Botafogo derrota o Náutico e escapa da zona de rebaixamento no Brasileirão

Com o resultado, o Botafogo saiu do Z-4, chegando à 16ª posição, com 35 pontos

Em um confronto entre duas equipes desesperadas, era esperado o clima de muita tensão. E foi sob este ambiente - além de uma ajuda involuntária da arbitragem - que o Botafogo conquistou uma sofrida vitória por 1 a 0 sobre o Náutico, na noite desta quarta-feira, no Engenhão, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado significou um sopro de esperança para o Alvinegro na luta contra o rebaixamento . Ao mesmo tempo, complicou ainda mais a situação do time pernambucano, que fica mais próximo da Série B de 2010.

Com o resultado, o Botafogo saiu do Z-4, chegando à 16ª posição, com 35 pontos, uma vez que o Cruzeiro derrotou o Santo André, no Mineirão, e o Ramalhão parou nos 32 pontos e caiu para a 17ª colocação. No próximo domingo, a equipe enfrenta o Internacional, às 16h, no Beira-Rio, em Porto Alegre. Já o Náutico, em 18º lugar, com a mesma pontuação da equipe paulista, pega o arquirrival Sport, às 18h30m, no estádio dos Aflitos.

Nervoso, Alvinegro erra muito no primeiro tempo

As duas equipes entraram em campo pressionadas pela necessidade de vitória. Mas por estar em casa, foi o Botafogo quem acusou o golpe. A sua atuação era claramente a de uma equipe com medo de cometer erros, e até por isso as falhas foram muitas. Com receio de arriscar, o anfitrião era pressionado pelo adversário.

O Náutico teve boas chances de marcar na primeira fase, mas pecou na pontaria. O time pernambucano aproveitava os erros primários dos alvinegros para encaixar contra-ataques. E foi depois de um passe errado de Juninho no meio-campo que o Timbu partiu em velocidade, aos 18 minutos, e Carlinhos Bala ficou frente a frente com Jefferson, que saiu da área de carrinho e cometeu falta. O árbitro Leonardo Gaciba mostrou apenas cartão amarelo ao goleiro.

Para o Botafogo, tudo parecia difícil. Nas poucas vezes que chegava à frente da área, hesitava em chutar a gol. Quando o fazia, era de maneira improvisada, sem construir jogadas consistentes. O time investia muito na correria, mas deixava de lado a calma necessária para ignorar a pressão externa pela vitória. A melhor oportunidade alvinegra na primeira etapa aconteceu apenas aos 41 minutos, depois que Reinaldo partiu em velocidade pela direita e cruzou rasteiro para Jobson, que não conseguiu concluir.

Bota volta melhor, mas vitória chega após pênalti mal marcado

Ao contrário dos primeiros 45 minutos, o Botafogo iniciou o segundo tempo mais ligado. A equipe partiu para cima do Náutico, mas continuava sem organização. Além disso, a defesa ainda se mostrava frágil nas vezes em que o Timbu partia em velocidade. Enquanto o Alvinegro não sabia o que fazer quando chegava à área oposta, os visitantes levavam perigo nas poucas chances que tinham. Aos 18 minutos, Tuta recebeu na área, mas o goleiro Jefferson fez uma grande defesa à queima-roupa.

Neste momento, a paciência da torcida já havia acabado, seja com os jogadores, que eram vaiados, e com o treinador, que era chamado de burro. Mas a esperança renasceu quando o árbitro marcou pênalti inexistente de Johnny em Diego. Um dos mais perseguidos pela torcida, o capitão Juninho cobrou forte e rasteiro no canto direito, e a bola passou por baixo do corpo de Gledson, aos 28 minutos.

A vantagem que poderia dar tranquilidade acabou aumentando a tensão no estádio. A torcida empurrava o Botafogo, que buscava o gol que garantiria uma vitória sem novos sustos. No entanto, a equipe continuava a dar espaços ao Náutico, que se aproveitava do nervosismo alvinegro. Mas o Timbu não teve competência para aproveitar os momentos em que pressionou o Alvinegro.

Fonte: Globo Esporte, www.globoesporte.com