Cantora Vanusa erra letra de novo: ""Mudei remédio""

Cantora Vanusa erra letra de novo: ""Mudei remédio""

Desta vez, Vanusa se apresentava em uma comemoração do Dia dos Pais no Parque do Idoso

A cantora Vanusa, estrela da Jovem Guarda, voltou a ser sucesso na internet nesta quinta-feira (12), se atrapalhando mais uma vez durante uma apresentação. Em um evento de comemoração do Dia dos Pais no Parque do Idoso, em Manaus, no dia 6 de agosto, Vanusa esqueceu a letra de Sonhos de um palhaço, composta por Antônio Marcos, um clássico de seu repertório. Um vídeo da gafe foi parar no YouTube e Vanusa logo alcançou o topo dos tópicos mais comentados no Twitter.

Em agosto de 2009, Vanusa já havia virado hit online com sua interpretação do Hino Nacional Brasileiro na Assembleia Legislativa de São Paulo. A cantora afirmou que a confusão havia sido causada por um remédio para labirintite. Em entrevista a ÉPOCA, Vanusa afirmou que a nova gafe tem origem semelhante: uma troca nos medicamentos que toma para labirintite e depressão. A cantora disse que sofre de depressão há pouco mais de um ano. Segundo Vanusa, um laudo médico sobre os remédios relata efeitos colaterais como esquecimento.

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Confira a entrevista:

ÉPOCA - O que aconteceu no show de Manaus?

Vanusa - Eu estou fazendo um tratamento para depressão e labirintite. Eu tomo ansiolítico e antidepressivo. Antes de viajar para Manaus, minha médica trocou meus remédios. Eu acho que a combinação dos dois medicamentos me deu esse branco. Na verdade, eu fiz dois shows em Manaus. No primeiro, na quarta-feira (4), eu esqueci a letra de Manhãs de Setembro. No segundo, na sexta-feira (6), eu já entrei nervosa no palco, um pouco insegura, com medo que esse "branco" pudesse acontecer novamente. E aconteceu. Eu acabei trocando a letra de Sonho de um palhaço por Como vai você, as duas da Antônio Marcos (o compositor foi marido de Vanusa, e morreu em 1992). Eu também tive que viajar sem meu maestro, que me acompanha há anos. Isso também contribuiu para essa insegurança no palco.

ÉPOCA - Há quanto tempo você sofre de depressão?

Vanusa - Há um ano e pouco. Eu tenho insônia também. Vou para cama e não consigo dormir. Levanto, vou respondeu meus e-mails, fazer esteira.

ÉPOCA - A médica não recomendou que você se afastasse dos shows?

Vanusa - Não. Ela achou que os medicamentos não iriam interferir. Agora, ela me deu um laudo dizendo tudo o que os medicamentos que eu tomo podem causar: brancos, esquecimento das letras, labirintite. Eu vou fazer uma ressonância magnética, já estou com pedido. No ano passado, eu caí e fraturei a clavícula, isso foi noticiado pela imprensa. Minha médica acha que eu posso ter batido a cabeça nessa queda.

ÉPOCA - Você fica chateada com a repercussão desses acontecimentos?

Vanusa - Eu tenho 62 anos de idade e 42 de carreira. Não tenho mais tempo de ligar para esses ti-ti-tis. Fico chateada porque a mídia não me dá espaço, só me procura na hora que um vídeo desses aparece. Nenhum jornalista me ajuda a cantar, ninguém fala dos meus projetos. No mês que vem eu devo ir ao México gravar um CD em espanhol com os meus grandes sucessos. O Sérgio Sá, que compôs Mudanças comigo, foi quem me convidou. Ele quer que todo mundo conheça a compositora dessa música. Lá fora, ela foi gravada por Lupita Dalécio, todo mundo pensa que é dela, mas essa letra é minha.

ÉPOCA - O que aconteceu em Manaus não tem nada a ver com a bebida?

Vanusa - Não. E se tivesse, qual o problema? Todo mundo adorou o show, vieram me cumprimentar no camarim. Ninguém viu bebida lá dentro. O Antônio Marcos morreu de beber. Eu mesmo antes dos shows tirava as bebidas que deixavam no camarim dele. Eu sou considerada idosa já, tenho mais de 60 (Vanusa tem 62 anos). Esses brancos podem acontecer.

ÉPOCA - Na época do vídeo do Hino Nacional, você apareceu bastante na mídia. Você conseguiu tirar algum proveito dessa história?

Vanusa - Não. Não sou adepta do falem mal, mas falem de mim. Mas, claro, eu nunca estive tanto na mídia como naquela época. Ser artista é muito importante para mim. Eu amo cantar. Mas o preço que se paga é muito grande!

Fonte: Época