Público ignora chuva e festeja apresentação do Coldplay no Rio

Público ignora chuva e festeja apresentação do Coldplay no Rio

Nem a chuva fina que caiu durante as quase duas horas de show diminuiu a empolgação da plateia

Uma semana depois do desfile das escolas de samba campeãs do carnaval carioca, foi a vez dos ingleses do Coldplay promoverem um outro tipo de folia na Praça da Apoteose, no Centro do Rio. No lugar dos tradicionais sambas-enredo, carros alegóricos, repiques e tamborins, a noite do domingo (28) foi de muito papel picado, fogos de artifício e efeitos especiais ao som dos sucessos do grupo liderado por Chris Martin.

Nem a chuva fina que caiu durante as quase duas horas de show diminuiu a empolgação da plateia, que tomou pista e arquibancadas. A garoa, aliás, esquentou o comércio informal de capas de chuva do lado de fora da Praça da Apoteose e garantiu a noite dos ambulantes. O acessório acabou se transformando em item de primeira necessidade para quem chegava ao local da apresentação.

Os shows da banda mato-grossense Vangart e o grupo inglês Bat for Lashes serviram para aquecer a plateia, que reagiu com simpatia às preliminares do espetáculo. Às 20h30, 30 minutos depois do previsto, imagens do globo terrestre foram exibidas nos telões mostrando a localização da cidade carioca no continente sul-americano. Só então Jonny Buckland (guitarra), Guy Berryman (baixo) e Will Champion (bateria), além do já citado Chris Martin (vocais, violões e piano) surgiram no palco para, em seguida, atacarem de ?Life in technicolor?, faixa que abre ?Viva la vida?, disco mais recente dos ingleses, que também dá nome à atual turnê mundial da banda.

Rio x São Paulo

Na sequência, o desfile dos sucessos radiofônicos ?Violet hill?, ?Clocks? e ?In my place? arrebatou o público que, a essa altura, já não se preocupava tanto com a chuvinha chata que insistia em dar as caras. Em ?Yellow?, canção que projetou o Coldplay mundialmente, bolas amarelas recheadas de papel picado foram jogadas por sobre a pista, que se divertiu tentando estourá-las, como fazia o próprio Martin no palco, com a ajuda de seu violão. Depois, agradeceu a presença de todos e utilizou um argumento infalível ao pedir uma ajudinha para concluir o número.

?Obrigado por saírem de casa num domingo à noite só para nos assistirem. Agora está na hora de mostrar que vocês são uma plateia melhor do que a de São Paulo. Portanto, façam o máximo de barulho possível para que possamos terminar a canção?, provocou o cantor, se referindo ao show que a banda fará no Estádio do Morumbi, na capital paulista, nesta terça (2).

Três palcos

Além do palco principal ? equipado com um telão de alta definição e cinco gigantescas esferas penduradas, onde eram projetadas de cores e desenhos de acordo com cada canção ?, dois outros palcos menores foram montados mais próximos da plateia. Neles aconteceram os momentos mais intimistas da noite, com as canções ?God put a smile upon your face/Talk? e ?The hardest part? e as versões acústicas de ?Shiver? e ?Death will never conquer? (esta cantada pelo baterista Will Champion), além da inédita ?Don Quixote?.

As luzes das milhares de câmeras fotográficas digitais e telefones celulares vindas das arquibancadas eram os únicos, porém belíssimos elementos visuais que compunham o cenário do show, enquanto a banda ocupava um dos pequenos palcos secundários.

Em "Strawberry swing", canção que, segundo Martin, tem forte influência da música celta, uma bandeira brasileira foi presa ao pedestal do microfone como uma forma de se fazer mais uma média com o público carioca. Desnecessário quando se tem uma canção como "Viva la vida" no repertório, ocasião em que a intensa participação do público pareceu superar as expectativas até mesmo da própria banda.

O show seguiria sem num ritmo mais devagar até o seu final, quase que como no piloto automático. A exceção foi "The scientist", grande sucesso do álbum "A rush of blood to the head", já no bis, que também teve ?Life in technicolor II?, a última do set list. No fim, fogos de artifício e agradecimentos aos cariocas.

Além de São Paulo, o Coldplay se apresenta ainda na Colômbia e México antes do encerrar a turnê que já passou por mais de 25 países e foi assistida por cerca de 2,75 milhões de pessoas.

Veja o repertório completo do show no Rio:

1- ?Life in technicolor?

2- ?Violet hill?

3- ?Clocks?

4- ?In my place?

5- ?Yellow?

6- ?Glass of water?

7- ?Cemeteries of London?

8- ?Fix you?

9- ?Strawberry swing?

10- ?God put a smile upon your face / Talk?

11- ?The hardest part?

12- ?Postcards from far away?

13- ?Viva la vida?

14- ?Lost?

15- ?Shiver"

16- ?Death will never conquer?

17- "Don Quixote"

18- ?Politik?

19- ?Lovers in Japan?

20- ?Death and all his friends?

BIS

21- ?The scientist?

22- ?Life in technicolor II?

Fonte: g1, www.g1.com.br