Zeca Pagodinho revela: "Fumar eu parei, mas a cervejinha não deixo"

Zeca Pagodinho revela: "Fumar eu parei, mas a cervejinha não deixo"

Zeca Pagodinho ficou "De Frente Com Gabi" (SBT) neste domingo.

"Você tem problema com bebida?", perguntou a jornalista Marília Gabriela ao cantor Zeca Pagodinho: "eu não, graças a Deus!", respondeu dando risada o sambista que ficou "De Frente Com Gabi" (SBT) neste domingo.

"Meu pai tá com 85 anos e ele ainda gosta de uma quentinha". "Cerveja"? . Não, cachaça mesmo". "É verdade ou é lenda que anda alguém carregando um isopor com cervejas atrás de você?, especulou a apresentadora. "Não, o negócio é o seguinte...", começou a explicar Pagodinho. "Na "avenida" (Carnaval) tem mesmo sempre uma pessoa que me acompanha todo o trajeto... e nos shows tem o "mosquito", que troca o copo toda a hora, que eu não gosto de cerveja quente", conclui o cantor.

"Você tem religião?", pergunta Gabi. "Todas as que falam de Deus!", responde rapidamente Zeca. "Mas eu vou no meu terreiro tomar os meus banhos... desde pequeno... você sabe, médico de pobre é pai de santo!", acrescenta o cantor que há muito é o maior vendedor de "samba" no Brasil.

"Você tá rico?", pergunta Gabi num repente. Sorriso malandro e uma resposta matreira: "Dá pra ganhar um dinheirinho. Mas é a Mônica (esposa) que cuida de tudo", esclarece Pagodinho. "Você chegou a saber o que é não ter dinheiro de verdade?", perguntou Marília. "Sei o que é não ter dinheiro pra comprar um cigarro, a varejo, que custava vinte centavos!", confessa o cantor.

"Você se arrepende de não ter estudado?", continua Gabi. "Muito!", responde automaticamente o cantor. "Lá em casa pode tudo, só não pode deixar de estudar".

O cantor está lançando o seu vigésimo terceiro disco: "O Quintal do Pagodinho", no qual faz uma grande homenagem aos compositores, "sempre muito esquecidos", enfatiza o cantor. "Ainda hoje o pessoal me fala --deixa a vida me levar", Zeca, curto muito tua música! E as vezes nem faz ideia de que a canção é de Serginho Meriti e Eri do Cais. Acho importante valorizar o compositor".

Jogo rápido. "Medo?": "de desgraça" (fazendo o sinal da cruz). "Roda de samba?": "saudade". "Família?": "mundo". "Ídolo?": "meu pai". "Perde a paciência com?": "injustiça". "Arrependimento?": "não ter estudado". "Acerto?": "morar em Xerém (RJ)! "Ser livre?": "é o nome de uma música minha e do Arlindo (Cruz) que faz tempo que a gente tem que enviar pra Elba!". "Zeca Pagodinho por Zeca Pagodinho?": "essa figura que tá aqui e que não vai mudar nunca".

"Você é um cara feliz?", pergunta Marília Gabriela num tom mais solene. "Procuro ser feliz. Mas o sofrimento dos outros me machuca", respondeu Zeca no mesmo tom. "Se eu vejo alguém que não tá legal eu tenho vontade de ajudar a pessoa a resolver a situação de alguma forma."

"E o folclore dos botecos? Você gosta mesmo de um boteco ou é puro folclore?", pergunta a jornalista. "Gosto, Gabi!", responde sem titubear Zeca Pagodinho. "Eu gosto de conversar com pessoas humildes... eu aprendo muito com elas."

"E a cervejinha?" "Sempre... fumar eu parei, depois que o meu neto nasceu --mas a minha cervejinha gelada eu não deixo. Olha a minha barriguinha bacana!", responde o cantor mantendo sempre o alto astral.

Fonte: UOL