Samara Felippo: "Ser mãe acabou com chances de eu posar nua"

- As coisas foram acontecendo na minha vida muito de repente, diz ela.

A Samara Felippo que surge hoje em "Dercy de verdade" é uma mulher bem diferente da que trabalhou na novela "Sete pecados", seu último trabalho longo na TV. Nesses quatro anos que separam as duas tramas, a atriz, de 33, conheceu o marido, o jogador de basquete Leandrinho, foi mãe pela primeira vez — a pequena Alícia está com 2 anos e meio —, separou-se do ala-armador e logo depois reatou o casamento.

Tudo isso numa ponte aérea Brasil-EUA, onde Leandrinho jogava. A profissão dela, então, acabou ficando temporariamente em segundo plano.

— As coisas foram acontecendo na minha vida muito de repente. Quando vi estava grávida, casada, de coração, em Phoenix — diz a atriz, em entrevista por e-mail, de Toronto, cidade canadense onde o marido joga agora:

— Deixei tudo para viver esse momento. Depois que Alicia nasceu, Samara teve uma vontade muito grande de voltar ao trabalho, mas nada a entusiasmava:

— Quando vi, lá se foram dois anos. Mas foram anos especiais e imprescindíveis. Tudo acontece na hora certa, então, depois que passei da fase da ansiedade, deixei as coisas acontecerem tranquilamente. É como estou no momento.

Depois do convite para viver a filha de Dercy Gonçalves, Decimar, na minissérie, a atriz espera engatar de vez a antiga rotina de trabalho, com novelas inclusive.

— Amo atuar, estou num momento ótimo tanto físico, quanto mental. Cheia de gás! — festeja ela, já livre dos 13 quilos ganhos na gravidez:

— E tenho um suporte muito bom, de avó (minha mãe) e minha babá, que adoro, para ficar com Alícia na minha ausência. E ela também já entende. Quero pegar um papel incrível em 2012! A maternidade, segundo Samara, deixou-a mais sensível e observadora, duas qualidades que ela julga valiosas na profissão. E trouxe uma restrição:

— A única coisa que não faria mais seria posar nua. Antes de ser mãe, se um dia chegássemos a um valor bom para os dois, talvez topasse. Hoje em dia não. E é definitivo!                   

Fonte: Extra, extra.globo.com