Inseminada com embrião errado vai ter que devolver bebê a pais

Ela e o marido, Sean, se viram diante da decisão de interromper a gestação

Uma americana de 40 anos, grávida de nove meses, terá de entregar o filho aos verdadeiros pais biológicos, após saber que foi inseminada com os embriões errados.

Carolyn Savage, da cidade de Sylvania, em Ohio, havia recorrido à inseminação artificial para ter seu quarto filho, mas logo após receber a notícia da gravidez foi informada de que a clínica havia cometido um engano e que o embrião não era o seu.

Ela e o marido, Sean, se viram diante da decisão de interromper a gestação ainda no início ou entregar o bebê aos pais biológicos após o parto.

"Foi a pior notícia que recebemos em toda a nossa vida", disse Sean ao programa Today, do canal NBC.

Parto

O casal esperou até as 14 semanas de gestação para entrar em contato com os pais biológicos da criança, sempre por meio de advogados e anonimamente.

Apenas no meio da gravidez é que os dois casais se encontraram pessoalmente, e vêm mantendo uma relação descrita pelos Savage como "cordial".

Segundo Carolyn, o outro casal agradeceu por sua decisão de não fazer um aborto.

"Tem sido difícil, mas tínhamos que colocar as necessidades da criança em primeiro lugar", afirmou ela.

"Acho que o mais duro será o parto", disse. "É claro que vamos pensar nesta criança pelo resto da vida. Mas eles são os pais dela e só vamos querer saber se ela é feliz e tem saúde."

Plnos

Carolyn e Sean Savage já têm outros três filhos, mas apenas o primeiro nasceu de uma gravidez saudável. O segundo filho foi prematuro e a terceira acabou sendo concebida dez anos depois, por meio de uma inseminação artificial.

Foi nesta ocasião que o casal decidiu congelar vários embriões, que ainda estão guardados.

Os Savage planejam tentar ter outro filho com estes embriões, por meio de uma "barriga de aluguel".

"Sentimos que temos que dar a cada embrião desses uma chance de viver", disse Carolyn.

Os advogados do casal estão tentando fazer com que a clínica reconheça a responsabilidade pelo erro, mas não há detalhes sobre um possível processo judicial.

Fonte: g1, www.g1.com.br