estado grave no fim desta manhã. Um menino de 11 anos que teve 60% do corpo queimado deu entrada no Hospital das Clínicas em estado gravíssimo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a faísca de um ventilador causou a explosão do botijão. Para o ajudante de obras Everton Oliveira dos Santos, de 37 anos, o dono da casa onde a explosão aconteceu, o ajudante geral Geraldo Antonio Garcia, deve ter esquecido o gás ligado. ?Ele foi para casa e acendeu o fogão para fazer comida. Daí, deve ter dormido e tudo aconteceu.?

Vizinho e amigo de infância de Geraldo, Santos disse que viu o momento em que o botijão explodiu. ?Foi um fogo enorme. A parede da casa e o teto desabaram. Foi muito forte?, contou, apreensivo.

Logo após o estrondo dissipar, os vizinhos se uniram e começaram a ajudar os feridos e a apagar o fogo. ?Somos como uma família aqui?, disse, emocionado, o motorista Waldemar. As vítimas foram levadas em carros de populares para hospitais da região. Os que ficaram na rua usavam mangueiras e baldes cheios de água para conter o fogo. ?Se esperássemos os bombeiros, o fogo poderia atingir as nossas casas?, justificou o também ajudante geral Luiz Carlos da Silva, de 40 anos.

Família

Abalado com o que aconteceu com seu irmão Geraldo, o vigia Carlos Alberto Garcia foi até a casa onde mora o irmão, mas foi impedido de entrar. ?Preciso aguardar a perícia liberar para pegar documentos?, disse.

Na noite de quinta, ele visitou o irmão no hospital. ?Ele está sedado, com muitas queimaduras?, comentou. Para o vigia, o que aconteceu foi uma fatalidade. ?Nunca tinha acontecido vazamento de gás aqui.?

Fonte: g1, www.g1.com.br