Playboy de Cleo Pires já vendeu mais de 600 mil e desbancou a capa de Grazi, recorde desde 2005

Playboy de Cleo Pires já vendeu mais de 600 mil e desbancou a capa de Grazi, recorde desde 2005

Está no jeito de olhar, na boca, no corpo todo, diriam os admiradores de sua Playboy

Está no jeito de olhar, na boca, no corpo todo, diriam os admiradores de sua Playboy. Cleo Pires transborda sensualidade. Não é à toa que a revista masculina com seu ensaio nu, publicada em agosto, vendeu mais de 600 mil exemplares e bateu a de Grazi Massafera, de 2005, que teve 568 mil. Agora, em Araguaia, novela que estreia na segunda-feira (27), a atriz vai desfilar sua morenice brejeira pelas belas paisagens do Centro-Oeste do Brasil como a envolvente Estela.

Antagonista da trama, ela disputa o amor de Solano (Murilo Rosa) com a mocinha Manuela (Milena Toscano). "Minha personagem não é vilã. É uma mulher apaixonada que corre atrás do que quer. Ela não vai atacar, vai seduzir. Como toda história de amor, tem um toque de sensualidade. Mas é bem sutil, leve", garante a atriz.



Por incrível que pareça, o que todo mundo vê, Cleo, prestes a fazer 28 anos, nem sempre enxerga no espelho. "Às vezes, a gente está triste, tomou um fora, fez merda e estraga tudo. Me sentir sedutora depende do momento. Às vezes, não me sinto gata. Me vejo com a pele ruim, com o cabelo esquisito", critica.

Quando decidiu posar nua, no entanto, tudo parece ter conspirado a favor. "Fiquei muito feliz com o resultado do ensaio, pois me envolvi com cada detalhe. Foi muito melhor do que eu esperava", assume. Seria Cleo um fetiche masculino? "Aí já não sei, só eles podem responder. Mas acho que as fotos agradaram aos homens, às mulheres, aos fashionistas, todo mundo. Só o meu motorista trouxe uns 100 exemplares para eu assinar", conta ela.

Sem vergonha, no melhor sentido da expressão, Cleo jura que nenhum comentário sobre sua nudez a deixou constrangida. "É difícil me deixar sem graça, viu?! Vem adolescente falar comigo, gente das mais variadas idades. Outro dia, uma senhora de uns 70 anos me abordou no mercado. Disse que eu estava muito sexy na revista. Só podia responder: "Obrigada, era isso que eu queria ouvir"", recorda.

Mas não foram apenas fãs anônimos que se manifestaram. Edson Celulari, seu colega de cena por apenas uma semana na nova novela, mandou mensagens pelo celular comentando as fotos. "Ele ficou dando notas. Essa foto merece tanto, essa outra tanto", ri, lamentando a saída precoce do ator, com quem já fez uma parceria de sucesso em América (2005). No folhetim de Glória Perez, ela era Lurdinha, garota nova que deixou boquiaberto o pai da melhor amiga, um homem bem mais velho e casado, interpretado por Edson. Na ocasião, por onde quer que passasse, o ator era chamado de "tio", como ela se referia a ele na ficção. "Não queria que saísse da novela. Edson é muito legal. Sabe tudo, é gentil, paciente e fica gostoso trabalhar junto", lamenta.

Cleo fala pouco, mas não gosta de rodeios. Quando o assunto é compará-la com a mãe, Gloria Pires, não dá a mínima bola. Ela nunca se preocupou com esse tipo de cobrança. ¿Não fico pensando nessa história de ser filha da Gloria na hora de aceitar um trabalho. Quando não topei fazer ¿Cabocla¿ é porque não tinha certeza se queria ser atriz e achava uma sacanagem entrar de gaiata em um projeto já como protagonista. Não fiz ¿Playboy¿ para me distanciar da imagem da minha mãe, que nunca fez. Ela também fica pelada, só que não é na revista. Posei nua porque queria mostrar um lado mais exibicionista da minha pessoa¿, admite, aos risos.

Mas uma coincidência especial marca a carreira de mãe e filha. Em Araguaia, Estela é descendente de uma tribo indígena, karuê, e carrega um importante mistério. Em 1982, Gloria Pires viveu uma índia da tribo dos carajás no filme Índia, a Filha do Sol, de Fábio Barreto. "Fiquei emocionada com essa história. Quando fizemos o primeiro ritual na novela, a pintura ficou linda e eu mandei umas fotos para minha mãe dizendo: "Olha sua filha carajá". Ela respondeu: "carajacu". Pegou e, às vezes, a gente se chama assim em tom de brincadeira, é um grito dos carajás".

Com várias tatuagens espalhadas pelo corpo, Cleo tem um certo trabalho para tapá-las com maquiagem antes de entrar em cena. "No início, para achar o tom de pele, eu chegava duas horas e meia antes de começar a gravar. Agora demora uma hora, uma hora e meia no máximo", explica.

Bem familiarizada com a região em que a novela está sendo gravada - a família tem propriedades por lá -, Cleo foi uma espécie de guia dos colegas no local. "Apresentei a eles o óleo de babaçu para combater os mosquitos, o melhor lugar para mergulhar no rio, o pastel, a pamonha. Fui uma verdadeira monitora", vangloria-se a guia turística.

Por falar em pastel e pamonha, é nessa hora que a atriz causa aquela invejinha em qualquer mulher normal. Quando vai explicar o que faz para manter a forma, ela solta: "Como de tudo. Tento consumir coisas mais orgânicas e saudáveis, mas adoro um chocolate. Sou boa de garfo. Mas a minha vida inteira foi de muita atividade. Fiz dança, esporte, ioga e acho que isso deu uma boa estrutura para o meu corpo. Não engordo fácil. Quanto à minha pele, tenho uma dermatologista, mas fico até com vergonha de falar, porque faz uns dois anos que não faço completamente nada". Fazer para quê?

Depois de aprontar poucas e boas como a vilã Surya, de Caminho das Índias (2009), Cleo prefere não tomar partido na hora de dizer por quem o público vai torcer na disputa pelo coração do herói de Araguaia. Ainda é cedo para arriscar qualquer palpite. Só é possível afirmar desde já que Estela não é mulher de desistir fácil do homem que deseja. Alguma semelhança com sua intérprete? Vale tudo na batalha por um homem? "Por uma batalha eu não digo. Mas por um amor vale tudo, sim", afirma ela, que namora o publicitário João Vicente de Castro há um ano e três meses.

Se na ficção ela corre algum risco de perder, na realidade ela é prática, não complica. "Acho que nunca disputei alguém. Não fico buscando essas informações quando vou me envolver com um homem. E também não há nenhum amor que eu não tenha vivido porque, quando não dava certo, eu resolvia, não ficava chorando as amarguras".

É. Cleo tem mesmo motivos para sorrir e não ser amargurada. "Eu gosto da vida, sou curiosa, quero conhecer as coisas e os lugares. Para conseguir ser assim, tem que correr atrás, se mexer. Estou muito feliz com essa nova oportunidade na TV".

Fonte: Terra, www.terra.com.br