Com contrato renovado até 2013, Ceni vira "quarentão" em atividade

No Brasil, Manga jogou até os 45 anos. Na Europa, brilharam nomes como o inglês Peter Shilton, o italiano Dino Zoff e o holandês Edwin Van der Sar


Com contrato renovado até fim de 2013, Ceni vira

Com o contrato renovado com o São Paulo até o dia 31 de dezembro de 2013, o capitão Rogério Ceni irá completar 40 anos no dia 22 de janeiro em plena atividade. Totalmente recuperado da lesão que sofreu no ombro e jogando em alto nível, o camisa 1 tem tudo para repetir o feito de outros ?vovôs goleiros? que, mesmo com a idade avançada, brilharam dentro das quatro linhas.

No futebol brasileiro, o caso mais famoso foi o de Hailton Corrêa de Arruda, o Manga, que iniciou sua carreira no Sport e depois passou por Botafogo, Internacional, Coritiba, Operário-MS e Grêmio. Defendeu a seleção brasileira na Copa de 1966, na Inglaterra, e encerrou sua carreira aos 45 anos, em 1982, defendendo as cores do Barcelona, do Equador.

No exterior, são vários os nomes que fizeram sucesso na reta final da carreira, como o de Van der Sar, apontado por muitos como o melhor de sua posição no futebol holandês. É o atleta com o maior número de jogos pela seleção do seu país (130) e com quatro mundiais no currículo (1994, 1998, 2002 e 2006). Foi um dos ídolos da torcida do Manchester United, da Inglaterra, e largou os gramados em 2011, com 41 anos.

No passado, outros dois nomes brilharam. O italiano Dino Zofff, por exemplo, teve a honra de levantar a taça de campeão em 1982, disputada na Espanha, com 40 anos. Os ingleses até hoje se lembram com carinho de Peter Shilton, que por 20 anos foi o camisa 1 da equipe nacional. Foi o sucessor de outra lenda da posição, Gordon Banks. Shilton participou de três mundiais: 1982, 1986 e 1990.

Ceni afirma que histórias de sucesso de outros atletas da posição mostram que ele pode continuar jogando em alto nível por mais uma temporada.

? Sem dúvida, todo mundo lembra até hoje. O que me motiva a continuar jogando mesmo com 40 anos é que ainda gosto de acordar às 6h45 todos os dias, ir ao CT e trabalhar forte. Quando os treinos são à tarde, só saio às oito da noite. Essa rotina tem 22 anos, e ainda sou apaixonado por tudo isso ? ressaltou o jogador.

Ao contrário dos nomes citados acima, Ceni só não pensa em voltar a vestir a camisa da seleção brasileira no ano final de sua carreira.

? Sinceramente, não penso nisso. Existem outros nomes que estão jogando e mostrando um grande rendimento. Hoje, posso dizer que minha seleção é o São Paulo. É aqui que iniciei a minha vida como jogador e é aqui que ela vai terminar ? finalizou.

Fonte: GloboEsporte.com