Atlético-PR e Vasco são julgados e podem pegar punição se condenados

Briga entre integrantes de torcidas organizadas em Joinville deve acabar em perda de mandos de campo.

Nesta sexta-feira 13, o futebol brasileiro vai acompanhar as decisões sobre seu capítulo mais recente de violência. A 4ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) vai julgar a partir das 13h os incidentes ocorridos na arquibancada da Arena Joinville durante a partida entre Atlético-PR e Vasco, no último domingo. Ainda no primeiro tempo do jogo válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro, integrantes de torcidas organizadas dos dois clubes entraram em confronto, o que obrigou a paralisação da partida por 73 minutos. A punição pode chegar a 20 mandos de campo para cada lado, além de R$ 100 mil de multa.


Ameaçados de punição severa, Atlético-PR e Vasco são julgados

Ameaçados de punição severa, Atlético-PR e Vasco são julgados

Além de Atlético-PR e Vasco, a Procuradoria do STJD denunciou as federações de futebol de Santa Catarina e do Paraná, além do árbitro Ricardo Marques Ribeiro.

O Atlético-PR, mandante do jogo, foi enquadrado no artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala em "deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento de medidas para garantir a segurança dos torcedores antes, durante e após a realização da partida", além do artigo 211, por "deixar de manter o local indicado para a realização da partida com infra-estrutura necessária a assegurar a plena garantia e segurança para a sua realização".

O clube paranaense e o Vasco foram denunciados duas vezes no artigo 213, por deixarem de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens na praça de desporto, além de atirar objetos no gramado; as federações paranaense e catarinense foram denunciadas no artigo 191, e o árbitro no artigo 261-A (deixar o árbitro, auxiliar ou membro da equipe de arbitragem de cumprir as obrigações relativas à sua função).

Na última quinta-feira, o STJD, na figura do presidente Flávio Zveiter, decidiu rejeitar a ação do Vasco, que pediu a impugnação do resultado da partida. O argumento é de que o jogo não tinha condições de ter sido reiniciado por conta da falta de segurança e por ter ultrapassado em 13 minutos o tempo de paralisação previsto no regulamento. Com isso, o clube cruz-maltino se viu impedido de ganhar os pontos perdidos com a derrota por 5 a 1 e, assim, foi confirmado na Série B do ano que vem. O Vasco, entretanto, ainda poderá fazer um pedido de reconsideração, a ser avaliado novamente pelo presidente do tribunal.

Fonte: GloboEsporte