"Aposto em mim", diz argentino do Vasco sobre temporada 2012

Pela primeira vez na vida, Leandro Chaparro passou um aniversário longe da família

Pela primeira vez na vida, Leandro Chaparro passou um aniversário longe da família. Aos 21 anos, completados na última sexta-feira, ele sabe que o momento é realmente de se desgarrar e buscar a independência. Para muitos torcedores, o argentino é um ilustre desconhecido, mas neste ano a expectativa do Vasco é ver o meio-campo crescer e mostrar o futebol que o colocou como uma das maiores promessas do futebol de seu país. Essa também é a esperança do próprio jogador, que não esconde a ansiedade por finalmente poder brilhar no Brasil.

Chaparro leva ao pé da letra a palavra concentração. Hospedado em Atibaia (SP) com o grupo do Vasco, ele aposta suas fichas num bom desempenho na pré-temporada para ver seus muitos sonhos realizados. No time cruz-maltino, foram apenas três partidas disputadas desde fevereiro de 2011, quando chegou a São Januário. Na Argentina, atuou o mesmo número de vezes pelos profissionais do San Lorenzo. Para ele, portanto, o momento é de deslanchar.


Chaparro vai em busca dos sonhos em 2012:

Avesso a entrevistas ? segundo ele mais por timidez e por não dominar o português da forma como gostaria ?, Chaparro conversou com o GLOBOESPORTE.COM em Atibaia e falou sobre a expectativa de ter mais oportunidades na temporada que se inicia e até do desejo de ser companheiro de Messi na seleção da Argentina.

Você passou toda a temporada de 2011 sem quase aparecer no Vasco e com poucas oportunidades de atuar. Por ser muito jovem, acha que é possível dizer que foi um ano de adaptação?

Chaparro ? Sim. Senti a diferença de pela primeira vez estar longe da minha família, de morar sozinho. Apesar de ser parecido, o idioma também é sempre uma dificuldade. Em relação ao futebol, no Brasil existe mais liberdade para jogar, enquanto na Argentina o jogo é mais fechado. Precisei me acostumar a todas essas diferenças, mas agora me sinto bem melhor.

O Vasco diz que 2012 pretende apostar mais em você, dando oportunidades porque acredita no seu potencial. Você enxerga a temporada que se inicia como aquela em que precisa despontar?

Neste ano eu aposto muito em mim. Quero trabalhar bem na pré-temporada e aproveitar as oportunidades que tiver. O Cristóvão (Borges, técnico do Vasco) ainda não conversou comigo, mas venho observando tudo o que ele quer da equipe para quando eu tiver a chance, atuar da melhor maneira possível.

Ficou uma frustração por ter disputado apenas três jogos pelo Vasco em 2011?

Todo jogador quer jogar, então muitas vezes eu desanimei. Mas entendo que o grupo do Vasco é muito forte, e o ano de 2011 foi muito bom para a galera. Então era difícil ganhar uma chance. Mas agora começa tudo do zero, então vou batalhar pelo meu espaço.

O Vasco volta à Libertadores e busca reforços no mercado sul-americano. Como acha que será a experiência de disputar essa competição pela primeira vez?


Chaparro vai em busca dos sonhos em 2012:

Se eu tiver a chance, vai ser a realização de um sonho. Desde criança assisto às equipes da Argentina na Libertadores, principalmente o Boca Juniors. Minha expectativa é muito grande em defender o Vasco competição.

Você chegou ao Vasco sendo apontado como um grande talento das seleções de base da Argentina. Em ano de Olimpíada a ansiedade por defender novamente o seu país se torna ainda maior?

Claro que sim. Qualquer jogador tem o sonho de ser convocado para a seleção, e comigo não é diferente. Disputar a Olimpíada é um desejo, sim.

Já imaginou jogar no meio-campo da Argentina dando passes para Messi marcar os gols?

Isso seria muito legal, mas o Messi joga sozinho, né? Não precisa de mim, não (risos).

Darío Conca foi o último argentino a fazer sucesso no Vasco, em 2007. Você costuma ouvir muitos torcedores dizendo que sentem falta de ver um jogador do seu país novamente se destacar pelo clube?

Quando cheguei ao Vasco sofri muitas comparações com o Conca. Não o vi jogar muitas vezes, porque ele deixou a Argentina muito novo e quando eu cheguei ao Brasil ele estava saindo do Fluminense. Mas sei que é um grande jogador e, além disso, é bom conviver com essa pressão. Serve de estímulo.

Em São Januário se diz que você já deixou a timidez de lado e agora participa das brincadeiras, está solto. É verdade?

Mais ou menos... Sou tímido, mas posso dizer que estou bem enturmado com o pessoal. Sou um cara tranquilo, que brinca quando pode mas que trabalha sério no momento que é preciso. Gosto muito de passear no Rio de Janeiro, principalmente quando meus familiares me visitam. Sou mais um carioca!

Fonte: Globo Esporte