Brasil vence no handebol femenino e garante seu melhor resultado em mundiais

A Seleção Brasileira feminina de hanebol conseguiu nesta sexta-feira garantir seu melhor resultado na história de um Campeonato Mundial

A Seleção Brasileira feminina de handebol conseguiu nesta sexta-feira garantir seu melhor resultado na história de um Campeonato Mundial. Apesar do ambiente cabisbaixo no Ginásio do Ibirapuera e das próprias jogadoras depois da eliminação para a Espanha nas quartas de final, o time verde-amarelo reagiu depois do início lento, derrotou a Croácia de virada por 32 a 31 e assegurou a presença na decisão de quinto ou sexto lugar, algo inédito para a modalidade.

Antes do Mundial deste ano em São Paulo, a campanha mais longa do handebol brasileiro em torneios deste porte havia sido o sétimo lugar, obtido em 2005 pela própria Seleção feminina. Independentemente do placar do duelo contra a Rússia, agendado para as 9h (de Brasília) de domingo, o Brasil conseguirá melhorar seu desempenho no histórico da competição.

O clima de ressaca era nítido em um ginásio vazio nesta sexta-feira, depois da festa e da casa cheia que marcou o jogo de quartas de final contra a Espanha, há dois dias. Os bate-bates amarelos, que ecoavam no Ibirapuera da torcida brasileira, podiam ser contados nos dedos desta vez. Das tribunas era possível, inclusive, ouvir os gritos das jogadoras em quadra.

Seja por isso ou não, a Seleção começou devagar a partida e deu chances para a Croácia abrir 4 a 1 nos minutos iniciais de partida. Só então, com uma Duda Amorim brigadora encarando a marcação das europeias, o time nacional começou a melhorar e pouco a pouco reduziu essa diferença para 7 a 6. Mas o ânimo durou pouco: o ataque parou de funcionar e as croatas melhoraram, marcando cinco gols seguidos e esticando a vantagem para 12 a 6.

Com a goleira Chana em quadra na metade final da etapa e a saída da croata Andrea Penezic por dois minutos, contudo, recolocou o Brasil na partida. A defesa passou a resolver, os gols voltaram a surgir, e os minutos finais o placar já marcava 14 a 13. O empate não saiu apenas por conta dos sucessivos erros: foram três ataques perdidos de maneira consecutiva, e as croatas salvaram a vantagem, virando para o segundo tempo com 15 a 14.

Apesar do placar parelho, o Brasil não conseguiu voltar bem do intervalo. Resultado: a Croácia não desperdiçou as oportunidades e chegou a colocar cinco gols de frente com 21 a 16 em 6min. Demorou para que o time anfitrião voltasse a encostar na diferença, sobretudo pela dificuldade em parar a grandalhona Penezic, artilheira da seleção europeia.

Com a chegada da torcida norueguesa no Ibirapuera para acompanhar a semifinal, e o "reforço" nos aplausos, o Brasil conseguiu derrubar a vantagem croata para 26 a 25 e mais uma vez teve duas oportunidades para igualar. A ponta Fernanda desperdiçou a primeira, mas aproveitou a segunda chance e estabeleceu o 26 a 26 com 18min.

Com o moral mais elevado, a Seleção Brasileira passou a arriscar mais, contou com a sorte na defesa e pela primeira vez assumiu a vantagem no placar aos 21min, virando para 28 a 27 com a central Ana Paula e ampliando na sequência com a armadora Francine e a ponta Fernanda. A Croácia, porém, seguiu brigando e restabeleceu o empate por 31 a 31.

Uma grande defesa de Chana impediu a virada da equipe europeia e assegurou a posse de bola para o Brasil no último minuto de jogo. Soubak, temeroso da repetição do que aconteceu no final da partida contra a Espanha, pediu tempo restando menos de 30s pedindo a manutenção da posse de bola até que Ana Paula arremessou para as redes e recolocou a Seleção em vantagem. A pouca torcida no Ibirapuera levantou, gritou e ajudou a Croácia a errar.

O último adversário do Brasil no Mundial será a Rússia, atual tricampeã e que nas quartas de final foi eliminada pela França. As europeias, que haviam chegado a São Paulo como favoritas, se classificaram para a disputa do quinto lugar ao vencer Angola por 41 a 31 no primeiro jogo desta sexta no Ibirapuera. Já croatas e angolanas se enfrentarão para decidirem quem termina no sétimo ou no oitavo posto.

Fonte: Jornal do Brasil