Ministério da Justiça adverte após exposição "constrangedora ou degradante" de Maisa

O SBT foi advertido pelo Ministério da Justiça por expor Maisa

O SBT foi advertido pelo Ministério da Justiça por expor Maisa Sila a situações "constrangedoras ou degradantes" durante o Programa Silvio Santos. Segundo o comunicado oficial do órgão, trata-se de uma medida preventiva que pode levar à reclassificação do programa para 12 anos, caso se repita. Nesse caso, o programa - que vai ao ar a partir das 14h - teria que ser exibido depois das 20h.

"A equipe de monitoramento da Secretaria Nacional da Justiça, nos domingos de maio (dias 3, 10 e 17), identificou que o quadro Pergunte para Maisa apresentou situações que podem caracterizar inadequações, de acordo com o Manual da Classificação Indicativa. Nas referidas situações, a menina Maisa, de 6 anos, é exposta a situações "constrangedoras ou degradantes" que seriam agravadas pelo fato de se tratar de uma criança", diz o comunicado.

Naqueles dias, Maisa, além de ter chorado ao ser provocada por Silvio Santos, ficou dentro de uma mala fechada no domingo, 3. Os fatos só não são suficientes para provocar a reclassificação por conta da longa duração do programa, que é avaliado em todo seu conteúdo. "As inadequações encontradas estão diluídas ao longo de quatro horas e meia de exibição", explica a assessoria do Ministério da Justiça. Outros órgãos públicos como o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Ministério Público do Trabalho estão investigando as brincadeiras feitas com a menina e podem suspender a licença para que ela trabalhe na TV.

Amanhã, Maisa deve voltar aos estudios do SBT para gravar o primeiro programa após a polêmica. "Já gravei comerciais com crianças e nunca é tão divertido para elas quanto parece. Os berros da Maisa não podem ser aceitos como diversão", diz Rafinha Bastos, do CQC. Diretora do programa Sábado Animado, apresentado por Maisa, Silvia Abravanel, filha de Silvio, avita polêmica com o pai. "Não a dirijo no programa de domingo."

Fonte: Terra, www.terra.com.br