Pesquisa do Ministério da Saúde aponta que 16% dos brasileiros traem

Pesquisa do Ministério da Saúde aponta que 16% dos brasileiros traem

Pesquisa do Ministério da Saúde aponta que 16% dos brasileiros traem

Um estudo realizado pelo Ministério da Saúde mostra que 16% dos brasileiros têm relações casuais enquanto estão em um relacionamento fixo. Dos 43,9 milhões que viviam com companheiros, 7,1 milhões tiveram parceiros eventuais. Para se chegar a este universo, foram realizadas 8 mil entrevistas com homens e mulheres entre 15 e 64 anos, nas cinco regiões do país. O levantamento foi feito entre os meses de setembro e novembro de 2008.

Segundo a pesquisa, os homens traem mais: 21% deles (4,7 milhões) afirmaram ter tido relações casuais no mesmo período das relações fixas. Entre as mulheres, o índice é de 11% (1,8 milhão).

O dado mais preocupante, no entanto, é que o uso do preservativo nas relações casuais é baixo. 63% não usaram camisinha ao fazerem sexo com um parceiro eventual. As mulheres são as que mais dispensam o uso do preservativo: 75%, contra 57% dos homens.

"As pessoas estão se relacionando mais com parceiros e parceiras casuais e o Ministério da Saúde não pode fechar os olhos para esta realidade. A pesquisa detectou uma mudança no comportamento da população. Temos que refletir e estabelecer estratégias articuladas e integradas sobre isso", avalia o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

A comparação entre os dados da PCAP (Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas) da população brasileira de 15 a 64 anos realizada em 2008 e o levantamento feito em 2004 mostra que o brasileiro tem feito mais sexo casual. Em 2004, 4% das pessoas afirmaram ter tido mais de cinco parceiros casuais no ano anterior. No levantamento atual, o índice mais do que dobra, chegando a 9,3%.

Os números também indicam queda no uso do preservativo com relações eventuais. Considerando-se indivíduos com idade entre 15 e 54 anos, 51,6% usaram camisinha em todas as parcerias eventuais, de acordo com os dados de 2004. Em 2008, o percentual cai para 46,5%.

Fonte: AE